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Caso Master

Conteúdo atualizado até

Judiciário · organizacao

Supremo Tribunal Federal

Corte onde tramita o inquérito sobre o caso Master.

Afirmações 67

Ninguém citado neste site foi condenado criminalmente até agora.

Fato Gabinete de Mendonça confirma um encontro com Vorcaro

Em nota de 2 de setembro de 2026, após reportagem do portal ICL sobre a articulação de um encontro, o gabinete de Mendonça afirmou que o ministro recebeu Vorcaro "uma única vez", em 14 de março de 2025, "por iniciativa do próprio empresário", e também o advogado dele no mesmo mês, com memorandos escritos; o assunto foi a STP 976, sobre precatórios de interesse do Master, e "a atuação jurisdicional do ministro foi contrária à posição defendida pelo empresário".

André Mendonça Daniel Vorcaro Banco Master Supremo Tribunal Federal

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Casos: Mendonça e Vorcaro: o encontro, o terno e o depoimento no gabinete

Alegação por Polícia Federal PF aponta mensagens de Vorcaro a contato salvo como Moraes

Segundo relatório da Polícia Federal entregue ao STF em 27 de agosto de 2026 e tornado público em 1º de setembro pelo ministro André Mendonça, Daniel Vorcaro teria enviado mensagens, nos dias anteriores à prisão, a um contato salvo em seu celular como "Alexandre de Moraes BRASILIA", entre elas, às 20h48 de 17 de novembro de 2025, minutos antes de ser preso, o texto "To indo assinar com os investidores de fora e estou online". As mensagens teriam sido enviadas em modo de visualização única e recuperadas pela perícia a partir de rascunhos salvos no aparelho.

Daniel Vorcaro Alexandre de Moraes Polícia Federal Supremo Tribunal Federal

Resposta do citado Em março de 2026, quando O Globo noticiou as mensagens, o gabinete de Moraes afirmou que o ministro "não recebeu essas mensagens referidas na matéria" e que se tratava de "ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal". Após a divulgação do relatório da PF, em setembro de 2026, CNN Brasil e Poder360 procuraram o ministro e não obtiveram resposta até a publicação das reportagens. CNN Brasil — Vorcaro trocou mensagens com Moraes no dia em que foi preso, diz jornal (nível 2, 06/03/2026)
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Casos: PF aponta relação entre Vorcaro e Moraes e contrato com escritório da família

Fato Pedido de CPI com 53 senadores segue sem leitura

O requerimento de CPI do Banco Master foi protocolado no Senado em 26 de novembro de 2025 e reuniu 53 senadores, mais de 65% da Casa, número acima do mínimo constitucional. Depois de quase quatro meses e de várias sessões deliberativas, o texto seguia sem ser lido em plenário pela Mesa do Congresso, passo necessário para instalar a comissão. Um grupo de senadores recorreu ao STF com mandado de segurança para obrigar a leitura.

Davi Alcolumbre Senado Federal Supremo Tribunal Federal Banco Master

Resposta do citado Alcolumbre afirmou que "o momento da leitura é ato discricionário da Presidência da Mesa do Congresso Nacional" e que aquela sessão tinha outra prioridade, a de socorrer municípios inadimplentes. Em 2 de junho de 2026 declarou que passou "quatro horas sendo ofendido por todos os congressistas que queriam a CPMI" e que o objetivo dos autores seria "fazer campanha eleitoral". Metrópoles — Davi Alcolumbre descarta leitura de pedidos para criar CPMI do Master (nível 3, 21/05/2026)
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Casos: Congresso: CPI do Crime rejeita indiciar ministros e a CPMI do Master não sai

Fato Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem em acareação na PF

Em 30 de dezembro de 2025, Vorcaro e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foram acareados perante a Polícia Federal e se contradisseram sobre a origem dos créditos comprados do Master: Vorcaro disse que o BRB fora informado de que vinham de uma terceira empresa, a Tirreno, e Paulo Henrique afirmou ter entendido que as carteiras eram originadas pelo próprio Master. Toffoli retirou o sigilo dos depoimentos em 29 de janeiro de 2026.

Daniel Vorcaro Paulo Henrique Costa Dias Toffoli Supremo Tribunal Federal Banco Central do Brasil Polícia Federal

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Decisão Toffoli bloqueia R$ 5,7 bilhões de 38 investigados

Em decisão de 6 de janeiro de 2026, tornada pública após a segunda fase da Operação Compliance Zero (14/1), o ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, determinou o bloqueio e sequestro de R$ 5,7 bilhões em bens de 38 investigados e a quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades, a pedido da PGR.

Dias Toffoli Supremo Tribunal Federal Procuradoria-Geral da República Polícia Federal Daniel Vorcaro Banco Master

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Casos: A PF pede a suspeição de Toffoli

Decisão Mendonça dispensa Vorcaro de depor no Congresso

Em fevereiro de 2026, Mendonça dispensou Vorcaro de comparecer a comissões do Congresso e garantiu o direito ao silêncio caso comparecesse, citando a garantia contra a autoincriminação; a CPI do Crime Organizado recorreu ao STF em 10 de março.

André Mendonça Daniel Vorcaro CPI do Crime Organizado Supremo Tribunal Federal

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Casos: Congresso: CPI do Crime rejeita indiciar ministros e a CPMI do Master não sai

Fato Pedido de CPMI reúne 280 assinaturas e não é instalado

Em 3 de fevereiro de 2026, o deputado Carlos Jordy protocolou pedido de CPMI do Banco Master com 280 assinaturas, 239 de deputados e 41 de senadores; até maio a comissão não havia sido instalada, e um mandado de segurança do deputado Rodrigo Rollemberg, relatado no STF por Cristiano Zanin, cobrou a instalação.

Senado Federal Supremo Tribunal Federal

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Casos: Congresso: CPI do Crime rejeita indiciar ministros e a CPMI do Master não sai

Alegação por Polícia Federal PF pede a suspeição de Toffoli por ligação com resort no Paraná

Em 9 de fevereiro de 2026, a Polícia Federal pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a suspeição de Dias Toffoli na relatoria do caso. Segundo a PF, o ministro seria citado em conversas, extraídas do celular de Vorcaro, entre o banqueiro e seu cunhado Fabiano Zettel, relacionadas ao resort Tayayá (PR), cuja empresa controladora teria tido como sócios parentes de Toffoli.

