Judiciário
A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro
O confronto entre os dois ministros arrastou a Corte inteira. Em 8 de setembro, Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal dizendo ter sido monitorado; no dia seguinte Dino derrubou o afastamento e, horas depois, Fachin suspendeu as duas decisões, manteve Andrei no cargo e chamou para si qualquer apuração que envolva ministros do STF. A OAB e cerca de três mil entidades empresariais cobraram decisão rápida e pública. Fachin convocou sessão extraordinária para 15 de setembro, que terminou sem decidir nada: dois ministros saíram por impedimento e suspeição, o plenário rachou 4 a 3 sobre juntar os processos e Dino pediu vista, com até 90 dias para devolver, pediu a abertura dos processos e, cobrado por Moraes, por Zanin e pela PGR, deu 24 horas para que o resto viesse junto — Mendonça abriu quinze processos num dia e mais trinta e nove no seguinte. No dia 12, Fachin recusou julgar os dois ministros na mesma sessão: Moraes no dia 15, Mendonça no dia 23.
- Período
- 01/09/2026 a 06/10/2026
- Tipos
- Fato 13 Decisão 17 Alegação 1
- Alegações com resposta do citado
- 1 de 1
- Fontes distintas
- 43, sendo 16 de nível 1
- Registros com aviso de qualidade
- 20 de 31
- Quem mais aparece
- Supremo Tribunal Federal 30 · André Mendonça 20 · Alexandre de Moraes 20 · Edson Fachin 20 · Daniel Vorcaro 16
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Mendonça retira o sigilo do relatório sobre Vorcaro e Moraes
Em 1º de setembro de 2026, Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal sobre a relação entre Vorcaro e Moraes, entregue ao STF em 27 de agosto, e afirmou que o caso deve seguir ao plenário em sessão pública.
André Mendonça Supremo Tribunal Federal Polícia Federal Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro
3 fontes
- CNN Brasil — Fuga, 'gratidão eterna': relatório da PF mostra relação de Moraes e Vorcaro (nível 2, 01/09/2026)
- JOTA — Saiba tudo o que diz o relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro. Leia a íntegra do documento (nível 2)
- Poder360 — Leia as íntegras de documentos que revelam relação de Moraes com Vorcaro (nível 2)
Dezoito seccionais da OAB pedem apuração rigorosa
Após a retirada do sigilo, em 1º de setembro de 2026, presidentes de 18 das 27 seccionais da OAB pediram ao STF "apuração rigorosa e isenta de todos os fatos" envolvendo Mendonça, Moraes e Gonet; a seccional do Paraná pediu o afastamento de Moraes e a suspeição de Gonet.
Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes André Mendonça Paulo Gonet
1 fonte
- Poder360 — 17 presidentes da OAB pediram investigação do caso de Moraes e Vorcaro (nível 2, 08/09/2026)
Fachin dá cinco dias a Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei
Em 3 de setembro de 2026, Fachin determinou que Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei Rodrigues prestem informações em cinco dias úteis, até 11 de setembro, abriu procedimento próprio sobre a investigação do caso Master e, no dia seguinte, retirou do inquérito das fake news o pedido contra Mendonça, incluindo-o nesse procedimento; anunciou sessão do plenário para a semana seguinte, com transmissão pela TV Justiça.
Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes André Mendonça Paulo Gonet Andrei Rodrigues
3 fontes
- Poder360 — Entenda a cronologia da crise no STF com embate entre Moraes e Mendonça (nível 2, 04/09/2026)
- Poder360 — Mendonça libera caso de Moraes e Gonet para julgamento no plenário do STF (nível 2, 06/09/2026)
- Poder360 — Relatório Vorcaro-Moraes sai 2ª ou 3ª, e Fachin fará sessão semana que vem (nível 2, 02/09/2026)
Fachin põe o fim do inquérito das fake news entre as prioridades
Em 4 de setembro de 2026, em evento no Palácio do Planalto, Fachin colocou o encerramento do inquérito das fake news entre suas três prioridades e disse que a resposta à crise será "firme, proporcional e rigorosa", sem "precipitação, tampouco omissão".
