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Caso Master

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Judiciário

Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Em 1º de setembro de 2026, Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF sobre as conversas de Vorcaro com um contato salvo como Alexandre de Moraes. Em 48 horas o procurador-geral pediu a anulação da investigação e Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, apoiado em relatórios de inteligência sem timbre produzidos sobre o relator. Mendonça levou o caso ao plenário; Moraes acusou o colega de liberar o material pela metade e cobrou os 180 documentos que continuaram sob sigilo.

Afirmações 17

Ninguém citado neste site foi condenado criminalmente até agora.

Decisão Mendonça retira o sigilo do relatório sobre Vorcaro e Moraes

Em 1º de setembro de 2026, Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal sobre a relação entre Vorcaro e Moraes, entregue ao STF em 27 de agosto, e afirmou que o caso deve seguir ao plenário em sessão pública.

André Mendonça Supremo Tribunal Federal Polícia Federal Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro

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Decisão Gonet pede a anulação da investigação sobre Moraes

Em 1º de setembro de 2026, o procurador-geral Paulo Gonet pediu ao STF a anulação da investigação sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes, sustentando que Mendonça investigou ilegalmente um ministro da Corte: "A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual"; segundo a manifestação, 188 das mais de 200 páginas do relatório tratam de Moraes.

Paulo Gonet Procuradoria-Geral da República André Mendonça Alexandre de Moraes Supremo Tribunal Federal

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Decisão Moraes pede que Mendonça seja investigado

Em 3 de setembro de 2026, no inquérito das fake news, Moraes pediu a Fachin providências contra Mendonça por "fortes indícios" de improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade, acusando-o de direcionar investigações contra ministros (Moraes, Gilmar Mendes, Toffoli, Fux e Nunes Marques), de conduzir irregularmente negociações de delação, de tentar atingir Davi Alcolumbre por meio de Antonio Rueda e de ter retirado o sigilo do caso Vorcaro para desviar atenção; baseou-se em relatórios de inteligência da PF sobre Mendonça.

Alexandre de Moraes André Mendonça Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Polícia Federal

Resposta do citado Mendonça não respondeu ao Poder360. Em decisão de 8 de setembro, chamou o documento divulgado por Moraes de "apócrifo, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico". Agência Brasil — Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (nível 1, 08/09/2026)
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Alegação por Polícia Federal Relatórios sem timbre sobre Mendonça levantam suspeita

Os relatórios de inteligência da PF sobre Mendonça, com cerca de 50 páginas, sem timbre, assinatura ou data, produzidos antes de 1º de setembro de 2026 e enviados a Moraes, que os juntou ao inquérito das fake news, levantam hipóteses: que Mendonça veria no presidente do União Brasil, Antonio Rueda, uma "rota de acesso" a Davi Alcolumbre, "provável alvo estratégico" por controlar a pauta de impeachment de ministros; que haveria "interesse" em investigar Moraes e "contemporização" com Toffoli; e que Gonet seria tido como "indigno de confiança" pela proximidade com Gilmar. O próprio documento diz não ter valor probatório.

Polícia Federal André Mendonça Alexandre de Moraes Paulo Gonet Gilmar Mendes Dias Toffoli

Resposta do citado Mendonça não respondeu ao Poder360; em decisão de 8 de setembro, chamou o documento de "apócrifo, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico". Agência Brasil — Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (nível 1, 08/09/2026)
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Decisão Mendonça leva o caso ao plenário do STF

Em 6 de setembro de 2026, Mendonça formalizou o pedido para que o plenário do STF analise o caso das conversas de Vorcaro com Moraes e as referências a Gonet e Andrei Rodrigues, defendendo exame "pública e transparente, em sessão presencial".

André Mendonça Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Paulo Gonet Andrei Rodrigues

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Decisão Mendonça abre quinze processos do caso, mas guarda parte do material

Em 10 de setembro de 2026, atendendo a pedido de Fachin feito no mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo da Petição 15.556 e de mais catorze procedimentos: os Inquéritos 5.026 e 5.035, a Reclamação 88.121 e as Petições 15.198, 15.478, 15.504, 15.562, 15.563, 15.693, 15.976, 15.977, 15.978, 16.019 e 16.662. Manteve fechado o material que, segundo ele, possa prejudicar diligências e novos procedimentos — entre o que continuou em sigilo está o caso do filme Dark Horse, também sob sua relatoria, por não ter pertinência com o julgamento sobre Moraes. Informou ainda que enviaria cópias completas dos processos, em HDs dedicados, à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros. No dia seguinte, sob nova ordem de Fachin, esse sigilo remanescente caiu, inclusive o do Dark Horse.

André Mendonça Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro

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Fato Moraes acusa Mendonça de liberar o caso pela metade e cobra os 180 documentos que faltam

Em 11 de setembro de 2026, Moraes enviou ofício a Fachin apontando "escolha seletiva" na retirada do sigilo feita por Mendonça. Segundo levantamento anexado ao ofício, 4.334 dos 4.514 documentos foram liberados e 180 continuaram fora do alcance dos demais ministros, entre eles peças sobre os recursos atribuídos a Vorcaro no filme Dark Horse e sobre a relação entre o senador Jaques Wagner e o ex-sócio do Master Augusto Ferreira Lima. Moraes pediu a retirada "imediata de todo e qualquer sigilo, sem exceção" dos procedimentos ligados à PET 15.556, a intimação de todos os magistrados citados na investigação e que seu pedido de investigação contra Mendonça entre na pauta de 15 de setembro.

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Resposta do citado Na noite do mesmo 11 de setembro, em despacho respondendo ao ofício, Mendonça afirmou ter disponibilizado integralmente os procedimentos que vão a julgamento e disse que o sigilo que restou decorre de "análise prudente e responsável, considerando a existência de investigações em andamento e a necessidade de zelar pela preservação de dados pessoais das pessoas investigadas" — citando como exemplo "dados bancários e fiscais de inúmeras pessoas físicas e jurídicas" e sustentando que "jamais se poderia publicizar a 'totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556'". Sobre a diferença nos números apontada por Moraes, escreveu que "Sua Excelência não atentou para o fato de haver múltiplas razões pelas quais os números apresentados, de fato, não sejam idênticos". Agência Brasil — Mendonça diz ter divulgado todo conteúdo disponível no caso Master (nível 1, 11/09/2026)
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Alegação por Alexandre de Moraes Moraes acusa Mendonça de dirigir o sigilo para proteger um grupo político

Em novo ofício a Fachin, na noite de 11 de setembro de 2026, Moraes afirmou que Mendonça faria um levantamento "seletivo e direcionado" do sigilo no caso Master, com o efeito de proteger "determinado grupo político". Anexou telas do sistema do STF que apontariam "a existência de documentos sigilosos e não visíveis" nos procedimentos, e escreveu que "não é o que consta dos autos". Sustentou que o colegiado seguia sem acesso a dezoito petições e cento e oitenta documentos, e contestou que caiba ao relator escolher quais peças ficam disponíveis aos demais ministros.

Alexandre de Moraes André Mendonça Edson Fachin Supremo Tribunal Federal

Resposta do citado Mendonça negou ter feito retirada seletiva do sigilo. Argumentou que a diferença no número de peças exibido pelo sistema não significa ocultação de documentos e afirmou que "todo o material necessário ao julgamento já foi disponibilizado". Horas depois, levantou o sigilo de trinta e nove processos. CNN Brasil — Moraes diz que Mendonça direciona sigilo para proteger grupo político (nível 2, 11/09/2026)
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Decisão Mendonça abre mais trinta e nove processos, entre eles o do Dark Horse

Na noite de 11 de setembro de 2026, horas depois da ordem de Fachin e do segundo ofício de Moraes, Mendonça levantou o sigilo de trinta e nove processos: dezoito que a Procuradoria-Geral da República havia pedido e outros vinte e um por iniciativa própria. Entre eles a Petição 16.369, sobre o financiamento do filme Dark Horse e o que envolve Flávio e Eduardo Bolsonaro; a Petição 15.873, sobre a atuação de Ciro Nogueira no Congresso em favor do Master; as Petições 16.210 e 16.229, sobre Jaques Wagner e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima; a petição sobre os recursos da Rioprevidência aplicados no banco, que alcança Cláudio Castro; e os Inquéritos 5.050 e 5.070. Mendonça registrou que esses processos "não têm relação com o objeto da sessão extraordinária" marcada para 15 de setembro.

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Decisão Fachin separa os dois julgamentos: Moraes no dia 15, Mendonça no dia 23

Em 12 de setembro de 2026, Fachin negou o pedido de Moraes para que os dois casos fossem julgados na mesma sessão. Manteve para 15 de setembro a Petição 16.662, que trata do pedido de investigação sobre Moraes, e marcou 23 de setembro para a Petição 16.704, sobre a conduta de Mendonça. Escreveu que os dois processos têm "objetos definidos e podem ser analisados separadamente" e que levar a segunda ao plenário agora "importaria na submissão ao plenário de matéria" ainda em instrução preliminar. Moraes havia sustentado que a separação criava "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual" e comprometia a visão global dos fatos. A PGR tem cinco dias úteis para se manifestar sobre a admissibilidade do procedimento.

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Fato Moraes cobra mais um processo antes do julgamento

Em 13 de setembro de 2026, véspera da semana do julgamento, Moraes pediu a Fachin a retirada do sigilo da Petição 15.645, sob relatoria de Mendonça, dizendo que ela contém "elementos essenciais" para o exame da Petição 16.662, marcado para o dia 15. Pediu também que os autos fossem liberados a todos os integrantes do colegiado antes da análise. Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse "com brevidade" sobre o pedido.

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Fato O plenário racha 4 a 3 sobre juntar os dois casos

Gilmar Mendes apresentou questão de ordem propondo adiar a sessão para 23 de setembro, julgar reunidos os casos de Moraes e de Mendonça e sortear novo relator. Votaram contra a proposta Edson Fachin, Luiz Fux, André Mendonça e Cármen Lúcia; a favor, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin — 4 a 3 pela manutenção dos julgamentos separados. O debate foi áspero: Gilmar disse que "é evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como os temas foram conduzidos"; Moraes afirmou que o relatório de Mendonça é "farsa motivado por vingança"; Cármen Lúcia observou que "o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo e nós geramos intranquilidade". A sessão foi encerrada às 18h38.

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Decisão Dino pede vista e o mérito fica para depois da eleição

Flávio Dino pediu vista e interrompeu a sessão, retirando o voto que havia adiantado. Segundo a CNN Brasil, o pedido foi feito em protesto à condução dos trabalhos por Fachin. O regimento lhe dá até 90 dias para devolver o caso ao plenário, prazo que ultrapassa o calendário eleitoral — o primeiro turno estava a menos de três semanas. Com isso, o plenário não chegou a tratar do mérito: os ministros não discutiram as mensagens atribuídas a Vorcaro e a Moraes, nem decidiram se a investigação seria aberta. A discussão suspensa era a da Petição 16.662.

Flávio Dino Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro

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Alegação por Alexandre de Moraes Moraes diz que Mendonça exigiu pôr o nome dele na delação

Na sessão de 15 de setembro de 2026, Moraes acusou Mendonça de ter exigido dos investigadores que incluíssem o nome dele numa eventual delação premiada de Vorcaro: "quem chamou a Polícia Federal e exigiu que colocasse um colega na colaboração premiada?". Disse ter testemunhas — advogados e policiais — que teriam presenciado o pedido, e atribuiu motivação político-eleitoral ao colega, afirmando que Mendonça "está a serviço de um grupo político que tentou dar um golpe neste país".

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Resposta do citado Mendonça negou na própria sessão: "isso é mentira! Mentira, mentira, mentira". Sobre as testemunhas citadas por Moraes, disse que, se chamadas a depor, "vão todas mentir". Agência Brasil — Moraes acusa Mendonça de querer incluir seu nome em delação de Vorcaro (nível 1, 15/09/2026)
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Fato Gonet diz que viu Vorcaro uma vez, em painel patrocinado pelo Master

Em 16 de setembro de 2026, o Conselho Superior do Ministério Público Federal marcou para 25 de setembro o debate sobre o procedimento aberto a partir de representação de deputados do Novo, que pediram o afastamento de Paulo Gonet das investigações do caso Master. Relata o subprocurador-geral Francisco de Assis Sanseverino. Na defesa apresentada em 15 de setembro, Gonet afirmou não ter "com o Sr. Daniel Vorcaro relação de amizade alguma, nem muito menos interesse pessoal nos processos em que ele conste como parte ou investigado", e disse tê-lo encontrado uma única vez, de forma "brevíssima e banal", num painel jurídico em Londres patrocinado pelo Master, sem conhecimento prévio de quem eram os patrocinadores. Investigadores da Operação Compliance Zero apontam menções a Gonet em conversas de Vorcaro com Moraes, entre elas "não podemos reverter isso com Paulo e Andrei".

Paulo Gonet Ministério Público Federal Partido Novo Daniel Vorcaro Alexandre de Moraes Andrei Rodrigues Banco Master

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Decisão Cai também o julgamento de Mendonça, sem nova data

Em 17 de setembro de 2026, Fachin cancelou a sessão de 23 de setembro que julgaria o pedido para investigar Mendonça por abuso de autoridade. Escreveu que, "considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abarcando questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada". Como a questão de ordem está suspensa pelo pedido de vista de Dino, o segundo julgamento ficou travado junto com o primeiro. Não há nova data.

Edson Fachin André Mendonça Alexandre de Moraes Flávio Dino Supremo Tribunal Federal

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Fato Mendonça pede que o caso contra ele seja arquivado e que Moraes seja apurado

Em 22 de setembro de 2026, Mendonça respondeu a Fachin pedindo o arquivamento da investigação contra si e, além disso, que sejam apurados crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa por parte de Moraes; que se investigue a origem e a elaboração dos relatórios de inteligência usados contra ele; que esses documentos sejam declarados ilícitos; que se proíba a produção de novos relatórios semelhantes; e que ele tenha acesso à íntegra do inquérito das fake news. Escreveu que os "relatórios apócrifos" juntados ao Inquérito 4.781 "se afigura, em verdade, como um dossiê confeccionado com desvio de finalidade para ser utilizado como peça de intimidação", e classificou o uso do material como "manobra absurda" e "evidente desvio de finalidade" para o qual a Polícia Federal não deveria ser instrumentalizada.

André Mendonça Edson Fachin Alexandre de Moraes Polícia Federal Supremo Tribunal Federal

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Registrado em 11/09/2026 · atualizado em 23/09/2026