Pular para o conteúdo
Caso Master

Conteúdo atualizado até

Núcleo Master

Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagra a primeira fase da Operação Compliance Zero e prende Daniel Vorcaro no aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai. No dia seguinte, o Banco Central decreta a liquidação extrajudicial do Banco Master e de outras empresas do grupo.

Afirmações 7

Ninguém citado neste site foi condenado criminalmente até agora.

Alegação por Polícia Federal PF aponta que Vorcaro sabia da investigação antes da operação

Em novembro de 2025, antes da operação que resultou na prisão, a Polícia Federal registrou que Vorcaro teria conhecimento prévio da apuração. Segundo o delegado responsável, "há fortes indícios de que o investigado, Daniel Bueno Vorcaro, sabia de antemão não apenas da investigação criminal, mas também da vara, do nome do juiz que conduzia o caso e de vários integrantes da equipe de investigação". A PF sustentou que esse conhecimento reforçava a suspeita de que ele pretendia deixar o país, e registrou que não identificou como nem por meio de quem a informação chegou até ele, nem afirmou que soubesse a data da operação. O trecho veio a público em 11 de setembro de 2026, com a retirada do sigilo determinada na véspera.

Daniel Vorcaro Polícia Federal Banco Master

1 fonte

Reportar erro neste registro

Fato PF prende Vorcaro em Guarulhos a caminho de Dubai

A Polícia Federal prendeu preventivamente Daniel Vorcaro na noite de 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos (SP), quando embarcaria em jato particular para Dubai, na primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras.

Daniel Vorcaro Polícia Federal Banco Master

Resposta do citado A defesa negou que Vorcaro tentasse deixar o país e afirmou que ele "sempre se colocou à disposição para contribuir com a apuração dos fatos". Agência Brasil — Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master (nível 1, 20/11/2025)
3 fontes

Reportar erro neste registro

Fato Fictor anuncia a compra do Master horas antes da prisão

Em 17 de novembro de 2025, horas antes da prisão de Vorcaro, a Fictor Holding Financeira anunciou, com um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, a compra do Banco Master com aporte imediato de R$ 3 bilhões; após a liquidação do banco, no dia seguinte, o consórcio suspendeu a tentativa.

Fictor Holding Financeira Banco Master Daniel Vorcaro

3 fontes

Reportar erro neste registro

Decisão Banco Central liquida o Master e mais três instituições do grupo

Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento, do Banco Letsbank e da Master Corretora (Atos do Presidente nº 1.369, 1.371, 1.372 e 1.373), citando "grave crise de liquidez do Conglomerado Master" e "graves violações às normas" que regem o sistema financeiro.

Banco Central do Brasil Banco Master

3 fontes

Reportar erro neste registro

Decisão TRF-1 manda soltar Vorcaro com tornozeleira

Em 28 de novembro de 2025, a desembargadora Solange Salgado da Silva, do TRF da 1ª Região, mandou soltar Vorcaro e os sócios Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, com tornozeleira eletrônica, proibição de atuar no setor financeiro, de contato entre investigados e de deixar o país.

Daniel Vorcaro Augusto Ferreira Lima Banco Master

2 fontes

Reportar erro neste registro

Fato Fictor pede recuperação judicial e culpa a repercussão do caso

Em fevereiro de 2026, o Grupo Fictor pediu recuperação judicial na Justiça de São Paulo, com compromissos de cerca de R$ 4 bilhões, atribuindo a crise à "repercussão midiática negativa" da tentativa de compra do Master.

Fictor Holding Financeira Banco Master

1 fonte

Reportar erro neste registro

Fato No depoimento à PF, Vorcaro diz que tinha uma solução e que soube da liquidação ao ser preso

Em depoimento à Polícia Federal em 28 de agosto de 2026, por videoconferência da Papudinha, em Brasília, ao delegado Albert Paulo Sérgio de Moura, Vorcaro contou que na manhã de 17 de novembro de 2025 avisou o Banco Central de que tinha encontrado comprador: "eu aviso pela manhã o Banco Central que eu arrumei uma solução, que eu já estava protocolando o primeiro contrato". Disse que viajaria naquela noite para apresentar outros dois contratos nos dias seguintes. Foi preso no aeroporto de Guarulhos naquela mesma noite, e o banco foi liquidado no dia seguinte. Sobre a liquidação, afirmou que o processo "tinha sido aberto há muito tempo e não era mexido" e "teve um desfecho rápido e inusitado" naquela tarde, e que só então soube que o banco seria liquidado. Descreveu o que vivia como "um terror" e "algo desumano", reconheceu que "houveram erros no desenrolar do tema do Banco Master" e disse ter "muito a contribuir e a falar". O depoimento foi tomado na investigação sobre suposto pagamento de propina a servidores do Banco Central; as duas tentativas de acordo de delação do banqueiro já haviam sido recusadas pela PF e pela PGR.

Daniel Vorcaro Polícia Federal Banco Master Banco Central do Brasil Procuradoria-Geral da República

3 fontes

Reportar erro neste registro

Registrado em 08/09/2026 · atualizado em 11/09/2026