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Caso Master

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Núcleo Master · organizacao

Banco Master

Conglomerado financeiro controlado por Daniel Vorcaro. Inclui Banco Master S/A, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank e Master Corretora, liquidados pelo Banco Central em 18/11/2025; Will Financeira, liquidada em 21/01/2026; e Banco Master Múltiplo, liquidado em 17/03/2026.

Afirmações 47

Ninguém citado neste site foi condenado criminalmente até agora.

Alegação por Polícia Federal PF aponta pedido de Hugo Motta por empréstimo de R$ 22 milhões

Segundo relatório da Polícia Federal noticiado em junho de 2026 pela Folha de S.Paulo e pelo Estadão, o presidente da Câmara, Hugo Motta, teria pedido a Daniel Vorcaro, em março de 2024, que o Banco Master liberasse um empréstimo de ao menos R$ 22 milhões à empresa de uma familiar do deputado. O dinheiro seria destinado à compra de um terreno em João Pessoa (PB), onde se planejava erguer um novo bairro.

Hugo Motta Daniel Vorcaro Banco Master Câmara dos Deputados

Resposta do citado Motta afirmou que a operação "está dentro da legalidade", que a empresa cumpria o pagamento das prestações e que não haveria irregularidade em pedir a análise de um empréstimo com garantia. Questionado cinco vezes se atuou para liberar o crédito, recusou-se a responder. A presidência da Câmara não se manifestou até a publicação das reportagens. Poder360 — Motta pediu a Vorcaro empréstimo de R$ 22 mi para cunhada, diz jornal (nível 2, 17/06/2026)
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Casos: PF aponta pedido de Hugo Motta ao Master para empréstimo a empresa de familiar

Alegação por Polícia Federal Mensagens mostram Vorcaro tratando o pagamento ao escritório como prioridade

Segundo relatório da Polícia Federal, mensagens extraídas do celular de Vorcaro mostram que ele tratava os repasses ao escritório Barci de Moraes como a conta mais importante do Banco Master. A uma funcionária escreveu: "Esse Barci de Moraes por favor não deixe atrasar um dia, coloca no seu controle. É o pgto mais importante que temos". Em 8 de fevereiro de 2024 cobrou o primeiro pagamento e confirmou transferência de R$ 3.422.268,14. Em 15 de março de 2024, diante de novo atraso, escreveu a um funcionário identificado como Angelo: "Angelo. Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Não to entendendo isso. Contrato mais importante que temos". As cobranças se referiam às parcelas mensais, de R$ 3 milhões líquidos, do contrato assinado em janeiro de 2024. Procurados, Moraes, o procurador-geral Paulo Gonet e a defesa de Vorcaro não se manifestaram até a publicação da reportagem.

Daniel Vorcaro Barci de Moraes Advogados Alexandre de Moraes Banco Master Polícia Federal

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Casos: PF aponta relação entre Vorcaro e Moraes e contrato com escritório da família

Alegação por Polícia Federal Fábio Faria teria alertado Vorcaro sobre o atraso: “O careca não pode atrasar”

Segundo relatório da Polícia Federal, em 15 de março de 2024 o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria enviou a Vorcaro uma captura de tela com a frase "O careca não pode atrasar". A mensagem se referia às parcelas do contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, que previa pagamento até o quinto dia útil de cada mês e cujos repasses de fevereiro e março atrasaram. Procurados, Moraes, o procurador-geral e a defesa de Vorcaro não se manifestaram; o escritório Barci de Moraes divulgou nota sobre seus procedimentos de compliance, sem comentar especificamente o alerta.

Fábio Faria Daniel Vorcaro Barci de Moraes Advogados Alexandre de Moraes Banco Master Polícia Federal

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Casos: PF aponta relação entre Vorcaro e Moraes e contrato com escritório da família

Alegação por Polícia Federal PF aponta evento em Londres organizado com ajuda de Moraes

Segundo o relatório da PF, Moraes teria ajudado a organizar um fórum jurídico-político "superexclusivo" patrocinado pelo Master em Londres, de 24 a 27 de abril de 2024, com homenagens a Michel Temer e Rodrigo Pacheco, convidando autoridades e com poder de veto sobre participantes; em mensagem, convidou Gilmar Mendes para um painel. Sobre uma restrição, Vorcaro teria escrito a uma funcionária: "De jeito nenhum. Alexandre morre se você fizer isso".

Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro Banco Master Gilmar Mendes Polícia Federal

Resposta do citado Nem Moraes nem Gilmar Mendes responderam ao Poder360 até a publicação. Poder360 — Moraes ajudou a organizar evento "superexclusivo" de Vorcaro em Londres (nível 2, 01/09/2026)
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Casos: PF aponta relação entre Vorcaro e Moraes e contrato com escritório da família

Alegação por Polícia Federal PF aponta que a “emenda Master” foi escrita pelo banco

Segundo a Polícia Federal, a emenda apresentada por Ciro Nogueira em agosto de 2024 à PEC 65/2023, elevando a garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, teria sido "elaborada pela assessoria do Banco Master" e "reproduzida de forma integral pelo parlamentar"; a emenda foi rejeitada na CCJ do Senado por inconstitucionalidade e inadequação.

Ciro Nogueira Banco Master Fundo Garantidor de Créditos Polícia Federal Senado Federal

Resposta do citado Nota da defesa: "A defesa do senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar. Reitera o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados". Em vídeo, o senador negou irregularidades e disse sofrer perseguição política por liderar a oposição no Piauí. Poder360 — Ciro Nogueira é alvo de nova fase da operação Compliance Zero (nível 2, 07/05/2026)
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Casos: PF aponta vantagens a Ciro Nogueira e 'emenda Master' no FGC

Fato Vorcaro é recebido por Lula fora da agenda oficial

Em 4 de dezembro de 2024, Daniel Vorcaro foi recebido por Lula no Palácio do Planalto, em encontro de cerca de uma hora e meia que não constou da agenda oficial do presidente nem da de Gabriel Galípolo. A reunião foi marcada pelo ex-ministro Guido Mantega e teve ainda os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira e o então presidente do Master, Augusto Lima. Segundo relatos, Vorcaro sustentou no encontro que grandes bancos agiriam para preservar a concentração do mercado e prejudicar o Master.

Luiz Inácio Lula da Silva Daniel Vorcaro Guido Mantega Rui Costa Alexandre Silveira Gabriel Galípolo Augusto Ferreira Lima Banco Master

Resposta do citado A Presidência da República informou não ter registrado as reuniões conduzidas por Guido Mantega no Planalto, incluindo essa, e afirmou que não foram produzidas "atas, registros, filmagens, gravações ou outros documentos dessa natureza". Metrópoles — Planalto diz não ter guardado registros de reunião de Vorcaro com Lula (nível 3)
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Casos: A reunião de Vorcaro com Lula no Planalto, fora da agenda

Alegação por Polícia Federal Documento aponta conselho de Lula para não vender ao BTG

Segundo documento obtido pela Polícia Federal e revelado pelo UOL em maio de 2026, Lula teria aconselhado Vorcaro, naquele encontro, a não vender o Banco Master ao BTG Pactual pelo valor simbólico de R$ 1, recomendando que mantivesse o banco; teria ainda criticado a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central e indicado que a direção seguinte agiria de outro modo.

Luiz Inácio Lula da Silva Daniel Vorcaro BTG Pactual Banco Master Roberto Campos Neto Banco Central do Brasil

Resposta do citado Ao depor à CPI em abril de 2026, Gabriel Galípolo, presente à reunião, deu versão diferente: afirmou que Lula orientou que o Banco Central tratasse Vorcaro de forma estritamente técnica. A Presidência da República não respondeu especificamente sobre o conselho a respeito do BTG. Agência Brasil — Galípolo: Lula orientou que Bacen tratasse Vorcaro de forma técnica (nível 1, 04/2026)
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Casos: A reunião de Vorcaro com Lula no Planalto, fora da agenda

Alegação por Ciro Rocha Soares Áudio de advogado do Master sugere terno para Mendonça; ministro mostra as notas

Em áudio de 8 de fevereiro de 2025 extraído do celular de Vorcaro, o advogado Ciro Rocha Soares diz ao banqueiro: "Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, para fazer um terno". Junto seguiu uma foto do advogado ao lado de Mendonça na alfaiataria. A mensagem sugere que o ministro teria recebido roupas ligadas ao entorno de Vorcaro; o conteúdo veio a público em 2 de setembro de 2026, em reportagem do portal ICL.