Polícia Federal Dias Toffoli Daniel Vorcaro Fabiano Zettel Supremo Tribunal Federal

Resposta do citado O gabinete de Toffoli afirmou que o pedido "trata de ilações" e que a PF "não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo". O ministro admitiu a sociedade de parentes no resort, mas declarou que "jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel". Agência Brasil — Toffoli admite sociedade em resort, mas nega pagamentos de Vorcaro (nível 1, 12/02/2026)
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Casos: A PF pede a suspeição de Toffoli

Fato Toffoli pede para deixar a relatoria do caso

Em 12 de fevereiro de 2026, após reunião de dez ministros convocada por Fachin para dar ciência do relatório da PF, Toffoli pediu para deixar a relatoria do caso; nota assinada pelos ministros afirmou que ele "atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR" e que não havia motivo para suspeição ou impedimento.

Dias Toffoli Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Polícia Federal

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Casos: A PF pede a suspeição de Toffoli

Fato Mendonça é sorteado novo relator

No mesmo dia, André Mendonça foi sorteado eletronicamente novo relator do inquérito sobre o caso Master.

André Mendonça Supremo Tribunal Federal

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Casos: A PF pede a suspeição de Toffoli

Decisão Mendonça manda o Congresso devolver os sigilos à PF

Em 20 de fevereiro de 2026, o ministro André Mendonça determinou à Presidência do Congresso Nacional a "imediata entrega às autoridades da Polícia Federal" de todos os elementos obtidos com as quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático de Daniel Vorcaro, sem retenção de cópias. O material estava sob custódia da presidência do Senado desde 15 de dezembro, quando o então relator Dias Toffoli o retirou da CPMI do INSS.

André Mendonça Davi Alcolumbre Senado Federal Polícia Federal Daniel Vorcaro Dias Toffoli Supremo Tribunal Federal

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Casos: Congresso: CPI do Crime rejeita indiciar ministros e a CPMI do Master não sai

Decisão Fachin arquiva o pedido de suspeição de Toffoli

Em 21 de fevereiro de 2026, Fachin arquivou o pedido de suspeição de Toffoli, prejudicado pela troca de relator; Toffoli não foi declarado suspeito e, em princípio, pode participar de julgamentos ligados ao caso.

Edson Fachin Dias Toffoli Supremo Tribunal Federal Polícia Federal

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Casos: A PF pede a suspeição de Toffoli

Fato Vorcaro é preso pela segunda vez

Em 4 de março de 2026, na terceira fase da Compliance Zero, autorizada por André Mendonça, Vorcaro foi preso preventivamente de novo, com mais três pessoas; foram cumpridos 4 mandados de prisão e 15 de busca em São Paulo e Minas Gerais, com sequestro e bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões.

Polícia Federal Daniel Vorcaro André Mendonça Supremo Tribunal Federal

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Casos: Vorcaro é preso de novo; PF aponta grupo de intimidação

Decisão Dino cobra explicação sobre emendas à Lagoinha

Em 19 de março de 2026, o ministro Flávio Dino, em ação sobre transparência de emendas, deu cinco dias ao Senado e ao senador Carlos Viana para explicar cerca de R$ 3,6 milhões em emendas destinadas, via prefeituras de Belo Horizonte e Capim Branco, à Fundação Oásis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha; em 30 de março considerou as respostas "genéricas e insuficientes", abriu petição própria e apontou possível conflito de interesses, já que Viana presidia a CPMI que investigava entidades beneficiadas.

Flávio Dino Carlos Viana Igreja Batista da Lagoinha Supremo Tribunal Federal Fabiano Zettel

Resposta do citado Viana: "A igreja não recebeu um tostão. Foi para as prefeituras. As prefeituras aprovaram planos de trabalho e repassaram os recursos"; "nunca tive nenhuma ingerência sobre esse dinheiro". Agência Brasil — Senador reafirma que não cometeu irregularidades com emendas (nível 1, 31/03/2026)
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Casos: Nikolas, o pastor da Lagoinha e Vorcaro

Fato Galípolo diz que tratou da Lei Magnitsky, não do Master, com ministros do STF

Na mesma sessão da CPI, Galípolo confirmou ter se reunido com ministros do STF, mas para tratar da Lei Magnitsky, e afirmou que nenhum processo relacionado ao Master foi tema dessas conversas: "Nenhum processo relacionado com o que está colocado aqui". Disse ainda que recebeu de Lula a orientação "Seja técnico, o mais técnico possível. Não proteja ninguém, não persiga ninguém".

Gabriel Galípolo Banco Central do Brasil Supremo Tribunal Federal CPI do Crime Organizado Luiz Inácio Lula da Silva

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Casos: Banco Central liquida o restante do grupo e impõe sigilo de oito anos

Fato PF prende o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa

Na quarta fase da Operação Compliance Zero, em 16 de abril de 2026, a Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, por decisão de André Mendonça, em investigação sobre lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos; foram cumpridos dois mandados de prisão e sete de busca no DF e em SP.

Polícia Federal Paulo Henrique Costa Banco de Brasília (BRB) André Mendonça Supremo Tribunal Federal

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Fato Produtora nega ter recebido dinheiro do Banco Master

A produtora Go Up Entertainment afirmou não ter recebido "um único centavo do Banco Master"; segundo a CNN, o deputado Mário Frias, produtor executivo, admitiu depois o recebimento por meio de empresa intermediária. Em 14 de maio de 2026, Frias disse que o filme foi feito "com orçamento muito menor do que o planejado" e, em apuração no STF relatada por Flávio Dino sobre R$ 2 milhões enviados ao Instituto Conhecer Brasil, negou ter usado emenda parlamentar para a produção.

