Órgãos de controle · organizacao
CVM
Comissão de Valores Mobiliários, autarquia que regula e fiscaliza o mercado de capitais brasileiro. Julga processos administrativos sancionadores.
- Período
- 2020 a 08/09/2026
- Tipos
- Fato 1 Decisão 1
- Fontes distintas
- 3, sendo 2 de nível 1
- Registros com aviso de qualidade
- 0 de 2
- Quem mais aparece
- CVM 2 · Brazil Realty FII 2 · Banco Master 2 · Daniel Vorcaro 2 · Henrique Vorcaro 2
Contagens tiradas dos próprios registros desta página. O site não gera síntese em texto: o que cada fonte diz está no registro.
Ninguém citado neste site foi condenado criminalmente até agora.
CVM abre o processo que levaria seis anos para julgar
Em 2020, a área técnica da CVM abriu o Processo Administrativo Sancionador 19957.007976/2020-94 para apurar irregularidades na emissão e distribuição de cotas do fundo imobiliário Brazil Realty. O objeto, segundo a autarquia, era "operação fraudulenta no mercado de capitais, cumulada com violação de deveres fiduciários e informacionais e prática de embaraço à fiscalização", relacionada à terceira emissão de cotas do fundo, feita em 2018, que captou R$ 139,1 milhões. Entre os dezenove acusados estavam o Banco Master, Daniel Vorcaro, o pai Henrique Moura Vorcaro, o primo Felipe Cançado Vorcaro, a Viking Participações, a Entre Investimentos e a Sefer Investimentos — a mesma corretora citada pela Agência Pública na operação de compra do Banco Máxima em 2017.
CVM Brazil Realty FII Banco Master Daniel Vorcaro Henrique Vorcaro Felipe Cançado Vorcaro Viking Participações Entre Investimentos Sefer Investimentos
2 fontes · 1 caso
- CVM — Sessão de Julgamento em 8/9 (nível 1, 08/09/2026)
- Agência Brasil — CVM multa Vorcaro em R$ 20 milhões por fraude em fundo imobiliário (nível 1, 08/09/2026)
A única condenação até agora é administrativa: R$ 201,5 milhões
Em 8 de setembro de 2026, o colegiado da CVM condenou por unanimidade dezesseis acusados, somando R$ 201,5 milhões em multas. Daniel Vorcaro e o pai, Henrique Moura Vorcaro, apontados como os principais articuladores, receberam R$ 20 milhões cada; o Banco Master, R$ 12,5 milhões; a Entre Investimentos, R$ 10 milhões; Antônio Carlos Freixo Júnior e Felipe Cançado Vorcaro, R$ 5 milhões cada; a Sefer Investimentos, R$ 1,3 milhão; e outros quatro envolvidos, R$ 120 mil cada. Segundo a CVM, o grupo incorporou ao fundo Brazil Realty ativos imobiliários com valores artificialmente elevados — um imóvel teria passado de R$ 7,1 milhões para R$ 70,8 milhões — e a Entre Investimentos realizou 177 operações, R$ 351 milhões em compras e R$ 358 milhões em vendas, para criar liquidez artificial das cotas no mercado secundário. Os investidores tiveram R$ 5,8 milhões em prejuízos realizados. O relator foi o diretor João Accioly. Cabe recurso ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. Esta é uma condenação administrativa, não criminal.
CVM Daniel Vorcaro Henrique Vorcaro Felipe Cançado Vorcaro Banco Master Brazil Realty FII Entre Investimentos Sefer Investimentos Viking Participações
Resposta do citado A advogada de Daniel Vorcaro questionou a falta de provas individualizadas de dolo na conduta do empresário. Representantes da Entre Investimentos alegaram que a acusação não comprovou ardil nem vantagem ilícita. Poder360 — CVM multa Vorcaro e Master em R$ 201,5 milhões por fraude (nível 2, 08/09/2026)
3 fontes · 1 caso
- Agência Brasil — CVM multa Vorcaro em R$ 20 milhões por fraude em fundo imobiliário (nível 1, 08/09/2026)
- Poder360 — CVM multa Vorcaro e Master em R$ 201,5 milhões por fraude (nível 2, 08/09/2026)
- CVM — Sessão de Julgamento em 8/9 (nível 1, 08/09/2026)