André Mendonça Daniel Vorcaro Ciro Rocha Soares Banco Master

Resposta do citado Mendonça apresentou duas notas fiscais da alfaiataria, emitidas em nome de sua mulher: R$ 16.530 em 8 de fevereiro de 2025, por camisas e ternos sob medida, e R$ 9.900 em 28 de fevereiro, por blazers e acessórios — R$ 26.430 no total. O gabinete reafirmou que o ministro recebeu Vorcaro uma única vez, em março de 2025, para tratar de créditos de precatórios de interesse do Banco Master, e que sua atuação foi contrária à posição defendida pelo empresário. CNN Brasil — Mendonça apresenta notas de R$ 26,4 mil para rebater suspeita sobre terno (nível 2, 04/09/2026)
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Casos: Mendonça e Vorcaro: o encontro, o terno e o depoimento no gabinete

Fato Gabinete de Mendonça confirma um encontro com Vorcaro

Em nota de 2 de setembro de 2026, após reportagem do portal ICL sobre a articulação de um encontro, o gabinete de Mendonça afirmou que o ministro recebeu Vorcaro "uma única vez", em 14 de março de 2025, "por iniciativa do próprio empresário", e também o advogado dele no mesmo mês, com memorandos escritos; o assunto foi a STP 976, sobre precatórios de interesse do Master, e "a atuação jurisdicional do ministro foi contrária à posição defendida pelo empresário".

André Mendonça Daniel Vorcaro Banco Master Supremo Tribunal Federal

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Casos: Mendonça e Vorcaro: o encontro, o terno e o depoimento no gabinete

Fato BRB aprova a compra de 58% do capital do Master

Em 28 de março de 2025, o conselho de administração do BRB aprovou e comunicou ao mercado a compra de 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Banco Master, 58% do capital, por valor equivalente a 75% do patrimônio líquido do Master; pelo acordo, Vorcaro ficaria fora da gestão do novo grupo.

Banco de Brasília (BRB) Banco Master Daniel Vorcaro

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Fato FGC socorre o Master meses antes da liquidação

Em maio de 2025, o FGC celebrou operação de suporte financeiro ao conglomerado Master, para honrar credores elegíveis até a análise da venda ao BRB pelo Banco Central; ao fim de 2025, o saldo dessas emissões era de R$ 5,7 bilhões.

Fundo Garantidor de Créditos Banco Master Banco de Brasília (BRB)

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Casos: O maior rombo da história do FGC

Fato Cade e Câmara Legislativa do DF aprovam a operação

O Cade aprovou a operação entre BRB e Master em 17 de junho de 2025, e a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em agosto de 2025, o projeto de lei que autorizava o negócio, sancionado pelo governador em 20 de agosto.

Banco de Brasília (BRB) Banco Master

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Decisão Banco Central veta a compra do Master pelo BRB

Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central indeferiu o pedido de aquisição do Banco Master pelo BRB, protocolado em 28 de março; segundo o BRB, em fato relevante, o regulador apontou riscos excessivos nos ativos do Master, incompatíveis com o perfil do banco público e de seus correntistas.

Banco Central do Brasil Banco de Brasília (BRB) Banco Master

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Alegação por Polícia Federal Vorcaro teria orientado que os repasses ao escritório não fossem por Pix

Segundo relatório da Polícia Federal, em 1º de outubro de 2025 o responsável pelas operações financeiras do Master, Alberto Felix, informou a Vorcaro os pagamentos feitos. Vorcaro perguntou: "Mas nao faz barci pix ne?". Felix respondeu: "Fez, nao pode? Foi pix para os mesmos dados da ted". Vorcaro concluiu: "Nao e bom". O relatório indica que ele orientou o funcionário a não usar Pix nesses repasses, mas não registra o motivo. A conversa foi extraída do celular apreendido na Operação Compliance Zero. Procurados, Moraes, o escritório Barci, o procurador-geral e a defesa de Vorcaro não se manifestaram até a publicação.

Daniel Vorcaro Barci de Moraes Advogados Alexandre de Moraes Banco Master Polícia Federal

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Casos: PF aponta relação entre Vorcaro e Moraes e contrato com escritório da família

Alegação por Polícia Federal PF aponta que Vorcaro sabia da investigação antes da operação

Em novembro de 2025, antes da operação que resultou na prisão, a Polícia Federal registrou que Vorcaro teria conhecimento prévio da apuração. Segundo o delegado responsável, "há fortes indícios de que o investigado, Daniel Bueno Vorcaro, sabia de antemão não apenas da investigação criminal, mas também da vara, do nome do juiz que conduzia o caso e de vários integrantes da equipe de investigação". A PF sustentou que esse conhecimento reforçava a suspeita de que ele pretendia deixar o país, e registrou que não identificou como nem por meio de quem a informação chegou até ele, nem afirmou que soubesse a data da operação. O trecho veio a público em 11 de setembro de 2026, com a retirada do sigilo determinada na véspera.