Mário Frias Go Up Entertainment Flávio Bolsonaro Supremo Tribunal Federal

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Casos: Dark Horse: Vorcaro teria financiado filme sobre Bolsonaro a pedido de Flávio

Alegação por Polícia Federal PF registra três ministros citados como favoráveis à venda

Em relatório da nona fase da Operação Compliance Zero entregue ao STF e noticiado em 30 de julho de 2026, a PF registra que Vorcaro apontava três integrantes do governo como favoráveis à venda do Master: os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira e o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner.

Daniel Vorcaro Rui Costa Alexandre Silveira Jaques Wagner Banco Master Polícia Federal Supremo Tribunal Federal

Resposta do citado As reportagens consultadas não trazem manifestação individual dos três sobre esse ponto. Jaques Wagner nega, de modo geral, ter atuado em favor do Banco Master. Metrópoles — Vorcaro apontou ministros de Lula favoráveis à venda do Master, diz PF (nível 3, 30/07/2026)
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Casos: A reunião de Vorcaro com Lula no Planalto, fora da agenda

Fato PF pede à Ancine os registros do filme Dark Horse

Em 18 de agosto de 2026, a PF pediu à Ancine registros do filme Dark Horse, dados dos responsáveis e informação sobre incentivos fiscais ou recursos públicos, em inquérito no STF relatado por Mendonça sobre a origem e a destinação do dinheiro do Master usado na produção e sobre eventual custeio de despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Polícia Federal Go Up Entertainment André Mendonça Supremo Tribunal Federal Eduardo Bolsonaro

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Casos: Dark Horse: Vorcaro teria financiado filme sobre Bolsonaro a pedido de Flávio

Fato Vorcaro depôs no gabinete de Mendonça, sem a Polícia Federal na sala

Em 27 de agosto de 2026, Vorcaro foi ouvido no gabinete de Mendonça pelo juiz auxiliar João Azambuja, na presença de seus advogados Daniel Bialski e Engels Muniz e de um integrante do Ministério Público Federal, sem agentes da Polícia Federal. Relatou que a mãe passou a receber ameaças de morte depois da prisão dele — "receberam inúmeras ameaças de morte e falaram que eu seria morto. Tem e-mails, inclusive" — e disse que os remetentes eram anônimos, sem entregar os e-mails na ocasião. Em nota de 2 de setembro, o gabinete confirmou o depoimento, afirmou que ele foi feito "por requerimento expresso da defesa do depoente, que relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência", que a ausência da PF "seguiu essa mesma diretriz de proteção" e que a presença do Ministério Público "é exigência legal, e foi observada". A nota também negou que temas relacionados a Moraes tivessem sido abordados. No mesmo 2 de setembro, a PGR pediu o arquivamento do depoimento, sustentando que Vorcaro não apresentou provas das supostas ameaças; as tratativas de delação do banqueiro já haviam sido recusadas duas vezes pela PF e pela própria PGR.

André Mendonça Daniel Vorcaro Polícia Federal Procuradoria-Geral da República Supremo Tribunal Federal

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Casos: Mendonça e Vorcaro: o encontro, o terno e o depoimento no gabinete

Decisão Mendonça retira o sigilo do relatório sobre Vorcaro e Moraes
Decisão Gonet pede a anulação da investigação sobre Moraes

Em 1º de setembro de 2026, o procurador-geral Paulo Gonet pediu ao STF a anulação da investigação sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes, sustentando que Mendonça investigou ilegalmente um ministro da Corte: "A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual"; segundo a manifestação, 188 das mais de 200 páginas do relatório tratam de Moraes.

Paulo Gonet Procuradoria-Geral da República André Mendonça Alexandre de Moraes Supremo Tribunal Federal

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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Fato Dezoito seccionais da OAB pedem apuração rigorosa

Após a retirada do sigilo, em 1º de setembro de 2026, presidentes de 18 das 27 seccionais da OAB pediram ao STF "apuração rigorosa e isenta de todos os fatos" envolvendo Mendonça, Moraes e Gonet; a seccional do Paraná pediu o afastamento de Moraes e a suspeição de Gonet.

Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes André Mendonça Paulo Gonet

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Deputados da base cobram que o sigilo do Dark Horse caia também

Em 2 de setembro de 2026, dezessete deputados das federações Brasil da Esperança e PSOL-Rede peticionaram a Fachin pedindo que o plenário do STF decida pelo fim do sigilo das investigações sobre o filme Dark Horse, que apuram repasses de Vorcaro à produção. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, argumentou com "isonomia e transparência": se as conversas de Moraes com Vorcaro vieram a público, as que envolvem o senador Flávio Bolsonaro também deveriam vir. "Eu não vi nenhum deles vir aqui pedir até agora [para] levantar o sigilo do André Mendonça", disse, lembrando que Flávio é "o único denunciado que é candidato a presidente". A petição também pediu notificação da PGR para apurar os encontros de Mendonça com Vorcaro.

Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Flávio Bolsonaro André Mendonça Daniel Vorcaro Procuradoria-Geral da República Câmara dos Deputados

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Casos: Dark Horse: Vorcaro teria financiado filme sobre Bolsonaro a pedido de Flávio

Fato Flávio usa o caso contra Lula: “não sei se quem governa é o Lula ou o Alexandre de Moraes”

Em comício em Porto Alegre, em 2 de setembro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, cobrou o silêncio do presidente sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes: "eu não sei se quem governa o Brasil hoje é o Lula ou o Alexandre de Moraes. Vocês sabem quem é o único candidato à Presidência que ainda não se pronunciou sobre esse escândalo de Alexandre de Moraes? Esse aí, esse tal de Lula". Atribuiu o silêncio a uma dívida: "porque ele tem o rabo preso. O Lula deve ao STF sair da cadeia; o Lula deve ao STF ser colocado no jogo político", em referência à anulação das condenações da Lava Jato em 2021. Segundo a CNN Brasil, a campanha do PL planejava associar Lula a Moraes na reta final, lembrando o contrato do escritório da mulher do ministro com o Master, e explorar investigações que envolvem pessoas próximas ao presidente.

