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Caso Master

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Capítulo 8 de 9 Em andamento 1 min de leitura

A crise no STF, em andamento

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A divulgação do relatório abriu um confronto inédito. O procurador-geral Paulo Gonet pediu a anulação da investigação, alegando que Mendonça não podia investigar um colega. Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, com base em relatórios de inteligência da PF sobre o relator. Em 8 de setembro, Mendonça afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, dizendo ter sido monitorado por mais de trinta dias; no dia seguinte, Flávio Dino derrubou o afastamento, apontando que o partido que o pediu não tinha legitimidade e que a matéria não era de Mendonça — e, horas depois, Edson Fachin suspendeu as duas decisões, manteve o diretor no cargo e avisou ser "grave" que ministros desafiem decisões uns dos outros. O relator também passou a ser alvo: um áudio do advogado do Master Ciro Rocha Soares sugeriu um terno feito para ele, e Mendonça apresentou as notas pagas pela família.

Edson Fachin convocou sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro, quando dez ministros decidirão se a ordem de Mendonça foi regular, se o material da PF pode ser usado e o que fazer com o pedido de anulação da PGR. Antes disso, Moraes acusou o colega de "escolha seletiva" ao liberar 4.334 dos 4.514 documentos, Cristiano Zanin pediu acesso à íntegra do celular de Vorcaro, e Fachin deu 24 horas a Mendonça para liberar tudo. Cerca de três mil entidades empresariais lideradas pela Fiesp cobraram decisão "sem subterfúgios e sem corporativismo". Casos: Mendonça e Vorcaro: o encontro, o terno e o depoimento no gabinete, Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro e A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro.

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