Daniel Vorcaro Polícia Federal Banco Master

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Casos: Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado

Fato PF prende Vorcaro em Guarulhos a caminho de Dubai

A Polícia Federal prendeu preventivamente Daniel Vorcaro na noite de 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos (SP), quando embarcaria em jato particular para Dubai, na primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras.

Daniel Vorcaro Polícia Federal Banco Master

Resposta do citado A defesa negou que Vorcaro tentasse deixar o país e afirmou que ele "sempre se colocou à disposição para contribuir com a apuração dos fatos". Agência Brasil — Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master (nível 1, 20/11/2025)
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Casos: Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado

Fato Fictor anuncia a compra do Master horas antes da prisão

Em 17 de novembro de 2025, horas antes da prisão de Vorcaro, a Fictor Holding Financeira anunciou, com um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, a compra do Banco Master com aporte imediato de R$ 3 bilhões; após a liquidação do banco, no dia seguinte, o consórcio suspendeu a tentativa.

Fictor Holding Financeira Banco Master Daniel Vorcaro

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Casos: Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado

Decisão Banco Central liquida o Master e mais três instituições do grupo

Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento, do Banco Letsbank e da Master Corretora (Atos do Presidente nº 1.369, 1.371, 1.372 e 1.373), citando "grave crise de liquidez do Conglomerado Master" e "graves violações às normas" que regem o sistema financeiro.

Banco Central do Brasil Banco Master

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Casos: Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado, O maior rombo da história do FGC

Fato FGC estima R$ 41 bilhões devidos a 1,6 milhão de credores

Ao ser decretada a liquidação, o FGC estimou em cerca de R$ 41 bilhões as garantias devidas a aproximadamente 1,6 milhão de credores das instituições do conglomerado Master, o maior pagamento da história do fundo; o recorde anterior era o do Bamerindus, em 1997.

Fundo Garantidor de Créditos Banco Master

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Casos: O maior rombo da história do FGC

Alegação por Polícia Federal PF aponta venda de carteiras “insubsistentes” ao BRB

Segundo a Polícia Federal, o Master teria vendido ao BRB carteiras de crédito "insubsistentes" e, após fiscalização do Banco Central, as teria substituído por outros ativos sem avaliação técnica adequada; as operações investigadas somariam R$ 12,2 bilhões.

Banco Master Banco de Brasília (BRB) Polícia Federal Banco Central do Brasil Daniel Vorcaro

Resposta do citado Na acareação de 30 de dezembro de 2025, Vorcaro afirmou que o BRB teria sido informado de que os créditos vinham de uma terceira empresa, a Tirreno; o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa disse acreditar que a origem era o próprio Master. CNN Brasil — Caso Master: veja íntegra da acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB (nível 2)
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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Fato Fundo da Reag aparece na Operação Carbono Oculto

A Operação Carbono Oculto, da PF e da Receita contra lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, identificou que o fundo Hans 95, gerido por uma das sociedades controladas pela Reag Investimentos e atribuído a organização criminosa, negociou CDBs do Banco Master; a Reag disse que as operações não tinham "atipicidade" e que o Master era "apenas um entre centenas de clientes".

Reag Investimentos Banco Master Polícia Federal

Resposta do citado Banco Master: "O Banco Master é apenas um entre centenas de clientes da Reag, que é das maiores do País, não tendo participação na gestão, estrutura ou decisões internas." Reag: "O fundo Hans 95 negociou CDBs do Banco Master sem guardar atipicidade em relação ao histórico de operações realizadas pelo referido fundo." CNN Brasil — Banco Master recebeu investimentos de fundo ligado ao crime organizado (nível 2, 19/11/2025)
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Casos: Reag: a gestora ligada ao PCC que operava com o Master e foi liquidada

Fato Pedido de CPI com 53 senadores segue sem leitura

O requerimento de CPI do Banco Master foi protocolado no Senado em 26 de novembro de 2025 e reuniu 53 senadores, mais de 65% da Casa, número acima do mínimo constitucional. Depois de quase quatro meses e de várias sessões deliberativas, o texto seguia sem ser lido em plenário pela Mesa do Congresso, passo necessário para instalar a comissão. Um grupo de senadores recorreu ao STF com mandado de segurança para obrigar a leitura.