Edson Fachin Supremo Tribunal Federal
1 fonte
- Poder360 — Entenda a cronologia da crise no STF com embate entre Moraes e Mendonça (nível 2, 04/09/2026)
Mendonça afasta o diretor-geral da Polícia Federal
Em 8 de setembro de 2026, a pedido do partido Novo, Mendonça afastou preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, citando documento assinado por Andrei que mostraria ao menos seis relatórios de inteligência sobre o próprio ministro entre 3 e 31 de agosto: "ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal"; a Segunda Turma formou maioria para manter a decisão, e Gilmar Mendes pediu vista.
André Mendonça Andrei Rodrigues Polícia Federal Partido Novo Supremo Tribunal Federal
Resposta do citado Onze diretores da PF divulgaram nota de apoio a Andrei. A AGU pediu a Fachin a suspensão do afastamento, alegando violação da prerrogativa presidencial de nomear e exonerar o diretor-geral e "desorganização institucional"; o presidente Lula não se pronunciou até a publicação. Poder360 — AGU pede que Fachin restitua Andrei Rodrigues para a chefia da PF (nível 2, 08/09/2026)
3 fontes
- Agência Brasil — Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (nível 1, 08/09/2026)
- Agência Brasil — Mendonça usou pedido do partido Novo para afastar diretor-geral da PF (nível 1, 08/09/2026)
- Agência Brasil — Novo citou mensagens de Vorcaro e pediu prisão preventiva de Andrei (nível 1, 08/09/2026)
Segunda Turma mantém o afastamento de Andrei Rodrigues
Em sessão extraordinária em 8 de setembro de 2026, a Segunda Turma do STF formou maioria, com Mendonça, Fux e Nunes Marques, para manter o afastamento de Andrei Rodrigues; Gilmar Mendes pediu vista logo na abertura, com o voto de Toffoli pendente, e a liminar segue em vigor.
Supremo Tribunal Federal André Mendonça Gilmar Mendes Dias Toffoli Andrei Rodrigues
1 fonte
- Agência Brasil — STF: Segunda Turma tem maioria para afastar Andrei; Gilmar pede vista (nível 1, 08/09/2026)
Fachin chama os ex-presidentes da Corte para conter a crise
Em 8 de setembro de 2026, Fachin manifestou a intenção de reunir reservadamente os quatro ministros que já presidiram o STF e continuam na Corte — Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux — para tratar da crise aberta pela divulgação das mensagens enviadas por Vorcaro ao contato atribuído a Moraes. Fachin havia dito que a resposta da Corte seria "firme, proporcional e rigorosa".
Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes Dias Toffoli Luiz Fux Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro
1 fonte
- Poder360 — Fachin quer ouvir ex-presidentes do STF sobre crise na Corte (nível 2, 08/09/2026)
Três mil entidades empresariais cobram que o STF decida sem corporativismo
Em 8 de setembro de 2026, cerca de 3.000 entidades lideradas pela Fiesp — entre elas CNI, CNC, CACB, Facesp e FecomercioSP — divulgaram manifesto pedindo que o STF "examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo". O texto afirma que a legitimidade do Judiciário depende de "imparcialidade, a transparência e a exemplaridade" e que "cada dia é um dia a mais de descrédito".
Fiesp Supremo Tribunal Federal
1 fonte
- Poder360 — Fiesp e entidades empresariais pedem que STF delibere com “urgência” (nível 2, 08/09/2026)
Dino derruba o afastamento e manda Andrei voltar ao comando da PF
Em 9 de setembro de 2026, um dia depois do afastamento decidido por Mendonça, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência. Dino sustentou que o Partido Novo, autor do pedido, "não possui legitimidade para requerer medidas cautelares em investigações criminais", apontou que a legenda tem candidato próprio na eleição presidencial e, portanto, interesse direto no afastamento, e afirmou que a matéria está sob a relatoria do presidente do STF — só a ele ou ao plenário caberia decidir.
Flávio Dino Supremo Tribunal Federal Andrei Rodrigues Polícia Federal André Mendonça Partido Novo
1 fonte
- Agência Brasil — Dino determina reintegração de Andrei Rodrigues no comando da PF (nível 1, 09/09/2026)
Fachin marca para 15 de setembro a sessão que decide o futuro de Moraes
Em 9 de setembro de 2026, Fachin convocou sessão extraordinária do plenário para terça-feira, 15 de setembro, às 10h. O plenário deve decidir três pontos: se foi regular a ordem de Mendonça que levou ao aprofundamento da análise dos dados do celular de Vorcaro, se o material produzido pela PF a partir dessa medida pode ser usado, e o que fazer com o pedido da PGR de anulação do procedimento. Da resposta a esses pontos depende o destino dos elementos que envolvem Moraes.
Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes André Mendonça Paulo Gonet Polícia Federal Daniel Vorcaro
1 fonte
- CNN Brasil — Entenda o que o STF vai discutir no plenário em 15 de setembro (nível 2, 09/09/2026)
Fachin derruba as decisões dos dois lados e mantém Andrei no cargo
Em 9 de setembro de 2026, horas depois de Dino reverter o afastamento decidido por Mendonça, Fachin suspendeu as duas decisões e manteve Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal, acolhendo recurso da Advocacia-Geral da União. Escreveu que "é grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal". Na mesma decisão, suspendeu o procedimento da PGR que apurava possível interferência de Mendonça na condução das investigações da PF e determinou que nenhuma apuração envolvendo ministros do STF siga sem análise prévia da Presidência.
Edson Fachin Supremo Tribunal Federal André Mendonça Flávio Dino Andrei Rodrigues Polícia Federal Procuradoria-Geral da República
1 fonte
- Poder360 — Fachin suspende decisões de Dino e Mendonça e mantém Andrei na PF (nível 2, 09/09/2026)
Mendonça abre quinze processos do caso, mas guarda parte do material
Em 10 de setembro de 2026, atendendo a pedido de Fachin feito no mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo da Petição 15.556 e de mais catorze procedimentos: os Inquéritos 5.026 e 5.035, a Reclamação 88.121 e as Petições 15.198, 15.478, 15.504, 15.562, 15.563, 15.693, 15.976, 15.977, 15.978, 16.019 e 16.662. Manteve fechado o material que, segundo ele, possa prejudicar diligências e novos procedimentos — entre o que continuou em sigilo está o caso do filme Dark Horse, também sob sua relatoria, por não ter pertinência com o julgamento sobre Moraes. Informou ainda que enviaria cópias completas dos processos, em HDs dedicados, à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros. No dia seguinte, sob nova ordem de Fachin, esse sigilo remanescente caiu, inclusive o do Dark Horse.
André Mendonça Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro
3 fontes
- Agência Brasil — A pedido de Fachin, André Mendonça retira parte de sigilo do caso Master (nível 1, 11/09/2026)
- Poder360 — Fachin pede e Mendonça tira sigilo de processos do Master (nível 2, 10/09/2026)
- Agência Brasil — Mendonça levanta sigilo de quase 40 processos no STF (nível 1, 11/09/2026)
Zanin quer ver o celular inteiro de Vorcaro antes de julgar
Em 11 de setembro de 2026, o ministro Cristiano Zanin pediu a Fachin acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro — um iPhone sob a guarda do gabinete de Mendonça —, requerendo que todo o conteúdo da mídia examinada pela PF fosse gravado em um HD. Zanin argumentou que quer analisar não apenas os trechos aproveitados pelos investigadores no laudo, mas a mídia referenciada por inteiro, antes do julgamento de 15 de setembro.
Cristiano Zanin Edson Fachin André Mendonça Daniel Vorcaro Polícia Federal Supremo Tribunal Federal
1 fonte
- Metrópoles — Zanin pede íntegra do celular de Vorcaro antes de STF julgar caso Moraes (nível 3, 11/09/2026)
Fachin dá 24 horas a Mendonça para liberar todas as provas
Em 11 de setembro de 2026, às 15h40, Fachin acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou que Mendonça retirasse em 24 horas o sigilo de todos os documentos da Operação Compliance Zero, "ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade". Para a PGR, a divulgação apenas parcial passava a "ideia equivocada" de que a transparência estava comprometida. A ordem veio depois de Mendonça ter atendido em parte o pedido anterior, na véspera, abrindo quinze procedimentos e mantendo em sigilo outras linhas de apuração, entre elas as que envolvem Flávio Bolsonaro e o senador Jaques Wagner.
