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Caso Master

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Órgãos de controle · organizacao

Banco Central do Brasil

Autoridade monetária e supervisora do sistema financeiro. Decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado Master.

Afirmações 18

Ninguém citado neste site foi condenado criminalmente até agora.

Alegação por Polícia Federal Documento aponta conselho de Lula para não vender ao BTG

Segundo documento obtido pela Polícia Federal e revelado pelo UOL em maio de 2026, Lula teria aconselhado Vorcaro, naquele encontro, a não vender o Banco Master ao BTG Pactual pelo valor simbólico de R$ 1, recomendando que mantivesse o banco; teria ainda criticado a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central e indicado que a direção seguinte agiria de outro modo.

Luiz Inácio Lula da Silva Daniel Vorcaro BTG Pactual Banco Master Roberto Campos Neto Banco Central do Brasil

Resposta do citado Ao depor à CPI em abril de 2026, Gabriel Galípolo, presente à reunião, deu versão diferente: afirmou que Lula orientou que o Banco Central tratasse Vorcaro de forma estritamente técnica. A Presidência da República não respondeu especificamente sobre o conselho a respeito do BTG. Agência Brasil — Galípolo: Lula orientou que Bacen tratasse Vorcaro de forma técnica (nível 1, 04/2026)
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Casos: A reunião de Vorcaro com Lula no Planalto, fora da agenda

Decisão Banco Central veta a compra do Master pelo BRB

Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central indeferiu o pedido de aquisição do Banco Master pelo BRB, protocolado em 28 de março; segundo o BRB, em fato relevante, o regulador apontou riscos excessivos nos ativos do Master, incompatíveis com o perfil do banco público e de seus correntistas.

Banco Central do Brasil Banco de Brasília (BRB) Banco Master

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Decisão Banco Central liquida o Master e mais três instituições do grupo

Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento, do Banco Letsbank e da Master Corretora (Atos do Presidente nº 1.369, 1.371, 1.372 e 1.373), citando "grave crise de liquidez do Conglomerado Master" e "graves violações às normas" que regem o sistema financeiro.

Banco Central do Brasil Banco Master

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Casos: Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado, O maior rombo da história do FGC

Alegação por Polícia Federal PF aponta venda de carteiras “insubsistentes” ao BRB

Segundo a Polícia Federal, o Master teria vendido ao BRB carteiras de crédito "insubsistentes" e, após fiscalização do Banco Central, as teria substituído por outros ativos sem avaliação técnica adequada; as operações investigadas somariam R$ 12,2 bilhões.

Banco Master Banco de Brasília (BRB) Polícia Federal Banco Central do Brasil Daniel Vorcaro

Resposta do citado Na acareação de 30 de dezembro de 2025, Vorcaro afirmou que o BRB teria sido informado de que os créditos vinham de uma terceira empresa, a Tirreno; o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa disse acreditar que a origem era o próprio Master. CNN Brasil — Caso Master: veja íntegra da acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB (nível 2)
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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Fato Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem em acareação na PF

Em 30 de dezembro de 2025, Vorcaro e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foram acareados perante a Polícia Federal e se contradisseram sobre a origem dos créditos comprados do Master: Vorcaro disse que o BRB fora informado de que vinham de uma terceira empresa, a Tirreno, e Paulo Henrique afirmou ter entendido que as carteiras eram originadas pelo próprio Master. Toffoli retirou o sigilo dos depoimentos em 29 de janeiro de 2026.

Daniel Vorcaro Paulo Henrique Costa Dias Toffoli Supremo Tribunal Federal Banco Central do Brasil Polícia Federal

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Decisão Banco Central liquida a Reag Trust

Em 15 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Trust DTVM, renomeada CBSF Distribuidora, por "graves violações" às normas do sistema financeiro: fundos administrados pela Reag teriam estruturado operações fraudulentas com o Master entre julho de 2023 e julho de 2024, segundo relatório do BC ao TCU. A gestora administrava cerca de 700 fundos, somando R$ 300 bilhões, e já era alvo da Carbono Oculto.

Banco Central do Brasil Reag Investimentos Banco Master Tribunal de Contas da União

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Casos: Reag: a gestora ligada ao PCC que operava com o Master e foi liquidada

Decisão Banco Central liquida a Will Financeira

Em 21 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, do grupo Master, citando o comprometimento de sua situação econômico-financeira e o descumprimento de obrigações no arranjo de pagamentos da Mastercard, que a bloqueou.