Davi Alcolumbre Senado Federal Supremo Tribunal Federal Banco Master

Resposta do citado Alcolumbre afirmou que "o momento da leitura é ato discricionário da Presidência da Mesa do Congresso Nacional" e que aquela sessão tinha outra prioridade, a de socorrer municípios inadimplentes. Em 2 de junho de 2026 declarou que passou "quatro horas sendo ofendido por todos os congressistas que queriam a CPMI" e que o objetivo dos autores seria "fazer campanha eleitoral". Metrópoles — Davi Alcolumbre descarta leitura de pedidos para criar CPMI do Master (nível 3, 21/05/2026)
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Casos: Congresso: CPI do Crime rejeita indiciar ministros e a CPMI do Master não sai

Decisão TRF-1 manda soltar Vorcaro com tornozeleira

Em 28 de novembro de 2025, a desembargadora Solange Salgado da Silva, do TRF da 1ª Região, mandou soltar Vorcaro e os sócios Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, com tornozeleira eletrônica, proibição de atuar no setor financeiro, de contato entre investigados e de deixar o país.

Daniel Vorcaro Augusto Ferreira Lima Banco Master

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Casos: Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado

Fato Contrato de R$ 129 milhões com o escritório da mulher de Moraes

Em dezembro de 2025, O Globo revelou contrato do escritório Barci de Moraes com o Banco Master de R$ 129 milhões em três anos, R$ 3,6 milhões mensais, interrompido com a liquidação; em março de 2026 o escritório confirmou ter prestado ao banco "ampla consultoria" entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, com 36 pareceres, e afirmou que "nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF". Dados da Receita enviados à CPI indicam R$ 80,2 milhões recebidos em 2024 e 2025.

Barci de Moraes Advogados Banco Master Alexandre de Moraes

Resposta do citado O escritório afirmou que "nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF". Em dezembro de 2025, procurados pela CNN, o escritório, o gabinete do ministro e o Master não responderam. Agência Brasil — Escritório ligado à família de Moraes afirma que não atuou no STF (nível 1, 09/03/2026)
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Casos: PF aponta relação entre Vorcaro e Moraes e contrato com escritório da família

Alegação por Polícia Federal PF aponta Nelson Tanure como possível sócio oculto

A PF apontou o empresário Nelson Tanure como possível "sócio oculto" do Master e investiga se seria "destinatário final" de recursos suspeitos movimentados pela rede de Vorcaro; seu celular foi apreendido em janeiro de 2026, e mensagens mostrariam agradecimento por um relógio de luxo avaliado em até R$ 1 milhão enviado pelo banqueiro.

Nelson Tanure Daniel Vorcaro Banco Master Polícia Federal Banco de Brasília (BRB)

Resposta do citado Tanure diz que suas relações com o Master foram "estritamente comerciais", como cliente ou aplicador, sem "ingerência de gestão ou conhecimento das outras operações internas dessas instituições"; nega ter ações do Master ou cotas em fundos que compraram ações do BRB. Poder360 — Quem é Nelson Tanure, citado pela PF em caso do Banco Master (nível 2, 06/03/2026)
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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Decisão Toffoli bloqueia R$ 5,7 bilhões de 38 investigados

Em decisão de 6 de janeiro de 2026, tornada pública após a segunda fase da Operação Compliance Zero (14/1), o ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, determinou o bloqueio e sequestro de R$ 5,7 bilhões em bens de 38 investigados e a quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades, a pedido da PGR.

Dias Toffoli Supremo Tribunal Federal Procuradoria-Geral da República Polícia Federal Daniel Vorcaro Banco Master

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Casos: A PF pede a suspeição de Toffoli

Decisão Banco Central liquida a Reag Trust

Em 15 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Trust DTVM, renomeada CBSF Distribuidora, por "graves violações" às normas do sistema financeiro: fundos administrados pela Reag teriam estruturado operações fraudulentas com o Master entre julho de 2023 e julho de 2024, segundo relatório do BC ao TCU. A gestora administrava cerca de 700 fundos, somando R$ 300 bilhões, e já era alvo da Carbono Oculto.

Banco Central do Brasil Reag Investimentos Banco Master Tribunal de Contas da União

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Casos: Reag: a gestora ligada ao PCC que operava com o Master e foi liquidada

Decisão Banco Central liquida a Will Financeira

Em 21 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, do grupo Master, citando o comprometimento de sua situação econômico-financeira e o descumprimento de obrigações no arranjo de pagamentos da Mastercard, que a bloqueou.

Banco Central do Brasil Will Financeira Banco Master

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Fato Motta diz que a CPI seguirá a ordem de protocolo

Como presidente da Câmara, Hugo Motta afirmou que os pedidos de CPI sobre o Banco Master receberão "tratamento regimental" e que a análise seguirá a ordem cronológica dos requerimentos protocolados na Casa.

