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Caso Master

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Judiciário · pessoa

Edson Fachin

Ministro e presidente do STF.

Afirmações 28

Ninguém citado neste site foi condenado criminalmente até agora.

Fato Toffoli pede para deixar a relatoria do caso

Em 12 de fevereiro de 2026, após reunião de dez ministros convocada por Fachin para dar ciência do relatório da PF, Toffoli pediu para deixar a relatoria do caso; nota assinada pelos ministros afirmou que ele "atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR" e que não havia motivo para suspeição ou impedimento.

Dias Toffoli Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Polícia Federal

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Casos: A PF pede a suspeição de Toffoli

Decisão Fachin arquiva o pedido de suspeição de Toffoli

Em 21 de fevereiro de 2026, Fachin arquivou o pedido de suspeição de Toffoli, prejudicado pela troca de relator; Toffoli não foi declarado suspeito e, em princípio, pode participar de julgamentos ligados ao caso.

Edson Fachin Dias Toffoli Supremo Tribunal Federal Polícia Federal

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Casos: A PF pede a suspeição de Toffoli

Fato Deputados da base cobram que o sigilo do Dark Horse caia também

Em 2 de setembro de 2026, dezessete deputados das federações Brasil da Esperança e PSOL-Rede peticionaram a Fachin pedindo que o plenário do STF decida pelo fim do sigilo das investigações sobre o filme Dark Horse, que apuram repasses de Vorcaro à produção. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, argumentou com "isonomia e transparência": se as conversas de Moraes com Vorcaro vieram a público, as que envolvem o senador Flávio Bolsonaro também deveriam vir. "Eu não vi nenhum deles vir aqui pedir até agora [para] levantar o sigilo do André Mendonça", disse, lembrando que Flávio é "o único denunciado que é candidato a presidente". A petição também pediu notificação da PGR para apurar os encontros de Mendonça com Vorcaro.

Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Flávio Bolsonaro André Mendonça Daniel Vorcaro Procuradoria-Geral da República Câmara dos Deputados

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Casos: Dark Horse: Vorcaro teria financiado filme sobre Bolsonaro a pedido de Flávio

Decisão Moraes pede que Mendonça seja investigado

Em 3 de setembro de 2026, no inquérito das fake news, Moraes pediu a Fachin providências contra Mendonça por "fortes indícios" de improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade, acusando-o de direcionar investigações contra ministros (Moraes, Gilmar Mendes, Toffoli, Fux e Nunes Marques), de conduzir irregularmente negociações de delação, de tentar atingir Davi Alcolumbre por meio de Antonio Rueda e de ter retirado o sigilo do caso Vorcaro para desviar atenção; baseou-se em relatórios de inteligência da PF sobre Mendonça.

Alexandre de Moraes André Mendonça Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Polícia Federal

Resposta do citado Mendonça não respondeu ao Poder360. Em decisão de 8 de setembro, chamou o documento divulgado por Moraes de "apócrifo, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico". Agência Brasil — Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (nível 1, 08/09/2026)
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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Decisão Fachin dá cinco dias a Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei

Em 3 de setembro de 2026, Fachin determinou que Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei Rodrigues prestem informações em cinco dias úteis, até 11 de setembro, abriu procedimento próprio sobre a investigação do caso Master e, no dia seguinte, retirou do inquérito das fake news o pedido contra Mendonça, incluindo-o nesse procedimento; anunciou sessão do plenário para a semana seguinte, com transmissão pela TV Justiça.

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Fachin põe o fim do inquérito das fake news entre as prioridades

Em 4 de setembro de 2026, em evento no Palácio do Planalto, Fachin colocou o encerramento do inquérito das fake news entre suas três prioridades e disse que a resposta à crise será "firme, proporcional e rigorosa", sem "precipitação, tampouco omissão".

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Fachin chama os ex-presidentes da Corte para conter a crise

Em 8 de setembro de 2026, Fachin manifestou a intenção de reunir reservadamente os quatro ministros que já presidiram o STF e continuam na Corte — Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux — para tratar da crise aberta pela divulgação das mensagens enviadas por Vorcaro ao contato atribuído a Moraes. Fachin havia dito que a resposta da Corte seria "firme, proporcional e rigorosa".