Banco Central do Brasil Will Financeira Banco Master

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Decisão Banco Central liquida o Banco Pleno

Em 18 de fevereiro de 2026, o Banco Central liquidou o Banco Pleno, de Augusto Lima, citando comprometimento da situação econômico-financeira, deterioração da liquidez e infringência às normas. Lima foi sócio de Vorcaro no Master de 2019 a maio de 2024, trouxe o Credcesta ao banco e é casado desde janeiro de 2024 com Flávia Arruda, ex-ministra do governo Bolsonaro e ex-diretora de sustentabilidade do Master.

Banco Central do Brasil Banco Pleno Augusto Ferreira Lima Flávia Arruda Banco Master

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Alegação por Polícia Federal PF aponta dois servidores do BC orientando Vorcaro

Na terceira fase da Compliance Zero, a PF apontou que dois servidores do Banco Central, Paulo Sérgio de Souza, ex-diretor de fiscalização, e Bellini Santana, ex-chefe de departamento de supervisão bancária, teriam mantido contato com Vorcaro e prestado "consultoria informal", com orientações estratégicas sobre procedimentos do Banco Central que envolviam o Master. Galípolo afastou os dois dos cargos e abriu sindicância, e a CGU analisa o relatório para decidir se instaura processo disciplinar.

Paulo Sérgio de Souza Bellini Santana Banco Central do Brasil Daniel Vorcaro Polícia Federal Gabriel Galípolo André Mendonça

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Casos: Supervisão do Banco Central: servidores investigados e a defesa de Campos Neto

Decisão Banco Central liquida o Banco Master Múltiplo

Em 17 de março de 2026, o Banco Central converteu em liquidação extrajudicial o regime de administração especial temporária do Banco Master Múltiplo, decretado em 18 de novembro de 2025 na tentativa de preservar a Will Financeira.

Banco Central do Brasil Banco Master

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Fato Campos Neto nega responsabilidade por “falhas de terceiros”

Convocado pela CPI do Crime Organizado para 3 de março de 2026, o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto afirmou em nota que "a presidência do Banco Central não trata das operações específicas de bancos do segmento S3 e não pode ser responsabilizada por falhas de terceiros", e que a supervisão é conduzida por servidores de carreira; em agosto de 2023, o BC havia endurecido as regras para bancos do S3 declararem o valor real de seus ativos.

Roberto Campos Neto Banco Central do Brasil CPI do Crime Organizado Banco Master

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Casos: Supervisão do Banco Central: servidores investigados e a defesa de Campos Neto

Decisão Senado derruba o sigilo da auditoria do TCU

Em 24 de março de 2026, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida por Renan Calheiros, derrubou o sigilo que o TCU impôs às auditorias sobre as fraudes do Banco Master.

Senado Federal Tribunal de Contas da União Banco Central do Brasil

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Fato Banco Central impõe sigilo de oito anos à liquidação

O Banco Central impôs sigilo de oito anos aos documentos da liquidação do Master; à CPI do Crime Organizado, em 8 de abril de 2026, Galípolo disse que o prazo segue norma interna de 2018 e que, na liquidação, o banco tinha em caixa apenas 10% do necessário para pagar os CDBs que venciam.

Banco Central do Brasil Gabriel Galípolo CPI do Crime Organizado Banco Master

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Fato Galípolo diz que tratou da Lei Magnitsky, não do Master, com ministros do STF

Na mesma sessão da CPI, Galípolo confirmou ter se reunido com ministros do STF, mas para tratar da Lei Magnitsky, e afirmou que nenhum processo relacionado ao Master foi tema dessas conversas: "Nenhum processo relacionado com o que está colocado aqui". Disse ainda que recebeu de Lula a orientação "Seja técnico, o mais técnico possível. Não proteja ninguém, não persiga ninguém".

Gabriel Galípolo Banco Central do Brasil Supremo Tribunal Federal CPI do Crime Organizado Luiz Inácio Lula da Silva

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Alegação por Polícia Federal PF aponta campanha paga contra a credibilidade do Banco Central

Na décima fase, em 9 de julho de 2026, a Polícia Federal apontou uma campanha coordenada em redes sociais contra a credibilidade do Banco Central, chamada "Projeto DV", que teria sido financiada por Vorcaro com influenciadores e veículos sob contratos de confidencialidade com multa de até R$ 2 milhões; o publicitário Thiago Miranda foi alvo de busca.