Flávio Bolsonaro Luiz Inácio Lula da Silva Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro Supremo Tribunal Federal Barci de Moraes Advogados

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Casos: O caso Master na campanha presidencial de 2026

Decisão Moraes pede que Mendonça seja investigado

Em 3 de setembro de 2026, no inquérito das fake news, Moraes pediu a Fachin providências contra Mendonça por "fortes indícios" de improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade, acusando-o de direcionar investigações contra ministros (Moraes, Gilmar Mendes, Toffoli, Fux e Nunes Marques), de conduzir irregularmente negociações de delação, de tentar atingir Davi Alcolumbre por meio de Antonio Rueda e de ter retirado o sigilo do caso Vorcaro para desviar atenção; baseou-se em relatórios de inteligência da PF sobre Mendonça.

Alexandre de Moraes André Mendonça Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Polícia Federal

Resposta do citado Mendonça não respondeu ao Poder360. Em decisão de 8 de setembro, chamou o documento divulgado por Moraes de "apócrifo, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico". Agência Brasil — Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (nível 1, 08/09/2026)
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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Decisão Fachin dá cinco dias a Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei

Em 3 de setembro de 2026, Fachin determinou que Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei Rodrigues prestem informações em cinco dias úteis, até 11 de setembro, abriu procedimento próprio sobre a investigação do caso Master e, no dia seguinte, retirou do inquérito das fake news o pedido contra Mendonça, incluindo-o nesse procedimento; anunciou sessão do plenário para a semana seguinte, com transmissão pela TV Justiça.

Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes André Mendonça Paulo Gonet Andrei Rodrigues

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Fachin põe o fim do inquérito das fake news entre as prioridades

Em 4 de setembro de 2026, em evento no Palácio do Planalto, Fachin colocou o encerramento do inquérito das fake news entre suas três prioridades e disse que a resposta à crise será "firme, proporcional e rigorosa", sem "precipitação, tampouco omissão".

Edson Fachin Supremo Tribunal Federal

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Mendonça leva o caso ao plenário do STF

Em 6 de setembro de 2026, Mendonça formalizou o pedido para que o plenário do STF analise o caso das conversas de Vorcaro com Moraes e as referências a Gonet e Andrei Rodrigues, defendendo exame "pública e transparente, em sessão presencial".

André Mendonça Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Paulo Gonet Andrei Rodrigues

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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Decisão Mendonça afasta o diretor-geral da Polícia Federal

Em 8 de setembro de 2026, a pedido do partido Novo, Mendonça afastou preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, citando documento assinado por Andrei que mostraria ao menos seis relatórios de inteligência sobre o próprio ministro entre 3 e 31 de agosto: "ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal"; a Segunda Turma formou maioria para manter a decisão, e Gilmar Mendes pediu vista.

André Mendonça Andrei Rodrigues Polícia Federal Partido Novo Supremo Tribunal Federal

Resposta do citado Onze diretores da PF divulgaram nota de apoio a Andrei. A AGU pediu a Fachin a suspensão do afastamento, alegando violação da prerrogativa presidencial de nomear e exonerar o diretor-geral e "desorganização institucional"; o presidente Lula não se pronunciou até a publicação. Poder360 — AGU pede que Fachin restitua Andrei Rodrigues para a chefia da PF (nível 2, 08/09/2026)
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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Segunda Turma mantém o afastamento de Andrei Rodrigues

Em sessão extraordinária em 8 de setembro de 2026, a Segunda Turma do STF formou maioria, com Mendonça, Fux e Nunes Marques, para manter o afastamento de Andrei Rodrigues; Gilmar Mendes pediu vista logo na abertura, com o voto de Toffoli pendente, e a liminar segue em vigor.

Supremo Tribunal Federal André Mendonça Gilmar Mendes Dias Toffoli Andrei Rodrigues

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Fachin chama os ex-presidentes da Corte para conter a crise

Em 8 de setembro de 2026, Fachin manifestou a intenção de reunir reservadamente os quatro ministros que já presidiram o STF e continuam na Corte — Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux — para tratar da crise aberta pela divulgação das mensagens enviadas por Vorcaro ao contato atribuído a Moraes. Fachin havia dito que a resposta da Corte seria "firme, proporcional e rigorosa".

Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes Dias Toffoli Luiz Fux Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Três mil entidades empresariais cobram que o STF decida sem corporativismo

Em 8 de setembro de 2026, cerca de 3.000 entidades lideradas pela Fiesp — entre elas CNI, CNC, CACB, Facesp e FecomercioSP — divulgaram manifesto pedindo que o STF "examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo". O texto afirma que a legitimidade do Judiciário depende de "imparcialidade, a transparência e a exemplaridade" e que "cada dia é um dia a mais de descrédito".

Fiesp Supremo Tribunal Federal

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Lula pede quebra total de sigilo, “doa a quem doer”

Em 9 de setembro de 2026, em publicação nas redes sociais, Lula defendeu a quebra completa do sigilo das investigações sobre todos os envolvidos no caso Master, "seja quem for, doa a quem doer", afirmou que "o Brasil precisa saber a verdade" e disse que o país enfrenta uma crise institucional no Judiciário.

Luiz Inácio Lula da Silva Supremo Tribunal Federal Banco Master

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Casos: A reunião de Vorcaro com Lula no Planalto, fora da agenda

Decisão Dino derruba o afastamento e manda Andrei voltar ao comando da PF

Em 9 de setembro de 2026, um dia depois do afastamento decidido por Mendonça, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência. Dino sustentou que o Partido Novo, autor do pedido, "não possui legitimidade para requerer medidas cautelares em investigações criminais", apontou que a legenda tem candidato próprio na eleição presidencial e, portanto, interesse direto no afastamento, e afirmou que a matéria está sob a relatoria do presidente do STF — só a ele ou ao plenário caberia decidir.

Flávio Dino Supremo Tribunal Federal Andrei Rodrigues Polícia Federal André Mendonça Partido Novo

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Fachin marca para 15 de setembro a sessão que decide o futuro de Moraes

Em 9 de setembro de 2026, Fachin convocou sessão extraordinária do plenário para terça-feira, 15 de setembro, às 10h. O plenário deve decidir três pontos: se foi regular a ordem de Mendonça que levou ao aprofundamento da análise dos dados do celular de Vorcaro, se o material produzido pela PF a partir dessa medida pode ser usado, e o que fazer com o pedido da PGR de anulação do procedimento. Da resposta a esses pontos depende o destino dos elementos que envolvem Moraes.

Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes André Mendonça Paulo Gonet Polícia Federal Daniel Vorcaro

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Fux dá 15 dias para explicarem por que o socorro ao BRB não saiu do papel

Em decisão assinada em 9 de setembro de 2026 e noticiada em 11 de setembro, Fux deu 15 dias para que a União, o Banco Central e o FGC expliquem os entraves ao empréstimo destinado a cobrir R$ 6,6 bilhões de prejuízo do BRB com as carteiras compradas do Banco Master. O acordo foi homologado por Fux em maio e continua sem execução; as garantias previstas são o Fundo de Participação dos Estados e o Fundo de Participação dos Municípios, e não recursos federais diretos. Cumprido o prazo, a PGR deve se manifestar em seguida. Sem o socorro, o BRB corre risco de não cumprir requisitos regulatórios.

Luiz Fux Supremo Tribunal Federal Banco de Brasília (BRB) Banco Central do Brasil Fundo Garantidor de Créditos Banco Master Procuradoria-Geral da República

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Casos: BRB tenta comprar o Master e o Banco Central veta

Decisão Fachin derruba as decisões dos dois lados e mantém Andrei no cargo

Em 9 de setembro de 2026, horas depois de Dino reverter o afastamento decidido por Mendonça, Fachin suspendeu as duas decisões e manteve Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal, acolhendo recurso da Advocacia-Geral da União. Escreveu que "é grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal". Na mesma decisão, suspendeu o procedimento da PGR que apurava possível interferência de Mendonça na condução das investigações da PF e determinou que nenhuma apuração envolvendo ministros do STF siga sem análise prévia da Presidência.

Edson Fachin Supremo Tribunal Federal André Mendonça Flávio Dino Andrei Rodrigues Polícia Federal Procuradoria-Geral da República

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Mendonça abre quinze processos do caso, mas guarda parte do material

Em 10 de setembro de 2026, atendendo a pedido de Fachin feito no mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo da Petição 15.556 e de mais catorze procedimentos: os Inquéritos 5.026 e 5.035, a Reclamação 88.121 e as Petições 15.198, 15.478, 15.504, 15.562, 15.563, 15.693, 15.976, 15.977, 15.978, 16.019 e 16.662. Manteve fechado o material que, segundo ele, possa prejudicar diligências e novos procedimentos — entre o que continuou em sigilo está o caso do filme Dark Horse, também sob sua relatoria, por não ter pertinência com o julgamento sobre Moraes. Informou ainda que enviaria cópias completas dos processos, em HDs dedicados, à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros. No dia seguinte, sob nova ordem de Fachin, esse sigilo remanescente caiu, inclusive o do Dark Horse.

André Mendonça Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro

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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro, A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Operação Make Up cumpre 49 mandados contra a produtora de Dark Horse

Em 10 de setembro de 2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Make Up, em parceria com a Controladoria-Geral da União, cumprindo 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará. Entre os alvos estão o deputado Mário Frias e Karina Gama, dona da produtora do filme sobre Bolsonaro. A operação foi autorizada por Flávio Dino e apura peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Segundo a PF, haveria uma "organização criminosa formada por agentes públicos e privados" que teria direcionado emendas parlamentares a empresas subcontratadas sem comprovação de serviço prestado. A CNN informou que aguardava posicionamento de Frias e de Karina Gama.

Polícia Federal Controladoria-Geral da União Flávio Dino Mário Frias Karina Gama Go Up Entertainment Supremo Tribunal Federal

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Casos: Dark Horse: Vorcaro teria financiado filme sobre Bolsonaro a pedido de Flávio

Alegação por Polícia Federal PF suspeita que Vorcaro tentou influenciar um voto de Toffoli sobre precatórios

Relatório da Polícia Federal noticiado pela revista Piauí em 10 de setembro de 2026 aponta indícios de que Vorcaro teria tentado influenciar o voto de Dias Toffoli num julgamento sobre precatórios do setor sucroalcooleiro, envolvendo a destilaria Alcídia — caso que, segundo a apuração, poderia afetar uma carteira de R$ 10 bilhões em precatórios do Banco Master. Nas mensagens do celular do banqueiro, ele teria escrito "estou acompanhando" e "mais do que imagina", e depois "tô tratando aqui"; o diretor jurídico do banco, André Kruschewsky, teria se oferecido para "tirar de pauta" o processo. Após a votação favorável, Vorcaro teria comemorado: "ganhamos Alcídia".

Daniel Vorcaro Dias Toffoli André Kruschewsky Banco Master Polícia Federal Supremo Tribunal Federal Revista Piauí

Resposta do citado O gabinete de Toffoli negou à Piauí qualquer alteração de voto. O ministro já havia deixado a relatoria do caso Master em fevereiro de 2026. CNN Brasil — PF suspeita que Vorcaro tentou influenciar voto de Toffoli, diz revista (nível 2, 10/09/2026)
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Casos: A PF pede a suspeição de Toffoli

Fato Moraes acusa Mendonça de liberar o caso pela metade e cobra os 180 documentos que faltam

Em 11 de setembro de 2026, Moraes enviou ofício a Fachin apontando "escolha seletiva" na retirada do sigilo feita por Mendonça. Segundo levantamento anexado ao ofício, 4.334 dos 4.514 documentos foram liberados e 180 continuaram fora do alcance dos demais ministros, entre eles peças sobre os recursos atribuídos a Vorcaro no filme Dark Horse e sobre a relação entre o senador Jaques Wagner e o ex-sócio do Master Augusto Ferreira Lima. Moraes pediu a retirada "imediata de todo e qualquer sigilo, sem exceção" dos procedimentos ligados à PET 15.556, a intimação de todos os magistrados citados na investigação e que seu pedido de investigação contra Mendonça entre na pauta de 15 de setembro.