Edson Fachin André Mendonça Procuradoria-Geral da República Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Cristiano Zanin Flávio Bolsonaro Jaques Wagner
2 fontes
- Agência Brasil — Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master (nível 1, 11/09/2026)
- Poder360 — Fachin dá 24h para Mendonça liberar todas as provas do Master (nível 2, 11/09/2026)
Mendonça abre mais trinta e nove processos, entre eles o do Dark Horse
Na noite de 11 de setembro de 2026, horas depois da ordem de Fachin e do segundo ofício de Moraes, Mendonça levantou o sigilo de trinta e nove processos: dezoito que a Procuradoria-Geral da República havia pedido e outros vinte e um por iniciativa própria. Entre eles a Petição 16.369, sobre o financiamento do filme Dark Horse e o que envolve Flávio e Eduardo Bolsonaro; a Petição 15.873, sobre a atuação de Ciro Nogueira no Congresso em favor do Master; as Petições 16.210 e 16.229, sobre Jaques Wagner e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima; a petição sobre os recursos da Rioprevidência aplicados no banco, que alcança Cláudio Castro; e os Inquéritos 5.050 e 5.070. Mendonça registrou que esses processos "não têm relação com o objeto da sessão extraordinária" marcada para 15 de setembro.
André Mendonça Supremo Tribunal Federal Procuradoria-Geral da República Edson Fachin Flávio Bolsonaro Eduardo Bolsonaro Ciro Nogueira Jaques Wagner Augusto Ferreira Lima Cláudio Castro Daniel Vorcaro
2 fontes
- Agência Brasil — Mendonça levanta sigilo de quase 40 processos no STF (nível 1, 11/09/2026)
- Poder360 — Mendonça derruba sigilo de processos sobre “Dark Horse”, Ciro e Castro (nível 2, 11/09/2026)
Fachin separa os dois julgamentos: Moraes no dia 15, Mendonça no dia 23
Em 12 de setembro de 2026, Fachin negou o pedido de Moraes para que os dois casos fossem julgados na mesma sessão. Manteve para 15 de setembro a Petição 16.662, que trata do pedido de investigação sobre Moraes, e marcou 23 de setembro para a Petição 16.704, sobre a conduta de Mendonça. Escreveu que os dois processos têm "objetos definidos e podem ser analisados separadamente" e que levar a segunda ao plenário agora "importaria na submissão ao plenário de matéria" ainda em instrução preliminar. Moraes havia sustentado que a separação criava "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual" e comprometia a visão global dos fatos. A PGR tem cinco dias úteis para se manifestar sobre a admissibilidade do procedimento.
Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes André Mendonça Procuradoria-Geral da República
2 fontes
- Poder360 — Fachin nega julgar Moraes e Mendonça juntos; marca outra sessão para dia 23 (nível 2, 12/09/2026)
- Poder360 — Leia a íntegra da decisão de Fachin que separa casos de Moraes e Mendonça (nível 2, 12/09/2026)
Fachin tira o caso de Mendonça e assume a relatoria
Em 12 de setembro de 2026, Fachin assumiu a relatoria da Petição 16.662, que trata do pedido de investigação sobre Moraes, e remeteu à Presidência do STF as Petições 15.041, sobre os descontos indevidos do INSS, e 15.556, sobre o Banco Master, que ficam suspensas. Invocou o regimento interno, que atribui ao plenário processar e julgar crimes cometidos por ministros da Corte, e escreveu considerar "a possibilidade de o resultado da deliberação da PET 16.662 ensejar a aplicação do art. 144, IV, do Código de Processo Civil" — ou seja, de o julgamento de 15 de setembro gerar impedimentos para outros magistrados. A medida veio depois da decisão de 9 de setembro em que ele já determinara que nenhuma apuração envolvendo ministros seguisse sem passar pela Presidência. Segundo o Poder360, a troca se deu por acordo entre Fachin e Mendonça, e a relatoria dos casos Master e INSS não foi retirada do colega.
Edson Fachin André Mendonça Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro Banco Master
2 fontes
- Agência Brasil — Presidente do STF assume relatoria do processo sobre Moraes e Vorcaro (nível 1, 12/09/2026)
- Poder360 — Fachin assume caso Moraes-Vorcaro e suspende investigação INSS e Master (nível 2, 12/09/2026)
Fachin dá 24 horas para a PF explicar onde está o celular de Vorcaro
Na noite de 12 de setembro de 2026, Fachin deu 24 horas para a Polícia Federal informar sobre a custódia do material extraído do celular de Vorcaro. A ordem respondeu a pedidos de Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que queriam cópia integral da mídia, e à recusa de Mendonça em liberar o acesso, alegando que a cópia sob sua guarda estava lacrada e inacessível. A PGR sustentava que a restrição prejudicava a paridade entre os integrantes da Corte antes da sessão de 15 de setembro.
Edson Fachin Polícia Federal Daniel Vorcaro André Mendonça Alexandre de Moraes Cristiano Zanin Gilmar Mendes Procuradoria-Geral da República Supremo Tribunal Federal
1 fonte
- Agência Brasil — Fachin dá 24 horas para PF enviar informações sobre celular de Vorcaro (nível 1, 12/09/2026)
PF diz que tem o celular com lacres íntegros e pode copiar para todos
Em 13 de setembro de 2026, a Polícia Federal respondeu a Fachin que está de posse do aparelho de Vorcaro e do material original extraído dele, "com lacres íntegros e com os mecanismos de verificação de integridade digital", e que tem "plenas condições técnicas" de encaminhar cópia idêntica dos dados a todos os ministros que pedirem. Moraes e Zanin já haviam manifestado interesse em receber a íntegra.
Polícia Federal Edson Fachin Daniel Vorcaro Alexandre de Moraes Cristiano Zanin Supremo Tribunal Federal
1 fonte
- Agência Brasil — PF está com celular de Vorcaro e afirma poder enviar dados a ministros (nível 1, 13/09/2026)
Gonet vai à sessão sustentar que a investigação é nula
Em 13 de setembro de 2026, soube-se que Gonet participaria da sessão de 15 de setembro para sustentar a anulação da investigação sobre Moraes, por duas razões: Mendonça teria determinado diligências contra pessoas específicas sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da Polícia Federal, e uma investigação contra ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário e deveria ser encaminhada à Presidência do tribunal. Citado no mesmo relatório da PF que originou o caso, Gonet optou por recorrer aos canais internos do Ministério Público Federal para esclarecer a menção, em vez de se afastar do julgamento.
Paulo Gonet Procuradoria-Geral da República Alexandre de Moraes André Mendonça Polícia Federal Supremo Tribunal Federal
1 fonte
- Poder360 — Gonet irá a julgamento sobre Moraes e defenderá anular investigação (nível 2, 13/09/2026)
PGR apoia abrir o processo dos pagamentos e diz que nem sabia que ele existia
Em 14 de setembro de 2026, a Procuradoria-Geral da República apresentou parecer defendendo a retirada do sigilo do processo sobre a rede de pagamentos de Vorcaro, atendendo a consulta feita por Fachin depois do ofício de Moraes. O vice-procurador-geral Hidenburgo Chateaubriand Filho escreveu que o sigilo deve cair para que se "possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve". A PGR informou ainda que desconhecia a existência desse processo, porque ele não aparecia "visível à PGR no sistema do STF". Até então, o STF havia levantado o sigilo de 53 linhas de investigação da Operação Compliance Zero; o julgamento de 15 de setembro trata de 52 mensagens atribuídas a Vorcaro e enviadas ao ministro entre 2023 e novembro de 2025.
Procuradoria-Geral da República Edson Fachin Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro Supremo Tribunal Federal
1 fonte
- Agência Brasil — PGR defende quebra de sigilo de processo sobre pagamentos de Vorcaro (nível 1, 14/09/2026)
Dois ministros saem do julgamento antes de ele começar
Na abertura da sessão de 15 de setembro de 2026, Kássio Nunes Marques declarou-se impedido, alegando que o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral impediria que ele proferisse um voto que pudesse ter impacto sobre a corrida presidencial. Dias Toffoli declarou-se suspeito por foro íntimo, retomando a suspeição que já havia declarado em abril: "me senti na obrigação também de preservar a Corte, de manifestar a minha suspeição por motivo de foro íntimo".
Kássio Nunes Marques Dias Toffoli Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes
2 fontes
O plenário racha 4 a 3 sobre juntar os dois casos
Gilmar Mendes apresentou questão de ordem propondo adiar a sessão para 23 de setembro, julgar reunidos os casos de Moraes e de Mendonça e sortear novo relator. Votaram contra a proposta Edson Fachin, Luiz Fux, André Mendonça e Cármen Lúcia; a favor, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin — 4 a 3 pela manutenção dos julgamentos separados. O debate foi áspero: Gilmar disse que "é evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como os temas foram conduzidos"; Moraes afirmou que o relatório de Mendonça é "farsa motivado por vingança"; Cármen Lúcia observou que "o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo e nós geramos intranquilidade". A sessão foi encerrada às 18h38.
Gilmar Mendes Edson Fachin Luiz Fux André Mendonça Cármen Lúcia Alexandre de Moraes Cristiano Zanin Supremo Tribunal Federal
2 fontes
Dino pede vista e o mérito fica para depois da eleição
Flávio Dino pediu vista e interrompeu a sessão, retirando o voto que havia adiantado. Segundo a CNN Brasil, o pedido foi feito em protesto à condução dos trabalhos por Fachin. O regimento lhe dá até 90 dias para devolver o caso ao plenário, prazo que ultrapassa o calendário eleitoral — o primeiro turno estava a menos de três semanas. Com isso, o plenário não chegou a tratar do mérito: os ministros não discutiram as mensagens atribuídas a Vorcaro e a Moraes, nem decidiram se a investigação seria aberta. A discussão suspensa era a da Petição 16.662.
Flávio Dino Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro
2 fontes
Gilmar acusa Mendonça de usar o caso para interferir na eleição
Na sessão de 15 de setembro de 2026, Gilmar Mendes acusou André Mendonça de conduzir o caso com objetivo eleitoral, a menos de três semanas do primeiro turno: "com todas as vênias e toda sinceridade, presidente, é evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido", e completou que "isso não se faz, pessoas decentes não fazem isso". Criticou o momento da divulgação do relatório, que coincidiu com as manifestações de 7 de setembro, chamando-o de "um pixuleco, de um boneco eleitoral".
Gilmar Mendes André Mendonça Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes
Resposta do citado Mendonça respondeu na própria sessão: "não aponte o dedo para mim", e classificou de leviana a suspeita sobre seu envolvimento político. Agência Brasil — Gilmar acusa Mendonça de usar caso Master para interferir em eleição (nível 1, 15/09/2026)
1 fonte
- Agência Brasil — Gilmar acusa Mendonça de usar caso Master para interferir em eleição (nível 1, 15/09/2026)
Cai também o julgamento de Mendonça, sem nova data
Em 17 de setembro de 2026, Fachin cancelou a sessão de 23 de setembro que julgaria o pedido para investigar Mendonça por abuso de autoridade. Escreveu que, "considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abarcando questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada". Como a questão de ordem está suspensa pelo pedido de vista de Dino, o segundo julgamento ficou travado junto com o primeiro. Não há nova data.
Edson Fachin André Mendonça Alexandre de Moraes Flávio Dino Supremo Tribunal Federal
1 fonte
- Poder360 — Fachin cancela julgamento sobre pedido para investigar Mendonça (nível 2, 17/09/2026)
Sem relator definido, a delação de Vorcaro congela
Reportagem de 21 de setembro de 2026 descreve as tratativas de delação de Vorcaro paradas em meio à crise. Fachin determinou que o inquérito do Master fosse remetido a ele e ficasse "paralisado" até segunda ordem; Mendonça segue relator nominal, mas não pode autorizar diligências nem homologar acordo de colaboração. Duas propostas anteriores da defesa já haviam sido recusadas. A Polícia Federal marcou para 30 de setembro novos depoimentos de Daniel Vorcaro e do pai, Henrique Moura Vorcaro — o primeiro depoimento formal do pai —, para encerrar a sexta fase da investigação.
Daniel Vorcaro Henrique Vorcaro Polícia Federal Edson Fachin André Mendonça Supremo Tribunal Federal Procuradoria-Geral da República
1 fonte
- CNN Brasil — Delação de Vorcaro fica em “banho-maria” em meio à crise do STF (nível 2, 21/09/2026)
Com o caso parado, cinco presos cobram revisão das prisões
Reportagem de 23 de setembro de 2026 mostra que as defesas de cinco investigados presos passaram a cobrar a revisão das prisões diante da paralisia no STF, citando "a demora na análise dos recursos e a indefinição sobre a condução dos processos" depois da suspensão determinada por Fachin. São eles Daniel Vorcaro, preso havia mais de seis meses e com o prazo de 90 dias para revisão periódica da custódia vencido no fim de agosto; o pai, Henrique Moura Vorcaro, que pediu prisão domiciliar por razões de saúde; o primo, Felipe Cançado Vorcaro, com pedido de revogação sem análise desde junho e revisão periódica vencida em 14 de setembro; o cunhado Fabiano Zettel, com pedidos pendentes de substituição por prisão domiciliar; e o advogado Daniel Lopes Monteiro, cujo recurso contra a prisão aguardava análise havia quatro meses.