Hugo Motta Câmara dos Deputados Banco Master

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Casos: PF aponta pedido de Hugo Motta ao Master para empréstimo a empresa de familiar

Fato Fictor pede recuperação judicial e culpa a repercussão do caso

Em fevereiro de 2026, o Grupo Fictor pediu recuperação judicial na Justiça de São Paulo, com compromissos de cerca de R$ 4 bilhões, atribuindo a crise à "repercussão midiática negativa" da tentativa de compra do Master.

Fictor Holding Financeira Banco Master

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Casos: Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado

Decisão Banco Central liquida o Banco Pleno

Em 18 de fevereiro de 2026, o Banco Central liquidou o Banco Pleno, de Augusto Lima, citando comprometimento da situação econômico-financeira, deterioração da liquidez e infringência às normas. Lima foi sócio de Vorcaro no Master de 2019 a maio de 2024, trouxe o Credcesta ao banco e é casado desde janeiro de 2024 com Flávia Arruda, ex-ministra do governo Bolsonaro e ex-diretora de sustentabilidade do Master.

Banco Central do Brasil Banco Pleno Augusto Ferreira Lima Flávia Arruda Banco Master

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Decisão Justiça do DF bloqueia participações de investigados

Em 26 de fevereiro de 2026, a 13ª Vara Cível do Distrito Federal determinou o bloqueio e arresto de participações societárias de investigados na Operação Compliance Zero, avaliadas em R$ 376,4 milhões, para ressarcir prejuízos causados ao BRB.

Banco de Brasília (BRB) Banco Master

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Fato Fundador da Reag nega vínculo com o PCC

Na CPI do Crime Organizado, em 11 de março de 2026, o fundador da Reag, João Carlos Mansur, negou vínculo com o PCC ("Não temos nenhuma ligação"), disse que as 15 mil páginas da Carbono Oculto não mencionam a associação e admitiu que o Master era cliente da gestora, recusando-se a responder por que a empresa foi alvo de três operações.

Reag Investimentos CPI do Crime Organizado Banco Master

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Casos: Reag: a gestora ligada ao PCC que operava com o Master e foi liquidada

Decisão Banco Central liquida o Banco Master Múltiplo

Em 17 de março de 2026, o Banco Central converteu em liquidação extrajudicial o regime de administração especial temporária do Banco Master Múltiplo, decretado em 18 de novembro de 2025 na tentativa de preservar a Will Financeira.

Banco Central do Brasil Banco Master

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Decisão CPI quer identificar os beneficiários finais dos fundos

Em 18 de março de 2026, a CPI do Crime Organizado aprovou requerimentos para identificar, junto a CVM, Banco Central, Receita e Anbima, os beneficiários finais dos fundos ligados ao Master e à Reag; a convocação e a quebra de sigilos da Prime Aviation, empresa de jatos ligada a Vorcaro; e a convocação de Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro, e do ex-governador Pedro Taques. Rejeitou a quebra de sigilo de Paulo Guedes e a convocação de Valdemar Costa Neto.

CPI do Crime Organizado Senado Federal Banco Master Reag Investimentos Martha Graeff

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Casos: Congresso: CPI do Crime rejeita indiciar ministros e a CPMI do Master não sai

Fato Campos Neto nega responsabilidade por “falhas de terceiros”

Convocado pela CPI do Crime Organizado para 3 de março de 2026, o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto afirmou em nota que "a presidência do Banco Central não trata das operações específicas de bancos do segmento S3 e não pode ser responsabilizada por falhas de terceiros", e que a supervisão é conduzida por servidores de carreira; em agosto de 2023, o BC havia endurecido as regras para bancos do S3 declararem o valor real de seus ativos.

Roberto Campos Neto Banco Central do Brasil CPI do Crime Organizado Banco Master

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Casos: Supervisão do Banco Central: servidores investigados e a defesa de Campos Neto

Fato Banco Central impõe sigilo de oito anos à liquidação

O Banco Central impôs sigilo de oito anos aos documentos da liquidação do Master; à CPI do Crime Organizado, em 8 de abril de 2026, Galípolo disse que o prazo segue norma interna de 2018 e que, na liquidação, o banco tinha em caixa apenas 10% do necessário para pagar os CDBs que venciam.

Banco Central do Brasil Gabriel Galípolo CPI do Crime Organizado Banco Master

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Fato Master declarou pagamentos a Temer, Rueda, Lewandowski e ACM Neto

Segundo relatórios da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado e divulgados em abril de 2026, o conglomerado Master declarou pagamentos a escritórios e empresas ligados a quatro figuras públicas: R$ 10 milhões ao escritório de advocacia de Michel Temer em 2025, R$ 6,4 milhões a escritórios de Antonio Rueda em 2023, R$ 5,93 milhões ao escritório de Ricardo Lewandowski entre 2023 e 2025 e R$ 5,4 milhões à consultoria de ACM Neto entre 2023 e 2025. Os citados descrevem os valores como remuneração por serviços jurídicos ou de consultoria; o relatório não afirma irregularidade nos contratos.

