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Caso Master

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Instituições privadas

BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Em março de 2025, o banco público do Distrito Federal anuncia a compra do controle do Banco Master. O Cade e a Câmara Legislativa aprovam, mas em setembro o Banco Central veta a operação, apontando risco excessivo nos ativos do Master. A Polícia Federal passa a investigar carteiras de crédito de R$ 12,2 bilhões vendidas pelo Master ao BRB e, em abril de 2026, prende o ex-presidente do banco, acusado de receber imóveis de luxo como vantagem. Em setembro de 2026, Fux deu 15 dias para que União, Banco Central e FGC expliquem por que o empréstimo que cobriria R$ 6,6 bilhões de prejuízo do BRB, homologado em maio, seguia sem execução.

Afirmações 10

Ninguém citado neste site foi condenado criminalmente até agora.

Fato BRB aprova a compra de 58% do capital do Master

Em 28 de março de 2025, o conselho de administração do BRB aprovou e comunicou ao mercado a compra de 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Banco Master, 58% do capital, por valor equivalente a 75% do patrimônio líquido do Master; pelo acordo, Vorcaro ficaria fora da gestão do novo grupo.

Banco de Brasília (BRB) Banco Master Daniel Vorcaro

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Fato Cade e Câmara Legislativa do DF aprovam a operação

O Cade aprovou a operação entre BRB e Master em 17 de junho de 2025, e a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em agosto de 2025, o projeto de lei que autorizava o negócio, sancionado pelo governador em 20 de agosto.

Banco de Brasília (BRB) Banco Master

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Decisão Banco Central veta a compra do Master pelo BRB

Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central indeferiu o pedido de aquisição do Banco Master pelo BRB, protocolado em 28 de março; segundo o BRB, em fato relevante, o regulador apontou riscos excessivos nos ativos do Master, incompatíveis com o perfil do banco público e de seus correntistas.

Banco Central do Brasil Banco de Brasília (BRB) Banco Master

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Alegação por Polícia Federal PF aponta venda de carteiras “insubsistentes” ao BRB

Segundo a Polícia Federal, o Master teria vendido ao BRB carteiras de crédito "insubsistentes" e, após fiscalização do Banco Central, as teria substituído por outros ativos sem avaliação técnica adequada; as operações investigadas somariam R$ 12,2 bilhões.

Banco Master Banco de Brasília (BRB) Polícia Federal Banco Central do Brasil Daniel Vorcaro

Resposta do citado Na acareação de 30 de dezembro de 2025, Vorcaro afirmou que o BRB teria sido informado de que os créditos vinham de uma terceira empresa, a Tirreno; o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa disse acreditar que a origem era o próprio Master. CNN Brasil — Caso Master: veja íntegra da acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB (nível 2)
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Fato Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem em acareação na PF

Em 30 de dezembro de 2025, Vorcaro e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foram acareados perante a Polícia Federal e se contradisseram sobre a origem dos créditos comprados do Master: Vorcaro disse que o BRB fora informado de que vinham de uma terceira empresa, a Tirreno, e Paulo Henrique afirmou ter entendido que as carteiras eram originadas pelo próprio Master. Toffoli retirou o sigilo dos depoimentos em 29 de janeiro de 2026.

Daniel Vorcaro Paulo Henrique Costa Dias Toffoli Supremo Tribunal Federal Banco Central do Brasil Polícia Federal

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Alegação por Polícia Federal PF aponta Nelson Tanure como possível sócio oculto

A PF apontou o empresário Nelson Tanure como possível "sócio oculto" do Master e investiga se seria "destinatário final" de recursos suspeitos movimentados pela rede de Vorcaro; seu celular foi apreendido em janeiro de 2026, e mensagens mostrariam agradecimento por um relógio de luxo avaliado em até R$ 1 milhão enviado pelo banqueiro.

Nelson Tanure Daniel Vorcaro Banco Master Polícia Federal Banco de Brasília (BRB)

Resposta do citado Tanure diz que suas relações com o Master foram "estritamente comerciais", como cliente ou aplicador, sem "ingerência de gestão ou conhecimento das outras operações internas dessas instituições"; nega ter ações do Master ou cotas em fundos que compraram ações do BRB. Poder360 — Quem é Nelson Tanure, citado pela PF em caso do Banco Master (nível 2, 06/03/2026)
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Decisão Justiça do DF bloqueia participações de investigados

Em 26 de fevereiro de 2026, a 13ª Vara Cível do Distrito Federal determinou o bloqueio e arresto de participações societárias de investigados na Operação Compliance Zero, avaliadas em R$ 376,4 milhões, para ressarcir prejuízos causados ao BRB.

Banco de Brasília (BRB) Banco Master

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Fato PF prende o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa

Na quarta fase da Operação Compliance Zero, em 16 de abril de 2026, a Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, por decisão de André Mendonça, em investigação sobre lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos; foram cumpridos dois mandados de prisão e sete de busca no DF e em SP.

Polícia Federal Paulo Henrique Costa Banco de Brasília (BRB) André Mendonça Supremo Tribunal Federal

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Alegação por Polícia Federal PF aponta R$ 146,6 milhões em imóveis a Paulo Henrique Costa

Segundo a Polícia Federal, Paulo Henrique Costa teria aceitado vantagem indevida estimada em R$ 146,6 milhões, na forma de seis imóveis de alto padrão escolhidos por critérios pessoais e familiares, em troca de operações sem lastro adequado com o Banco Master.

Paulo Henrique Costa Banco Master Daniel Vorcaro Polícia Federal

Resposta do citado A defesa, pelo advogado Cleber Lopes, disse que a prisão foi "absolutamente desnecessária" e que Paulo Henrique "não representa nenhum perigo para a instrução e aplicação da lei penal". Poder360 — Ex-presidente do BRB é preso na operação Compliance Zero (nível 2, 16/04/2026)
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Decisão Fux dá 15 dias para explicarem por que o socorro ao BRB não saiu do papel

Em decisão assinada em 9 de setembro de 2026 e noticiada em 11 de setembro, Fux deu 15 dias para que a União, o Banco Central e o FGC expliquem os entraves ao empréstimo destinado a cobrir R$ 6,6 bilhões de prejuízo do BRB com as carteiras compradas do Banco Master. O acordo foi homologado por Fux em maio e continua sem execução; as garantias previstas são o Fundo de Participação dos Estados e o Fundo de Participação dos Municípios, e não recursos federais diretos. Cumprido o prazo, a PGR deve se manifestar em seguida. Sem o socorro, o BRB corre risco de não cumprir requisitos regulatórios.

Luiz Fux Supremo Tribunal Federal Banco de Brasília (BRB) Banco Central do Brasil Fundo Garantidor de Créditos Banco Master Procuradoria-Geral da República

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Registrado em 08/09/2026 · atualizado em 11/09/2026