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Fachin marca para 15 de setembro a sessão que decide o futuro de Moraes

Em 9 de setembro de 2026, Fachin convocou sessão extraordinária do plenário para terça-feira, 15 de setembro, às 10h. O plenário deve decidir três pontos: se foi regular a ordem de Mendonça que levou ao aprofundamento da análise dos dados do celular de Vorcaro, se o material produzido pela PF a partir dessa medida pode ser usado, e o que fazer com o pedido da PGR de anulação do procedimento. Da resposta a esses pontos depende o destino dos elementos que envolvem Moraes.

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Fachin derruba as decisões dos dois lados e mantém Andrei no cargo

Em 9 de setembro de 2026, horas depois de Dino reverter o afastamento decidido por Mendonça, Fachin suspendeu as duas decisões e manteve Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal, acolhendo recurso da Advocacia-Geral da União. Escreveu que "é grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal". Na mesma decisão, suspendeu o procedimento da PGR que apurava possível interferência de Mendonça na condução das investigações da PF e determinou que nenhuma apuração envolvendo ministros do STF siga sem análise prévia da Presidência.

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Mendonça abre quinze processos do caso, mas guarda parte do material

Em 10 de setembro de 2026, atendendo a pedido de Fachin feito no mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo da Petição 15.556 e de mais catorze procedimentos: os Inquéritos 5.026 e 5.035, a Reclamação 88.121 e as Petições 15.198, 15.478, 15.504, 15.562, 15.563, 15.693, 15.976, 15.977, 15.978, 16.019 e 16.662. Manteve fechado o material que, segundo ele, possa prejudicar diligências e novos procedimentos — entre o que continuou em sigilo está o caso do filme Dark Horse, também sob sua relatoria, por não ter pertinência com o julgamento sobre Moraes. Informou ainda que enviaria cópias completas dos processos, em HDs dedicados, à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros. No dia seguinte, sob nova ordem de Fachin, esse sigilo remanescente caiu, inclusive o do Dark Horse.

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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro, A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Moraes acusa Mendonça de liberar o caso pela metade e cobra os 180 documentos que faltam

Em 11 de setembro de 2026, Moraes enviou ofício a Fachin apontando "escolha seletiva" na retirada do sigilo feita por Mendonça. Segundo levantamento anexado ao ofício, 4.334 dos 4.514 documentos foram liberados e 180 continuaram fora do alcance dos demais ministros, entre eles peças sobre os recursos atribuídos a Vorcaro no filme Dark Horse e sobre a relação entre o senador Jaques Wagner e o ex-sócio do Master Augusto Ferreira Lima. Moraes pediu a retirada "imediata de todo e qualquer sigilo, sem exceção" dos procedimentos ligados à PET 15.556, a intimação de todos os magistrados citados na investigação e que seu pedido de investigação contra Mendonça entre na pauta de 15 de setembro.

Alexandre de Moraes Edson Fachin André Mendonça Supremo Tribunal Federal Daniel Vorcaro Jaques Wagner Augusto Ferreira Lima

Resposta do citado Na noite do mesmo 11 de setembro, em despacho respondendo ao ofício, Mendonça afirmou ter disponibilizado integralmente os procedimentos que vão a julgamento e disse que o sigilo que restou decorre de "análise prudente e responsável, considerando a existência de investigações em andamento e a necessidade de zelar pela preservação de dados pessoais das pessoas investigadas" — citando como exemplo "dados bancários e fiscais de inúmeras pessoas físicas e jurídicas" e sustentando que "jamais se poderia publicizar a 'totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556'". Sobre a diferença nos números apontada por Moraes, escreveu que "Sua Excelência não atentou para o fato de haver múltiplas razões pelas quais os números apresentados, de fato, não sejam idênticos". Agência Brasil — Mendonça diz ter divulgado todo conteúdo disponível no caso Master (nível 1, 11/09/2026)
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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Fato Zanin quer ver o celular inteiro de Vorcaro antes de julgar

Em 11 de setembro de 2026, o ministro Cristiano Zanin pediu a Fachin acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro — um iPhone sob a guarda do gabinete de Mendonça —, requerendo que todo o conteúdo da mídia examinada pela PF fosse gravado em um HD. Zanin argumentou que quer analisar não apenas os trechos aproveitados pelos investigadores no laudo, mas a mídia referenciada por inteiro, antes do julgamento de 15 de setembro.