Banco Master Michel Temer Antonio Rueda Ricardo Lewandowski ACM Neto Receita Federal CPI do Crime Organizado

Resposta do citado Temer: "Desde que deixei a vida pública reassumi meu escritório de advocacia... meu escritório foi contratado nesse caso para uma atividade jurídica de mediação. O valor recebido pelo contrato foi de R$ 7,5 milhões". Rueda: "Os serviços jurídicos prestados ao conglomerado Master tiveram caráter estritamente técnico, com atuação relevante e devidamente documentada". Lewandowski: além de vários outros clientes, "prestava serviços de consultoria jurídica ao Banco Master". ACM Neto, por sua empresa: "A empresa informa que não pode validar os valores mencionados pela imprensa". Metrópoles — Master declarou pagamentos a Temer, ACM Neto, Rueda e Lewandowski (nível 3, 08/04/2026)
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Casos: PF aponta "apoio total" de ACM Neto a Vorcaro e cita decisão de Mendonça

Alegação por Polícia Federal PF aponta R$ 146,6 milhões em imóveis a Paulo Henrique Costa

Segundo a Polícia Federal, Paulo Henrique Costa teria aceitado vantagem indevida estimada em R$ 146,6 milhões, na forma de seis imóveis de alto padrão escolhidos por critérios pessoais e familiares, em troca de operações sem lastro adequado com o Banco Master.

Paulo Henrique Costa Banco Master Daniel Vorcaro Polícia Federal

Resposta do citado A defesa, pelo advogado Cleber Lopes, disse que a prisão foi "absolutamente desnecessária" e que Paulo Henrique "não representa nenhum perigo para a instrução e aplicação da lei penal". Poder360 — Ex-presidente do BRB é preso na operação Compliance Zero (nível 2, 16/04/2026)
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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Fato Contas do FGC chegam a R$ 51,7 bilhões com o grupo Master

Em abril de 2026, o FGC informou provisão de R$ 40,6 bilhões para as garantias do conglomerado Master (Banco Master, Master de Investimentos e Letsbank), cujo pagamento começou em 17 de janeiro de 2026. Somadas as liquidações da Will Financeira e do Banco Pleno, ocorridas no início de 2026, a estimativa total de garantias chega a R$ 51,7 bilhões; até aquela data, cerca de R$ 49 bilhões já haviam sido pagos a quase 870 mil credores.

Fundo Garantidor de Créditos Banco Master

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Casos: O maior rombo da história do FGC

Alegação por Polícia Federal PF apura R$ 3 bilhões da Rioprevidência aplicados no Master

Na oitava fase, em 26 de maio de 2026, a Polícia Federal cumpriu 10 mandados de busca no Rio de Janeiro e em Brasília sobre aportes de cerca de R$ 3 bilhões da Rioprevidência em fundos do Master; segundo a decisão de Mendonça, o ex-governador Cláudio Castro teria relação próxima com Vorcaro que teria facilitado as aplicações, e encontros entre os dois teriam coincidido com as datas dos aportes.

Cláudio Castro Rioprevidência Banco Master Daniel Vorcaro Polícia Federal André Mendonça

Resposta do citado Procurada pelo Poder360 no dia da operação, a defesa de Cláudio Castro não se manifestou até a publicação da reportagem. Poder360 — Saiba quem foram os alvos da operação que mira Cláudio Castro (nível 2)
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Casos: PF investiga aportes da Rioprevidência no Master e mira Cláudio Castro

Fato STJ investiga ex-governador de Mato Grosso

O STJ investiga, sob sigilo, o ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes por suspeita de favorecimento ao Master no credenciamento do Credcesta para servidores estaduais; em março de 2026, o ex-governador Pedro Taques, advogado de sindicatos, disse à CPI do Crime que o Master comandaria uma rede de instituições no consignado do estado.