Polícia Federal Daniel Vorcaro Thiago Miranda Banco Central do Brasil André Mendonça

Resposta do citado A defesa de Thiago Miranda "vem a público refutar, de forma categórica, a prática de qualquer ilegalidade" e afirmou que a existência de investigação "não autoriza qualquer juízo antecipado de culpa". CNN Brasil — Master: PF faz operação sobre ataques ao BC; Thiago Miranda é um dos alvos (nível 2, 09/07/2026)
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Casos: Vorcaro é preso de novo; PF aponta grupo de intimidação

Fato No depoimento à PF, Vorcaro diz que tinha uma solução e que soube da liquidação ao ser preso

Em depoimento à Polícia Federal em 28 de agosto de 2026, por videoconferência da Papudinha, em Brasília, ao delegado Albert Paulo Sérgio de Moura, Vorcaro contou que na manhã de 17 de novembro de 2025 avisou o Banco Central de que tinha encontrado comprador: "eu aviso pela manhã o Banco Central que eu arrumei uma solução, que eu já estava protocolando o primeiro contrato". Disse que viajaria naquela noite para apresentar outros dois contratos nos dias seguintes. Foi preso no aeroporto de Guarulhos naquela mesma noite, e o banco foi liquidado no dia seguinte. Sobre a liquidação, afirmou que o processo "tinha sido aberto há muito tempo e não era mexido" e "teve um desfecho rápido e inusitado" naquela tarde, e que só então soube que o banco seria liquidado. Descreveu o que vivia como "um terror" e "algo desumano", reconheceu que "houveram erros no desenrolar do tema do Banco Master" e disse ter "muito a contribuir e a falar". O depoimento foi tomado na investigação sobre suposto pagamento de propina a servidores do Banco Central; as duas tentativas de acordo de delação do banqueiro já haviam sido recusadas pela PF e pela PGR.

Daniel Vorcaro Polícia Federal Banco Master Banco Central do Brasil Procuradoria-Geral da República

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Casos: Vorcaro é preso e o Banco Master é liquidado

Decisão Fux dá 15 dias para explicarem por que o socorro ao BRB não saiu do papel

Em decisão assinada em 9 de setembro de 2026 e noticiada em 11 de setembro, Fux deu 15 dias para que a União, o Banco Central e o FGC expliquem os entraves ao empréstimo destinado a cobrir R$ 6,6 bilhões de prejuízo do BRB com as carteiras compradas do Banco Master. O acordo foi homologado por Fux em maio e continua sem execução; as garantias previstas são o Fundo de Participação dos Estados e o Fundo de Participação dos Municípios, e não recursos federais diretos. Cumprido o prazo, a PGR deve se manifestar em seguida. Sem o socorro, o BRB corre risco de não cumprir requisitos regulatórios.

Luiz Fux Supremo Tribunal Federal Banco de Brasília (BRB) Banco Central do Brasil Fundo Garantidor de Créditos Banco Master Procuradoria-Geral da República

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Alegação por Polícia Federal PF diz que o grupo entrava em sistemas do MPF, da PF e do Banco Central com login de terceiros

Relatório da Polícia Federal de 164 páginas, tornado público em 11 de setembro de 2026, sustenta que Vorcaro pagava R$ 1 milhão por mês para manter o grupo chamado "A Turma" e que o responsável pelos acessos clandestinos, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, fazia "acesso recorrente e irregular a procedimentos sigilosos em andamento no MPF, na PF, na Polícia Civil e no Banco Central", pela "utilização de logins funcionais de terceiros". Segundo o documento, o alcance chegou a organismos internacionais como o FBI e a Interpol. Em 15 de fevereiro de 2024, quarenta minutos depois de Vorcaro pedir informações sobre inquéritos, veio a resposta com o áudio de um policial federal dizendo que a "Tropa" daria atenção especial; em seguida foram enviados comprovantes de consulta ao CPF do banqueiro nos sistemas do MPF, que apontaram quinze procedimentos ligados a ele, onze deles sigilosos. Questionado se deveria buscar todos os processos com "BRB AND MASTER", Vorcaro respondeu: "Quero tudo. Atenção total". A PF registra que o servidor que fez a consulta tentou ocultar a própria identificação, apagando o nome e o setor, o que indicaria "intenção deliberada do servidor de ocultar sua identidade". O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, preso em 4 de março de 2026, é apontado como quem tinha acesso aos sistemas do MPF.

Daniel Vorcaro Polícia Federal Procuradoria-Geral da República Banco Central do Brasil

Resposta do citado A Agência Brasil não registrou manifestação da defesa sobre este relatório. Em março de 2026, quando veio a público a representação que apontava o núcleo "A Turma", a defesa de Vorcaro negou "categoricamente" as acusações e afirmou que ele colaborava com as investigações desde o início. Agência Brasil — Defesa de Vorcaro pede ao STF provas objetivas de prisão do banqueiro (nível 1)
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Casos: Vorcaro é preso de novo; PF aponta grupo de intimidação