Daniel Vorcaro Henrique Vorcaro Felipe Cançado Vorcaro Fabiano Zettel Daniel Lopes Monteiro Edson Fachin Supremo Tribunal Federal
1 fonte
- CNN Brasil — Crise no STF leva cinco presos do caso Master a cobrar revisão de prisões (nível 2, 23/09/2026)
Por 5 a 4, o Conselho do MPF decide não investigar Gonet
Em 25 de setembro de 2026, o Conselho Superior do Ministério Público Federal arquivou por 5 votos a 4 o pedido para investigar criminalmente Paulo Gonet, e rejeitou por unanimidade o afastamento dele das investigações do caso Master. Votaram pelo arquivamento o relator Francisco Sanseverino, Celso de Albuquerque Silva, Alexandre Camanho, Hindemburgo Chateaubriand e Nicolao Dino; pela apuração, Janice Ascari, Samantha Chantal Dobrowolski, José Adônis e Ana Borges Santos. Sanseverino sustentou que "não houve nenhum contato direto, nem indireto dele, solicitação direta ou indireta de vantagem". Na divergência, Dobrowolski disse que "ninguém pode ser juiz de si mesmo" e defendeu designar um membro do MPF para apurar possível prevaricação, argumentando que o procurador-geral deveria ter tido mais cuidado ao se manifestar sobre a nulidade de uma investigação que o citava. O pedido partira de deputados do Novo, depois de Gonet aparecer em mensagens do celular de Vorcaro e numa fotografia, publicada pelo O Globo, ao lado do banqueiro num evento jurídico em Londres em abril de 2024.
Paulo Gonet Ministério Público Federal Partido Novo Daniel Vorcaro Procuradoria-Geral da República
3 fontes
- Poder360 — Conselho do MPF rejeita abrir investigação contra Gonet (nível 2, 25/09/2026)
- Agência Brasil — Conselho do MPF forma maioria para manter Gonet no caso Master (nível 1, 25/09/2026)
- Poder360 — Conselheira do MPF diz que Gonet deveria ter se afastado do Master (nível 2, 25/09/2026)
Fachin pede à PF a lista de todos os ministros citados por Vorcaro
Em 2 de outubro de 2026, Fachin marcou para 13 de outubro uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre as investigações do Banco Master. Segundo a Agência Brasil, a PF deve apresentar uma lista com os nomes de todos os ministros do STF citados em conversas com Vorcaro. A movimentação veio depois de integrantes da própria Corte cobrarem que as menções a todos os ministros fossem avaliadas, e não apenas as que envolvem Moraes. Em ofício, Fachin escreveu que os fatos devem ser esclarecidos "sem qualquer exceção de fato ou de pessoa", que "deve ser observado o devido processo legal, em observância às normas constitucionais", e disse confiar que a PF e o Ministério Público atuarão "com independência e responsabilidade".
Edson Fachin Andrei Rodrigues Polícia Federal Supremo Tribunal Federal Daniel Vorcaro Alexandre de Moraes
1 fonte
- Agência Brasil — Fachin e Andrei se reunirão para tratar de Vorcaro e ministros do STF (nível 1, 02/10/2026)
Moraes recebe o diretor-geral da PF no Supremo, sem pauta divulgada
Em 6 de outubro de 2026, Alexandre de Moraes, vice-presidente do STF, recebeu na sede do tribunal o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o diretor de Inteligência Leandro Almada da Costa e o delegado Dennis Cali, da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção. Segundo o Poder360, a pauta do encontro não foi divulgada e ele não foi registrado na agenda oficial do ministro. Moraes é o magistrado apontado no relatório da PF como destinatário de 52 mensagens de Vorcaro, e Andrei e Almada chegaram a ser afastados por um dia em setembro, sob suspeita de investigar ministros sem autorização, antes de serem reintegrados.
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- Poder360 — Moraes recebe Andrei e outros chefes da PF no Supremo (nível 2, 07/10/2026)
Registrado em 08/09/2026 · atualizado em 08/10/2026