Mauro Mendes Banco Master CPI do Crime Organizado

Resposta do citado Mauro Mendes disse ao jornal O Globo que os atos de sua gestão seguiram a legalidade e que o Master era uma entre 24 instituições credenciadas no estado; não respondeu ao Poder360. Poder360 — STJ investiga ex-governador de MT em caso ligado ao Banco Master (nível 2, 24/06/2026)
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Casos: Consignado em Mato Grosso: STJ investiga ex-governador por favorecimento ao Master

Fato Senadores propõem novas regras para o FGC

Em 28 de julho de 2026, o grupo da Comissão de Assuntos Econômicos que acompanha o caso, presidido por Renan Calheiros, apresentou três projetos: mudar regras do FGC, ampliar a fiscalização de títulos bancários vendidos em plataformas e elevar penas de fraude financeira para até 12 anos; a CVM informou ter detectado operações atípicas do Master desde 2022 sem equipe para concluir apurações, e o BRB estimou perdas de cerca de R$ 3 bilhões.

Senado Federal Fundo Garantidor de Créditos Banco Master Banco de Brasília (BRB)

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Casos: Congresso: CPI do Crime rejeita indiciar ministros e a CPMI do Master não sai

Alegação por Polícia Federal PF registra três ministros citados como favoráveis à venda

Em relatório da nona fase da Operação Compliance Zero entregue ao STF e noticiado em 30 de julho de 2026, a PF registra que Vorcaro apontava três integrantes do governo como favoráveis à venda do Master: os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira e o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner.

Daniel Vorcaro Rui Costa Alexandre Silveira Jaques Wagner Banco Master Polícia Federal Supremo Tribunal Federal

Resposta do citado As reportagens consultadas não trazem manifestação individual dos três sobre esse ponto. Jaques Wagner nega, de modo geral, ter atuado em favor do Banco Master. Metrópoles — Vorcaro apontou ministros de Lula favoráveis à venda do Master, diz PF (nível 3, 30/07/2026)
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Casos: A reunião de Vorcaro com Lula no Planalto, fora da agenda

Fato No depoimento à PF, Vorcaro diz que tinha uma solução e que soube da liquidação ao ser preso

Em depoimento à Polícia Federal em 28 de agosto de 2026, por videoconferência da Papudinha, em Brasília, ao delegado Albert Paulo Sérgio de Moura, Vorcaro contou que na manhã de 17 de novembro de 2025 avisou o Banco Central de que tinha encontrado comprador: "eu aviso pela manhã o Banco Central que eu arrumei uma solução, que eu já estava protocolando o primeiro contrato". Disse que viajaria naquela noite para apresentar outros dois contratos nos dias seguintes. Foi preso no aeroporto de Guarulhos naquela mesma noite, e o banco foi liquidado no dia seguinte. Sobre a liquidação, afirmou que o processo "tinha sido aberto há muito tempo e não era mexido" e "teve um desfecho rápido e inusitado" naquela tarde, e que só então soube que o banco seria liquidado. Descreveu o que vivia como "um terror" e "algo desumano", reconheceu que "houveram erros no desenrolar do tema do Banco Master" e disse ter "muito a contribuir e a falar". O depoimento foi tomado na investigação sobre suposto pagamento de propina a servidores do Banco Central; as duas tentativas de acordo de delação do banqueiro já haviam sido recusadas pela PF e pela PGR.

Daniel Vorcaro Polícia Federal Banco Master Banco Central do Brasil Procuradoria-Geral da República

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Casos: Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado

Fato Lula pede quebra total de sigilo, “doa a quem doer”

Em 9 de setembro de 2026, em publicação nas redes sociais, Lula defendeu a quebra completa do sigilo das investigações sobre todos os envolvidos no caso Master, "seja quem for, doa a quem doer", afirmou que "o Brasil precisa saber a verdade" e disse que o país enfrenta uma crise institucional no Judiciário.

Luiz Inácio Lula da Silva Supremo Tribunal Federal Banco Master

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Casos: A reunião de Vorcaro com Lula no Planalto, fora da agenda

Decisão Fux dá 15 dias para explicarem por que o socorro ao BRB não saiu do papel

Em decisão assinada em 9 de setembro de 2026 e noticiada em 11 de setembro, Fux deu 15 dias para que a União, o Banco Central e o FGC expliquem os entraves ao empréstimo destinado a cobrir R$ 6,6 bilhões de prejuízo do BRB com as carteiras compradas do Banco Master. O acordo foi homologado por Fux em maio e continua sem execução; as garantias previstas são o Fundo de Participação dos Estados e o Fundo de Participação dos Municípios, e não recursos federais diretos. Cumprido o prazo, a PGR deve se manifestar em seguida. Sem o socorro, o BRB corre risco de não cumprir requisitos regulatórios.

Luiz Fux Supremo Tribunal Federal Banco de Brasília (BRB) Banco Central do Brasil Fundo Garantidor de Créditos Banco Master Procuradoria-Geral da República

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta