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Caso Master

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Órgãos de controle · organizacao

Banco Central do Brasil

Autoridade monetária e supervisora do sistema financeiro. Decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado Master.

Afirmações 27

Ninguém citado neste site foi condenado criminalmente até agora.

Fato Banco Central barra a primeira tentativa de Vorcaro comprar um banco

Em 2017, Daniel Vorcaro pediu autorização ao Banco Central para assumir o controle do Banco Máxima, instituição carioca nascida da Máxima Corretora de Títulos e Valores Mobiliários. O pedido foi rejeitado por Sidnei Marques, então diretor de Organização do Sistema Financeiro do BC. Segundo a reconstrução publicada pela Agência Pública, a operação de compra tinha entre os investidores Oliver Ortiz de Zarate Martin, identificado na reportagem como narcotraficante espanhol, com a operação passando pela corretora Sefer Investimento.

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Casos: Da Máxima ao Master: como o banco foi montado

Fato “Estou há dois anos sendo rechaçado, humilhado pelo BC”

Segundo a Agência Pública, em 9 de fevereiro de 2019 Vorcaro escreveu a Paulo Sérgio Neves de Souza, então diretor de Fiscalização do Banco Central: "Estou há dois anos sendo rechaçado, humilhado pelo BC", pedindo ajuda para destravar a aprovação. Dois dias depois, Vorcaro e o presidente da Febraban, Isaac Sidney, reuniram-se com Souza.

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Casos: Da Máxima ao Master: como o banco foi montado

Fato O Banco Central aprova, e o Máxima vira Master

Em agosto de 2019, o Banco Central reexaminou o pedido e aprovou a transferência de controle. O Banco Máxima foi rebatizado como Banco Master e passou a crescer de forma acelerada, com um modelo agressivo para o padrão brasileiro: CDBs com taxas que chegavam a 140% do CDI, vendidos com o argumento de que estavam cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos, que assegura até R$ 250 mil por pessoa em caso de liquidação.

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Casos: Da Máxima ao Master: como o banco foi montado

Fato Em 2021 o banco já valia quase o triplo de dois anos antes

Segundo o IF.data, base pública do Banco Central, o Banco Master S/A fechou dezembro de 2021 com R$ 10,35 bilhões de ativo total, R$ 9,03 bilhões em captações, R$ 4,05 bilhões de carteira de crédito classificada, patrimônio líquido de R$ 647,5 milhões e lucro líquido de R$ 104,3 milhões. O ativo era 2,8 vezes o de dezembro de 2019. O Índice de Basileia do conglomerado prudencial estava em 10,37%, o menor da série entre 2019 e 2024.

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Casos: Da Máxima ao Master: como o banco foi montado

Fato Já em 2023 a fiscalização do BC via o problema se formando

Na resposta que entregou ao Tribunal de Contas da União em 29 de dezembro de 2025, o Banco Central apresentou a cronologia da própria fiscalização. Segundo esse documento, ainda em 2023 a área de supervisão identificou fragilidades no Banco Master: crescimento acelerado do passivo e concentração em ativos de baixa liquidez, sobretudo precatórios. Nos anos seguintes, o BC exigiu aportes de capital, recusou operações por dúvidas sobre a origem dos recursos, comunicou achados às autoridades de investigação e impôs restrições ligadas ao FGC que limitavam a captação de depósitos. A estratégia da resposta, segundo a CNN, era demonstrar que "a liquidação foi o desfecho de um processo longo, técnico e documentado".

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Casos: Da Máxima ao Master: como o banco foi montado, Supervisão do Banco Central: servidores investigados e a defesa de Campos Neto

Fato Em 2024 o Banco Central aprova Vorcaro para controlar mais um banco

Em julho de 2024, o Banco Central aprovou Daniel Vorcaro para assumir o controle do antigo Indusval, que passou a se chamar Banco Voiter. Foi um ano antes de o mesmo BC autorizar a transferência desse banco a Augusto Ferreira Lima, sócio de Vorcaro no Master.

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Casos: Da Máxima ao Master: como o banco foi montado, Supervisão do Banco Central: servidores investigados e a defesa de Campos Neto

Fato Dezessete vezes maior em cinco anos, segundo o próprio Banco Central

A série do IF.data mostra o ativo total do Banco Master S/A saindo de R$ 3,70 bilhões em dezembro de 2019 para R$ 63,01 bilhões em dezembro de 2024 — dezessete vezes em cinco anos —, e chegando a R$ 68,34 bilhões em março de 2025. Ano a ano: R$ 3,70 bi (2019), R$ 6,07 bi (2020), R$ 10,35 bi (2021), R$ 20,54 bi (2022), R$ 36,14 bi (2023) e R$ 63,01 bi (2024). As captações acompanharam, de R$ 3,23 bilhões para R$ 53,92 bilhões. A carteira de crédito classificada foi de R$ 883,3 milhões a R$ 22,46 bilhões, e o patrimônio líquido de R$ 219,6 milhões a R$ 4,74 bilhões. O Índice de Basileia do conglomerado prudencial oscilou pouco: 10,82% em 2019, 10,37% em 2021, 12,32% em 2022 e 11,52% em 2023 e 2024. Estes são os números da instituição individual; o balanço consolidado que o banco divulgou em abril de 2025 traz outros valores para lucro e carteira, por incluir as demais empresas do grupo.

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Casos: Da Máxima ao Master: como o banco foi montado

Alegação por Polícia Federal Documento aponta conselho de Lula para não vender ao BTG

Segundo documento obtido pela Polícia Federal e revelado pelo UOL em maio de 2026, Lula teria aconselhado Vorcaro, naquele encontro, a não vender o Banco Master ao BTG Pactual pelo valor simbólico de R$ 1, recomendando que mantivesse o banco; teria ainda criticado a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central e indicado que a direção seguinte agiria de outro modo.

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Resposta do citado Ao depor à CPI em abril de 2026, Gabriel Galípolo, presente à reunião, deu versão diferente: afirmou que Lula orientou que o Banco Central tratasse Vorcaro de forma estritamente técnica. A Presidência da República não respondeu especificamente sobre o conselho a respeito do BTG. Agência Brasil — Galípolo: Lula orientou que Bacen tratasse Vorcaro de forma técnica (nível 1, 04/2026)
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Casos: A reunião de Vorcaro com Lula no Planalto, fora da agenda

Fato O BC libera a venda do Voiter a sócio de Vorcaro depois de achar créditos inexistentes

Em 24 de julho de 2025, o Banco Central aprovou a transferência do controle do Banco Voiter a Augusto Ferreira Lima. No comunicado que enviou depois ao Tribunal de Contas da União, o próprio BC registrou que "no 1º semestre de 2025, foi constatada cessão de créditos inexistentes ao BRB" e que os fatos foram "comunicados pelo BCB ao Ministério Público Federal (MPF) em julho de 2025" — ou seja, a autorização saiu depois de o regulador já conhecer o problema. Em agosto de 2025 o banco passou a se chamar Banco Pleno, e em fevereiro de 2026 foi liquidado. A operação com o BRB envolvia créditos no valor de R$ 11,5 bilhões. Procurados pelo Poder360, o Banco Central e o Banco Pleno não responderam até a publicação.

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Casos: Supervisão do Banco Central: servidores investigados e a defesa de Campos Neto

Decisão Banco Central veta a compra do Master pelo BRB

Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central indeferiu o pedido de aquisição do Banco Master pelo BRB, protocolado em 28 de março; segundo o BRB, em fato relevante, o regulador apontou riscos excessivos nos ativos do Master, incompatíveis com o perfil do banco público e de seus correntistas.

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Decisão Banco Central liquida o Master e mais três instituições do grupo

Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento, do Banco Letsbank e da Master Corretora (Atos do Presidente nº 1.369, 1.371, 1.372 e 1.373), citando "grave crise de liquidez do Conglomerado Master" e "graves violações às normas" que regem o sistema financeiro.

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Casos: Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado, O maior rombo da história do FGC

Alegação por Polícia Federal PF aponta venda de carteiras “insubsistentes” ao BRB

Segundo a Polícia Federal, o Master teria vendido ao BRB carteiras de crédito "insubsistentes" e, após fiscalização do Banco Central, as teria substituído por outros ativos sem avaliação técnica adequada; as operações investigadas somariam R$ 12,2 bilhões.

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Resposta do citado Na acareação de 30 de dezembro de 2025, Vorcaro afirmou que o BRB teria sido informado de que os créditos vinham de uma terceira empresa, a Tirreno; o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa disse acreditar que a origem era o próprio Master. CNN Brasil — Caso Master: veja íntegra da acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB (nível 2)
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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Fato “O FGC virou uma espécie de seguro para vender produtos podres”

Em reportagem publicada em 5 de dezembro de 2025, especialistas ouvidos pela Agência Pública apontaram que o Fundo Garantidor de Créditos, criado em 1995 para proteger depósitos de até R$ 250 mil, acabou usado como argumento de venda de produtos de risco. A pesquisadora Lucía Ferrés Zakia, especialista em regulação financeira, afirmou que "o mercado sabia que um banco pequeno como o Master prometer rendimentos de 140% em certas aplicações era irreal" e que o FGC "virou uma espécie de seguro para vender produtos podres". Carlos Primo Braga, ex-diretor do Banco Mundial, questionou como agências de classificação e auditorias não identificaram as fraudes, já que a Fitch e auditorias respeitadas atribuíam avaliações positivas ao banco.

Fundo Garantidor de Créditos Banco Master Banco Central do Brasil

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Casos: Da Máxima ao Master: como o banco foi montado

Fato Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem em acareação na PF

Em 30 de dezembro de 2025, Vorcaro e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foram acareados perante a Polícia Federal e se contradisseram sobre a origem dos créditos comprados do Master: Vorcaro disse que o BRB fora informado de que vinham de uma terceira empresa, a Tirreno, e Paulo Henrique afirmou ter entendido que as carteiras eram originadas pelo próprio Master. Toffoli retirou o sigilo dos depoimentos em 29 de janeiro de 2026.

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Decisão Banco Central liquida a Reag Trust

Em 15 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Trust DTVM, renomeada CBSF Distribuidora, por "graves violações" às normas do sistema financeiro: fundos administrados pela Reag teriam estruturado operações fraudulentas com o Master entre julho de 2023 e julho de 2024, segundo relatório do BC ao TCU. A gestora administrava cerca de 700 fundos, somando R$ 300 bilhões, e já era alvo da Carbono Oculto.

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Casos: Reag: a gestora ligada ao PCC que operava com o Master e foi liquidada

Decisão Banco Central liquida a Will Financeira

Em 21 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, do grupo Master, citando o comprometimento de sua situação econômico-financeira e o descumprimento de obrigações no arranjo de pagamentos da Mastercard, que a bloqueou.

Banco Central do Brasil Will Financeira Banco Master

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Decisão Banco Central liquida o Banco Pleno

Em 18 de fevereiro de 2026, o Banco Central liquidou o Banco Pleno, de Augusto Lima, citando comprometimento da situação econômico-financeira, deterioração da liquidez e infringência às normas. Lima foi sócio de Vorcaro no Master de 2019 a maio de 2024, trouxe o Credcesta ao banco e é casado desde janeiro de 2024 com Flávia Arruda, ex-ministra do governo Bolsonaro e ex-diretora de sustentabilidade do Master.

Banco Central do Brasil Banco Pleno Augusto Ferreira Lima Flávia Arruda Banco Master

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Alegação por Polícia Federal PF aponta dois servidores do BC orientando Vorcaro

Na terceira fase da Compliance Zero, a PF apontou que dois servidores do Banco Central, Paulo Sérgio de Souza, ex-diretor de fiscalização, e Bellini Santana, ex-chefe de departamento de supervisão bancária, teriam mantido contato com Vorcaro e prestado "consultoria informal", com orientações estratégicas sobre procedimentos do Banco Central que envolviam o Master. Galípolo afastou os dois dos cargos e abriu sindicância, e a CGU analisa o relatório para decidir se instaura processo disciplinar.

Paulo Sérgio de Souza Bellini Santana Banco Central do Brasil Daniel Vorcaro Polícia Federal Gabriel Galípolo André Mendonça

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Casos: Supervisão do Banco Central: servidores investigados e a defesa de Campos Neto

Decisão Banco Central liquida o Banco Master Múltiplo

Em 17 de março de 2026, o Banco Central converteu em liquidação extrajudicial o regime de administração especial temporária do Banco Master Múltiplo, decretado em 18 de novembro de 2025 na tentativa de preservar a Will Financeira.

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Fato Campos Neto nega responsabilidade por “falhas de terceiros”

Convocado pela CPI do Crime Organizado para 3 de março de 2026, o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto afirmou em nota que "a presidência do Banco Central não trata das operações específicas de bancos do segmento S3 e não pode ser responsabilizada por falhas de terceiros", e que a supervisão é conduzida por servidores de carreira; em agosto de 2023, o BC havia endurecido as regras para bancos do S3 declararem o valor real de seus ativos.

Roberto Campos Neto Banco Central do Brasil CPI do Crime Organizado Banco Master

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Casos: Supervisão do Banco Central: servidores investigados e a defesa de Campos Neto

Decisão Senado derruba o sigilo da auditoria do TCU

Em 24 de março de 2026, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida por Renan Calheiros, derrubou o sigilo que o TCU impôs às auditorias sobre as fraudes do Banco Master.

Senado Federal Tribunal de Contas da União Banco Central do Brasil

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Fato Banco Central impõe sigilo de oito anos à liquidação

O Banco Central impôs sigilo de oito anos aos documentos da liquidação do Master; à CPI do Crime Organizado, em 8 de abril de 2026, Galípolo disse que o prazo segue norma interna de 2018 e que, na liquidação, o banco tinha em caixa apenas 10% do necessário para pagar os CDBs que venciam.

Banco Central do Brasil Gabriel Galípolo CPI do Crime Organizado Banco Master

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Fato Galípolo diz que tratou da Lei Magnitsky, não do Master, com ministros do STF

Na mesma sessão da CPI, Galípolo confirmou ter se reunido com ministros do STF, mas para tratar da Lei Magnitsky, e afirmou que nenhum processo relacionado ao Master foi tema dessas conversas: "Nenhum processo relacionado com o que está colocado aqui". Disse ainda que recebeu de Lula a orientação "Seja técnico, o mais técnico possível. Não proteja ninguém, não persiga ninguém".

Gabriel Galípolo Banco Central do Brasil Supremo Tribunal Federal CPI do Crime Organizado Luiz Inácio Lula da Silva

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Alegação por Polícia Federal PF aponta campanha paga contra a credibilidade do Banco Central

Na décima fase, em 9 de julho de 2026, a Polícia Federal apontou uma campanha coordenada em redes sociais contra a credibilidade do Banco Central, chamada "Projeto DV", que teria sido financiada por Vorcaro com influenciadores e veículos sob contratos de confidencialidade com multa de até R$ 2 milhões; o publicitário Thiago Miranda foi alvo de busca.

Polícia Federal Daniel Vorcaro Thiago Miranda Banco Central do Brasil André Mendonça

Resposta do citado A defesa de Thiago Miranda "vem a público refutar, de forma categórica, a prática de qualquer ilegalidade" e afirmou que a existência de investigação "não autoriza qualquer juízo antecipado de culpa". CNN Brasil — Master: PF faz operação sobre ataques ao BC; Thiago Miranda é um dos alvos (nível 2, 09/07/2026)
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Casos: Vorcaro é preso de novo; PF aponta grupo de intimidação

Fato No depoimento à PF, Vorcaro diz que tinha uma solução e que soube da liquidação ao ser preso

Em depoimento à Polícia Federal em 28 de agosto de 2026, por videoconferência da Papudinha, em Brasília, ao delegado Albert Paulo Sérgio de Moura, Vorcaro contou que na manhã de 17 de novembro de 2025 avisou o Banco Central de que tinha encontrado comprador: "eu aviso pela manhã o Banco Central que eu arrumei uma solução, que eu já estava protocolando o primeiro contrato". Disse que viajaria naquela noite para apresentar outros dois contratos nos dias seguintes. Foi preso no aeroporto de Guarulhos naquela mesma noite, e o banco foi liquidado no dia seguinte. Sobre a liquidação, afirmou que o processo "tinha sido aberto há muito tempo e não era mexido" e "teve um desfecho rápido e inusitado" naquela tarde, e que só então soube que o banco seria liquidado. Descreveu o que vivia como "um terror" e "algo desumano", reconheceu que "houveram erros no desenrolar do tema do Banco Master" e disse ter "muito a contribuir e a falar". O depoimento foi tomado na investigação sobre suposto pagamento de propina a servidores do Banco Central; as duas tentativas de acordo de delação do banqueiro já haviam sido recusadas pela PF e pela PGR.

Daniel Vorcaro Polícia Federal Banco Master Banco Central do Brasil Procuradoria-Geral da República

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Casos: Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado

Decisão Fux dá 15 dias para explicarem por que o socorro ao BRB não saiu do papel

Em decisão assinada em 9 de setembro de 2026 e noticiada em 11 de setembro, Fux deu 15 dias para que a União, o Banco Central e o FGC expliquem os entraves ao empréstimo destinado a cobrir R$ 6,6 bilhões de prejuízo do BRB com as carteiras compradas do Banco Master. O acordo foi homologado por Fux em maio e continua sem execução; as garantias previstas são o Fundo de Participação dos Estados e o Fundo de Participação dos Municípios, e não recursos federais diretos. Cumprido o prazo, a PGR deve se manifestar em seguida. Sem o socorro, o BRB corre risco de não cumprir requisitos regulatórios.

Luiz Fux Supremo Tribunal Federal Banco de Brasília (BRB) Banco Central do Brasil Fundo Garantidor de Créditos Banco Master Procuradoria-Geral da República

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Alegação por Polícia Federal PF diz que o grupo entrava em sistemas do MPF, da PF e do Banco Central com login de terceiros

Relatório da Polícia Federal de 164 páginas, tornado público em 11 de setembro de 2026, sustenta que Vorcaro pagava R$ 1 milhão por mês para manter o grupo chamado "A Turma" e que o responsável pelos acessos clandestinos, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, fazia "acesso recorrente e irregular a procedimentos sigilosos em andamento no MPF, na PF, na Polícia Civil e no Banco Central", pela "utilização de logins funcionais de terceiros". Segundo o documento, o alcance chegou a organismos internacionais como o FBI e a Interpol. Em 15 de fevereiro de 2024, quarenta minutos depois de Vorcaro pedir informações sobre inquéritos, veio a resposta com o áudio de um policial federal dizendo que a "Tropa" daria atenção especial; em seguida foram enviados comprovantes de consulta ao CPF do banqueiro nos sistemas do MPF, que apontaram quinze procedimentos ligados a ele, onze deles sigilosos. Questionado se deveria buscar todos os processos com "BRB AND MASTER", Vorcaro respondeu: "Quero tudo. Atenção total". A PF registra que o servidor que fez a consulta tentou ocultar a própria identificação, apagando o nome e o setor, o que indicaria "intenção deliberada do servidor de ocultar sua identidade". O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, preso em 4 de março de 2026, é apontado como quem tinha acesso aos sistemas do MPF.

Daniel Vorcaro Polícia Federal Procuradoria-Geral da República Banco Central do Brasil

Resposta do citado A Agência Brasil não registrou manifestação da defesa sobre este relatório. Em março de 2026, quando veio a público a representação que apontava o núcleo "A Turma", a defesa de Vorcaro negou "categoricamente" as acusações e afirmou que ele colaborava com as investigações desde o início. Agência Brasil — Defesa de Vorcaro pede ao STF provas objetivas de prisão do banqueiro (nível 1)
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Casos: Vorcaro é preso de novo; PF aponta grupo de intimidação