Cristiano Zanin Edson Fachin André Mendonça Daniel Vorcaro Polícia Federal Supremo Tribunal Federal

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Fachin dá 24 horas a Mendonça para liberar todas as provas

Em 11 de setembro de 2026, às 15h40, Fachin acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou que Mendonça retirasse em 24 horas o sigilo de todos os documentos da Operação Compliance Zero, "ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade". Para a PGR, a divulgação apenas parcial passava a "ideia equivocada" de que a transparência estava comprometida. A ordem veio depois de Mendonça ter atendido em parte o pedido anterior, na véspera, abrindo quinze procedimentos e mantendo em sigilo outras linhas de apuração, entre elas as que envolvem Flávio Bolsonaro e o senador Jaques Wagner.

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Alegação por Alexandre de Moraes Moraes acusa Mendonça de dirigir o sigilo para proteger um grupo político

Em novo ofício a Fachin, na noite de 11 de setembro de 2026, Moraes afirmou que Mendonça faria um levantamento "seletivo e direcionado" do sigilo no caso Master, com o efeito de proteger "determinado grupo político". Anexou telas do sistema do STF que apontariam "a existência de documentos sigilosos e não visíveis" nos procedimentos, e escreveu que "não é o que consta dos autos". Sustentou que o colegiado seguia sem acesso a dezoito petições e cento e oitenta documentos, e contestou que caiba ao relator escolher quais peças ficam disponíveis aos demais ministros.

Alexandre de Moraes André Mendonça Edson Fachin Supremo Tribunal Federal

Resposta do citado Mendonça negou ter feito retirada seletiva do sigilo. Argumentou que a diferença no número de peças exibido pelo sistema não significa ocultação de documentos e afirmou que "todo o material necessário ao julgamento já foi disponibilizado". Horas depois, levantou o sigilo de trinta e nove processos. CNN Brasil — Moraes diz que Mendonça direciona sigilo para proteger grupo político (nível 2, 11/09/2026)
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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Decisão Mendonça abre mais trinta e nove processos, entre eles o do Dark Horse

Na noite de 11 de setembro de 2026, horas depois da ordem de Fachin e do segundo ofício de Moraes, Mendonça levantou o sigilo de trinta e nove processos: dezoito que a Procuradoria-Geral da República havia pedido e outros vinte e um por iniciativa própria. Entre eles a Petição 16.369, sobre o financiamento do filme Dark Horse e o que envolve Flávio e Eduardo Bolsonaro; a Petição 15.873, sobre a atuação de Ciro Nogueira no Congresso em favor do Master; as Petições 16.210 e 16.229, sobre Jaques Wagner e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima; a petição sobre os recursos da Rioprevidência aplicados no banco, que alcança Cláudio Castro; e os Inquéritos 5.050 e 5.070. Mendonça registrou que esses processos "não têm relação com o objeto da sessão extraordinária" marcada para 15 de setembro.

André Mendonça Supremo Tribunal Federal Procuradoria-Geral da República Edson Fachin Flávio Bolsonaro Eduardo Bolsonaro Ciro Nogueira Jaques Wagner Augusto Ferreira Lima Cláudio Castro Daniel Vorcaro

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Casos: Dark Horse: Vorcaro teria financiado filme sobre Bolsonaro a pedido de Flávio, Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro, A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Fachin separa os dois julgamentos: Moraes no dia 15, Mendonça no dia 23

Em 12 de setembro de 2026, Fachin negou o pedido de Moraes para que os dois casos fossem julgados na mesma sessão. Manteve para 15 de setembro a Petição 16.662, que trata do pedido de investigação sobre Moraes, e marcou 23 de setembro para a Petição 16.704, sobre a conduta de Mendonça. Escreveu que os dois processos têm "objetos definidos e podem ser analisados separadamente" e que levar a segunda ao plenário agora "importaria na submissão ao plenário de matéria" ainda em instrução preliminar. Moraes havia sustentado que a separação criava "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual" e comprometia a visão global dos fatos. A PGR tem cinco dias úteis para se manifestar sobre a admissibilidade do procedimento.

Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes André Mendonça Procuradoria-Geral da República

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Decisão Fachin tira o caso de Mendonça e assume a relatoria

Em 12 de setembro de 2026, Fachin assumiu a relatoria da Petição 16.662, que trata do pedido de investigação sobre Moraes, e remeteu à Presidência do STF as Petições 15.041, sobre os descontos indevidos do INSS, e 15.556, sobre o Banco Master, que ficam suspensas. Invocou o regimento interno, que atribui ao plenário processar e julgar crimes cometidos por ministros da Corte, e escreveu considerar "a possibilidade de o resultado da deliberação da PET 16.662 ensejar a aplicação do art. 144, IV, do Código de Processo Civil" — ou seja, de o julgamento de 15 de setembro gerar impedimentos para outros magistrados. A medida veio depois da decisão de 9 de setembro em que ele já determinara que nenhuma apuração envolvendo ministros seguisse sem passar pela Presidência. Segundo o Poder360, a troca se deu por acordo entre Fachin e Mendonça, e a relatoria dos casos Master e INSS não foi retirada do colega.

Edson Fachin André Mendonça Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro Banco Master

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Fachin dá 24 horas para a PF explicar onde está o celular de Vorcaro

Na noite de 12 de setembro de 2026, Fachin deu 24 horas para a Polícia Federal informar sobre a custódia do material extraído do celular de Vorcaro. A ordem respondeu a pedidos de Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que queriam cópia integral da mídia, e à recusa de Mendonça em liberar o acesso, alegando que a cópia sob sua guarda estava lacrada e inacessível. A PGR sustentava que a restrição prejudicava a paridade entre os integrantes da Corte antes da sessão de 15 de setembro.

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato PF diz que tem o celular com lacres íntegros e pode copiar para todos

Em 13 de setembro de 2026, a Polícia Federal respondeu a Fachin que está de posse do aparelho de Vorcaro e do material original extraído dele, "com lacres íntegros e com os mecanismos de verificação de integridade digital", e que tem "plenas condições técnicas" de encaminhar cópia idêntica dos dados a todos os ministros que pedirem. Moraes e Zanin já haviam manifestado interesse em receber a íntegra.

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Moraes cobra mais um processo antes do julgamento

Em 13 de setembro de 2026, véspera da semana do julgamento, Moraes pediu a Fachin a retirada do sigilo da Petição 15.645, sob relatoria de Mendonça, dizendo que ela contém "elementos essenciais" para o exame da Petição 16.662, marcado para o dia 15. Pediu também que os autos fossem liberados a todos os integrantes do colegiado antes da análise. Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse "com brevidade" sobre o pedido.

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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Fato PGR apoia abrir o processo dos pagamentos e diz que nem sabia que ele existia

Em 14 de setembro de 2026, a Procuradoria-Geral da República apresentou parecer defendendo a retirada do sigilo do processo sobre a rede de pagamentos de Vorcaro, atendendo a consulta feita por Fachin depois do ofício de Moraes. O vice-procurador-geral Hidenburgo Chateaubriand Filho escreveu que o sigilo deve cair para que se "possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve". A PGR informou ainda que desconhecia a existência desse processo, porque ele não aparecia "visível à PGR no sistema do STF". Até então, o STF havia levantado o sigilo de 53 linhas de investigação da Operação Compliance Zero; o julgamento de 15 de setembro trata de 52 mensagens atribuídas a Vorcaro e enviadas ao ministro entre 2023 e novembro de 2025.

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Fato O plenário racha 4 a 3 sobre juntar os dois casos

Gilmar Mendes apresentou questão de ordem propondo adiar a sessão para 23 de setembro, julgar reunidos os casos de Moraes e de Mendonça e sortear novo relator. Votaram contra a proposta Edson Fachin, Luiz Fux, André Mendonça e Cármen Lúcia; a favor, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin — 4 a 3 pela manutenção dos julgamentos separados. O debate foi áspero: Gilmar disse que "é evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como os temas foram conduzidos"; Moraes afirmou que o relatório de Mendonça é "farsa motivado por vingança"; Cármen Lúcia observou que "o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo e nós geramos intranquilidade". A sessão foi encerrada às 18h38.

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Decisão Dino pede vista e o mérito fica para depois da eleição

Flávio Dino pediu vista e interrompeu a sessão, retirando o voto que havia adiantado. Segundo a CNN Brasil, o pedido foi feito em protesto à condução dos trabalhos por Fachin. O regimento lhe dá até 90 dias para devolver o caso ao plenário, prazo que ultrapassa o calendário eleitoral — o primeiro turno estava a menos de três semanas. Com isso, o plenário não chegou a tratar do mérito: os ministros não discutiram as mensagens atribuídas a Vorcaro e a Moraes, nem decidiram se a investigação seria aberta. A discussão suspensa era a da Petição 16.662.

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Decisão Cai também o julgamento de Mendonça, sem nova data

Em 17 de setembro de 2026, Fachin cancelou a sessão de 23 de setembro que julgaria o pedido para investigar Mendonça por abuso de autoridade. Escreveu que, "considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abarcando questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada". Como a questão de ordem está suspensa pelo pedido de vista de Dino, o segundo julgamento ficou travado junto com o primeiro. Não há nova data.

Edson Fachin André Mendonça Alexandre de Moraes Flávio Dino Supremo Tribunal Federal

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Fato Sem relator definido, a delação de Vorcaro congela

Reportagem de 21 de setembro de 2026 descreve as tratativas de delação de Vorcaro paradas em meio à crise. Fachin determinou que o inquérito do Master fosse remetido a ele e ficasse "paralisado" até segunda ordem; Mendonça segue relator nominal, mas não pode autorizar diligências nem homologar acordo de colaboração. Duas propostas anteriores da defesa já haviam sido recusadas. A Polícia Federal marcou para 30 de setembro novos depoimentos de Daniel Vorcaro e do pai, Henrique Moura Vorcaro — o primeiro depoimento formal do pai —, para encerrar a sexta fase da investigação.

Daniel Vorcaro Henrique Vorcaro Polícia Federal Edson Fachin André Mendonça Supremo Tribunal Federal Procuradoria-Geral da República

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Fato Mendonça pede que o caso contra ele seja arquivado e que Moraes seja apurado

Em 22 de setembro de 2026, Mendonça respondeu a Fachin pedindo o arquivamento da investigação contra si e, além disso, que sejam apurados crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa por parte de Moraes; que se investigue a origem e a elaboração dos relatórios de inteligência usados contra ele; que esses documentos sejam declarados ilícitos; que se proíba a produção de novos relatórios semelhantes; e que ele tenha acesso à íntegra do inquérito das fake news. Escreveu que os "relatórios apócrifos" juntados ao Inquérito 4.781 "se afigura, em verdade, como um dossiê confeccionado com desvio de finalidade para ser utilizado como peça de intimidação", e classificou o uso do material como "manobra absurda" e "evidente desvio de finalidade" para o qual a Polícia Federal não deveria ser instrumentalizada.

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Fato Com o caso parado, cinco presos cobram revisão das prisões

Reportagem de 23 de setembro de 2026 mostra que as defesas de cinco investigados presos passaram a cobrar a revisão das prisões diante da paralisia no STF, citando "a demora na análise dos recursos e a indefinição sobre a condução dos processos" depois da suspensão determinada por Fachin. São eles Daniel Vorcaro, preso havia mais de seis meses e com o prazo de 90 dias para revisão periódica da custódia vencido no fim de agosto; o pai, Henrique Moura Vorcaro, que pediu prisão domiciliar por razões de saúde; o primo, Felipe Cançado Vorcaro, com pedido de revogação sem análise desde junho e revisão periódica vencida em 14 de setembro; o cunhado Fabiano Zettel, com pedidos pendentes de substituição por prisão domiciliar; e o advogado Daniel Lopes Monteiro, cujo recurso contra a prisão aguardava análise havia quatro meses.

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Decisão Fachin pede à PF a lista de todos os ministros citados por Vorcaro

Em 2 de outubro de 2026, Fachin marcou para 13 de outubro uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre as investigações do Banco Master. Segundo a Agência Brasil, a PF deve apresentar uma lista com os nomes de todos os ministros do STF citados em conversas com Vorcaro. A movimentação veio depois de integrantes da própria Corte cobrarem que as menções a todos os ministros fossem avaliadas, e não apenas as que envolvem Moraes. Em ofício, Fachin escreveu que os fatos devem ser esclarecidos "sem qualquer exceção de fato ou de pessoa", que "deve ser observado o devido processo legal, em observância às normas constitucionais", e disse confiar que a PF e o Ministério Público atuarão "com independência e responsabilidade".

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