Alexandre de Moraes Edson Fachin André Mendonça Supremo Tribunal Federal Daniel Vorcaro Jaques Wagner Augusto Ferreira Lima

Resposta do citado Na noite do mesmo 11 de setembro, em despacho respondendo ao ofício, Mendonça afirmou ter disponibilizado integralmente os procedimentos que vão a julgamento e disse que o sigilo que restou decorre de "análise prudente e responsável, considerando a existência de investigações em andamento e a necessidade de zelar pela preservação de dados pessoais das pessoas investigadas" — citando como exemplo "dados bancários e fiscais de inúmeras pessoas físicas e jurídicas" e sustentando que "jamais se poderia publicizar a 'totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556'". Sobre a diferença nos números apontada por Moraes, escreveu que "Sua Excelência não atentou para o fato de haver múltiplas razões pelas quais os números apresentados, de fato, não sejam idênticos". Agência Brasil — Mendonça diz ter divulgado todo conteúdo disponível no caso Master (nível 1, 11/09/2026)
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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Fato Zanin quer ver o celular inteiro de Vorcaro antes de julgar

Em 11 de setembro de 2026, o ministro Cristiano Zanin pediu a Fachin acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro — um iPhone sob a guarda do gabinete de Mendonça —, requerendo que todo o conteúdo da mídia examinada pela PF fosse gravado em um HD. Zanin argumentou que quer analisar não apenas os trechos aproveitados pelos investigadores no laudo, mas a mídia referenciada por inteiro, antes do julgamento de 15 de setembro.

Cristiano Zanin Edson Fachin André Mendonça Daniel Vorcaro Polícia Federal Supremo Tribunal Federal

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Fachin dá 24 horas a Mendonça para liberar todas as provas

Em 11 de setembro de 2026, às 15h40, Fachin acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou que Mendonça retirasse em 24 horas o sigilo de todos os documentos da Operação Compliance Zero, "ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade". Para a PGR, a divulgação apenas parcial passava a "ideia equivocada" de que a transparência estava comprometida. A ordem veio depois de Mendonça ter atendido em parte o pedido anterior, na véspera, abrindo quinze procedimentos e mantendo em sigilo outras linhas de apuração, entre elas as que envolvem Flávio Bolsonaro e o senador Jaques Wagner.

Edson Fachin André Mendonça Procuradoria-Geral da República Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Cristiano Zanin Flávio Bolsonaro Jaques Wagner

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Alegação por Alexandre de Moraes Moraes acusa Mendonça de dirigir o sigilo para proteger um grupo político

Em novo ofício a Fachin, na noite de 11 de setembro de 2026, Moraes afirmou que Mendonça faria um levantamento "seletivo e direcionado" do sigilo no caso Master, com o efeito de proteger "determinado grupo político". Anexou telas do sistema do STF que apontariam "a existência de documentos sigilosos e não visíveis" nos procedimentos, e escreveu que "não é o que consta dos autos". Sustentou que o colegiado seguia sem acesso a dezoito petições e cento e oitenta documentos, e contestou que caiba ao relator escolher quais peças ficam disponíveis aos demais ministros.

Alexandre de Moraes André Mendonça Edson Fachin Supremo Tribunal Federal

Resposta do citado Mendonça negou ter feito retirada seletiva do sigilo. Argumentou que a diferença no número de peças exibido pelo sistema não significa ocultação de documentos e afirmou que "todo o material necessário ao julgamento já foi disponibilizado". Horas depois, levantou o sigilo de trinta e nove processos. CNN Brasil — Moraes diz que Mendonça direciona sigilo para proteger grupo político (nível 2, 11/09/2026)
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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Decisão Mendonça abre mais trinta e nove processos, entre eles o do Dark Horse

Na noite de 11 de setembro de 2026, horas depois da ordem de Fachin e do segundo ofício de Moraes, Mendonça levantou o sigilo de trinta e nove processos: dezoito que a Procuradoria-Geral da República havia pedido e outros vinte e um por iniciativa própria. Entre eles a Petição 16.369, sobre o financiamento do filme Dark Horse e o que envolve Flávio e Eduardo Bolsonaro; a Petição 15.873, sobre a atuação de Ciro Nogueira no Congresso em favor do Master; as Petições 16.210 e 16.229, sobre Jaques Wagner e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima; a petição sobre os recursos da Rioprevidência aplicados no banco, que alcança Cláudio Castro; e os Inquéritos 5.050 e 5.070. Mendonça registrou que esses processos "não têm relação com o objeto da sessão extraordinária" marcada para 15 de setembro.

André Mendonça Supremo Tribunal Federal Procuradoria-Geral da República Edson Fachin Flávio Bolsonaro Eduardo Bolsonaro Ciro Nogueira Jaques Wagner Augusto Ferreira Lima Cláudio Castro Daniel Vorcaro

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Casos: Dark Horse: Vorcaro teria financiado filme sobre Bolsonaro a pedido de Flávio, Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro, A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Fachin separa os dois julgamentos: Moraes no dia 15, Mendonça no dia 23

Em 12 de setembro de 2026, Fachin negou o pedido de Moraes para que os dois casos fossem julgados na mesma sessão. Manteve para 15 de setembro a Petição 16.662, que trata do pedido de investigação sobre Moraes, e marcou 23 de setembro para a Petição 16.704, sobre a conduta de Mendonça. Escreveu que os dois processos têm "objetos definidos e podem ser analisados separadamente" e que levar a segunda ao plenário agora "importaria na submissão ao plenário de matéria" ainda em instrução preliminar. Moraes havia sustentado que a separação criava "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual" e comprometia a visão global dos fatos. A PGR tem cinco dias úteis para se manifestar sobre a admissibilidade do procedimento.

Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes André Mendonça Procuradoria-Geral da República

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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro, A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Fachin tira o caso de Mendonça e assume a relatoria

Em 12 de setembro de 2026, Fachin assumiu a relatoria da Petição 16.662, que trata do pedido de investigação sobre Moraes, e remeteu à Presidência do STF as Petições 15.041, sobre os descontos indevidos do INSS, e 15.556, sobre o Banco Master, que ficam suspensas. Invocou o regimento interno, que atribui ao plenário processar e julgar crimes cometidos por ministros da Corte, e escreveu considerar "a possibilidade de o resultado da deliberação da PET 16.662 ensejar a aplicação do art. 144, IV, do Código de Processo Civil" — ou seja, de o julgamento de 15 de setembro gerar impedimentos para outros magistrados. A medida veio depois da decisão de 9 de setembro em que ele já determinara que nenhuma apuração envolvendo ministros seguisse sem passar pela Presidência. Segundo o Poder360, a troca se deu por acordo entre Fachin e Mendonça, e a relatoria dos casos Master e INSS não foi retirada do colega.

Edson Fachin André Mendonça Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro Banco Master

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Fachin dá 24 horas para a PF explicar onde está o celular de Vorcaro

Na noite de 12 de setembro de 2026, Fachin deu 24 horas para a Polícia Federal informar sobre a custódia do material extraído do celular de Vorcaro. A ordem respondeu a pedidos de Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que queriam cópia integral da mídia, e à recusa de Mendonça em liberar o acesso, alegando que a cópia sob sua guarda estava lacrada e inacessível. A PGR sustentava que a restrição prejudicava a paridade entre os integrantes da Corte antes da sessão de 15 de setembro.

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato PF diz que tem o celular com lacres íntegros e pode copiar para todos

Em 13 de setembro de 2026, a Polícia Federal respondeu a Fachin que está de posse do aparelho de Vorcaro e do material original extraído dele, "com lacres íntegros e com os mecanismos de verificação de integridade digital", e que tem "plenas condições técnicas" de encaminhar cópia idêntica dos dados a todos os ministros que pedirem. Moraes e Zanin já haviam manifestado interesse em receber a íntegra.

Polícia Federal Edson Fachin Daniel Vorcaro Alexandre de Moraes Cristiano Zanin Supremo Tribunal Federal

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Moraes cobra mais um processo antes do julgamento

Em 13 de setembro de 2026, véspera da semana do julgamento, Moraes pediu a Fachin a retirada do sigilo da Petição 15.645, sob relatoria de Mendonça, dizendo que ela contém "elementos essenciais" para o exame da Petição 16.662, marcado para o dia 15. Pediu também que os autos fossem liberados a todos os integrantes do colegiado antes da análise. Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse "com brevidade" sobre o pedido.

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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Fato Gonet vai à sessão sustentar que a investigação é nula

Em 13 de setembro de 2026, soube-se que Gonet participaria da sessão de 15 de setembro para sustentar a anulação da investigação sobre Moraes, por duas razões: Mendonça teria determinado diligências contra pessoas específicas sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da Polícia Federal, e uma investigação contra ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário e deveria ser encaminhada à Presidência do tribunal. Citado no mesmo relatório da PF que originou o caso, Gonet optou por recorrer aos canais internos do Ministério Público Federal para esclarecer a menção, em vez de se afastar do julgamento.

Paulo Gonet Procuradoria-Geral da República Alexandre de Moraes André Mendonça Polícia Federal Supremo Tribunal Federal

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Dino abre o material do Dark Horse e diz seguir a virada do colega

Em 13 de setembro de 2026, Dino determinou a quebra do sigilo de todo o material apreendido pela polícia de São Paulo na investigação sobre desvio de emendas parlamentares para o financiamento do filme Dark Horse, e ordenou à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo que encaminhe à Polícia Federal o material bruto extraído dos celulares dos investigados, apreendido pela Polícia Civil em junho. Citou a decisão de Mendonça de 1º de setembro, que tornou públicas as conversas entre Vorcaro e Moraes, e escreveu: "Considero assim haver viragem jurisprudencial em curso, a qual devo me adaptar, em homenagem ao princípio da colegialidade". Defendeu que as investigações tenham ampla publicidade, incluindo nomes, dados financeiros e conversas. A apuração trata de R$ 2 milhões em emendas de Mário Frias destinadas a entidades ligadas a Karina Gama.

Flávio Dino Supremo Tribunal Federal Polícia Federal Mário Frias Karina Gama André Mendonça

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Casos: Dark Horse: Vorcaro teria financiado filme sobre Bolsonaro a pedido de Flávio

Fato PGR apoia abrir o processo dos pagamentos e diz que nem sabia que ele existia

Em 14 de setembro de 2026, a Procuradoria-Geral da República apresentou parecer defendendo a retirada do sigilo do processo sobre a rede de pagamentos de Vorcaro, atendendo a consulta feita por Fachin depois do ofício de Moraes. O vice-procurador-geral Hidenburgo Chateaubriand Filho escreveu que o sigilo deve cair para que se "possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve". A PGR informou ainda que desconhecia a existência desse processo, porque ele não aparecia "visível à PGR no sistema do STF". Até então, o STF havia levantado o sigilo de 53 linhas de investigação da Operação Compliance Zero; o julgamento de 15 de setembro trata de 52 mensagens atribuídas a Vorcaro e enviadas ao ministro entre 2023 e novembro de 2025.

Procuradoria-Geral da República Edson Fachin Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro Supremo Tribunal Federal

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Dois ministros saem do julgamento antes de ele começar

Na abertura da sessão de 15 de setembro de 2026, Kássio Nunes Marques declarou-se impedido, alegando que o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral impediria que ele proferisse um voto que pudesse ter impacto sobre a corrida presidencial. Dias Toffoli declarou-se suspeito por foro íntimo, retomando a suspeição que já havia declarado em abril: "me senti na obrigação também de preservar a Corte, de manifestar a minha suspeição por motivo de foro íntimo".

Kássio Nunes Marques Dias Toffoli Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato O plenário racha 4 a 3 sobre juntar os dois casos

Gilmar Mendes apresentou questão de ordem propondo adiar a sessão para 23 de setembro, julgar reunidos os casos de Moraes e de Mendonça e sortear novo relator. Votaram contra a proposta Edson Fachin, Luiz Fux, André Mendonça e Cármen Lúcia; a favor, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin — 4 a 3 pela manutenção dos julgamentos separados. O debate foi áspero: Gilmar disse que "é evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como os temas foram conduzidos"; Moraes afirmou que o relatório de Mendonça é "farsa motivado por vingança"; Cármen Lúcia observou que "o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo e nós geramos intranquilidade". A sessão foi encerrada às 18h38.

Gilmar Mendes Edson Fachin Luiz Fux André Mendonça Cármen Lúcia Alexandre de Moraes Cristiano Zanin Supremo Tribunal Federal

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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro, A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Dino pede vista e o mérito fica para depois da eleição

Flávio Dino pediu vista e interrompeu a sessão, retirando o voto que havia adiantado. Segundo a CNN Brasil, o pedido foi feito em protesto à condução dos trabalhos por Fachin. O regimento lhe dá até 90 dias para devolver o caso ao plenário, prazo que ultrapassa o calendário eleitoral — o primeiro turno estava a menos de três semanas. Com isso, o plenário não chegou a tratar do mérito: os ministros não discutiram as mensagens atribuídas a Vorcaro e a Moraes, nem decidiram se a investigação seria aberta. A discussão suspensa era a da Petição 16.662.

Flávio Dino Edson Fachin Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro

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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro, A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Alegação por Alexandre de Moraes Moraes diz que Mendonça exigiu pôr o nome dele na delação

Na sessão de 15 de setembro de 2026, Moraes acusou Mendonça de ter exigido dos investigadores que incluíssem o nome dele numa eventual delação premiada de Vorcaro: "quem chamou a Polícia Federal e exigiu que colocasse um colega na colaboração premiada?". Disse ter testemunhas — advogados e policiais — que teriam presenciado o pedido, e atribuiu motivação político-eleitoral ao colega, afirmando que Mendonça "está a serviço de um grupo político que tentou dar um golpe neste país".

Alexandre de Moraes André Mendonça Polícia Federal Daniel Vorcaro Supremo Tribunal Federal

Resposta do citado Mendonça negou na própria sessão: "isso é mentira! Mentira, mentira, mentira". Sobre as testemunhas citadas por Moraes, disse que, se chamadas a depor, "vão todas mentir". Agência Brasil — Moraes acusa Mendonça de querer incluir seu nome em delação de Vorcaro (nível 1, 15/09/2026)
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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Alegação por Gilmar Mendes Gilmar acusa Mendonça de usar o caso para interferir na eleição

Na sessão de 15 de setembro de 2026, Gilmar Mendes acusou André Mendonça de conduzir o caso com objetivo eleitoral, a menos de três semanas do primeiro turno: "com todas as vênias e toda sinceridade, presidente, é evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido", e completou que "isso não se faz, pessoas decentes não fazem isso". Criticou o momento da divulgação do relatório, que coincidiu com as manifestações de 7 de setembro, chamando-o de "um pixuleco, de um boneco eleitoral".

Gilmar Mendes André Mendonça Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Resposta do citado Mendonça respondeu na própria sessão: "não aponte o dedo para mim", e classificou de leviana a suspeita sobre seu envolvimento político. Agência Brasil — Gilmar acusa Mendonça de usar caso Master para interferir em eleição (nível 1, 15/09/2026)
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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Decisão Cai também o julgamento de Mendonça, sem nova data

Em 17 de setembro de 2026, Fachin cancelou a sessão de 23 de setembro que julgaria o pedido para investigar Mendonça por abuso de autoridade. Escreveu que, "considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abarcando questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada". Como a questão de ordem está suspensa pelo pedido de vista de Dino, o segundo julgamento ficou travado junto com o primeiro. Não há nova data.

Edson Fachin André Mendonça Alexandre de Moraes Flávio Dino Supremo Tribunal Federal

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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro, A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Sem relator definido, a delação de Vorcaro congela

Reportagem de 21 de setembro de 2026 descreve as tratativas de delação de Vorcaro paradas em meio à crise. Fachin determinou que o inquérito do Master fosse remetido a ele e ficasse "paralisado" até segunda ordem; Mendonça segue relator nominal, mas não pode autorizar diligências nem homologar acordo de colaboração. Duas propostas anteriores da defesa já haviam sido recusadas. A Polícia Federal marcou para 30 de setembro novos depoimentos de Daniel Vorcaro e do pai, Henrique Moura Vorcaro — o primeiro depoimento formal do pai —, para encerrar a sexta fase da investigação.

Daniel Vorcaro Henrique Vorcaro Polícia Federal Edson Fachin André Mendonça Supremo Tribunal Federal Procuradoria-Geral da República

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Mendonça pede que o caso contra ele seja arquivado e que Moraes seja apurado

Em 22 de setembro de 2026, Mendonça respondeu a Fachin pedindo o arquivamento da investigação contra si e, além disso, que sejam apurados crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa por parte de Moraes; que se investigue a origem e a elaboração dos relatórios de inteligência usados contra ele; que esses documentos sejam declarados ilícitos; que se proíba a produção de novos relatórios semelhantes; e que ele tenha acesso à íntegra do inquérito das fake news. Escreveu que os "relatórios apócrifos" juntados ao Inquérito 4.781 "se afigura, em verdade, como um dossiê confeccionado com desvio de finalidade para ser utilizado como peça de intimidação", e classificou o uso do material como "manobra absurda" e "evidente desvio de finalidade" para o qual a Polícia Federal não deveria ser instrumentalizada.

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Casos: Mendonça × Moraes: um ministro pede a investigação do outro

Fato Com o caso parado, cinco presos cobram revisão das prisões

Reportagem de 23 de setembro de 2026 mostra que as defesas de cinco investigados presos passaram a cobrar a revisão das prisões diante da paralisia no STF, citando "a demora na análise dos recursos e a indefinição sobre a condução dos processos" depois da suspensão determinada por Fachin. São eles Daniel Vorcaro, preso havia mais de seis meses e com o prazo de 90 dias para revisão periódica da custódia vencido no fim de agosto; o pai, Henrique Moura Vorcaro, que pediu prisão domiciliar por razões de saúde; o primo, Felipe Cançado Vorcaro, com pedido de revogação sem análise desde junho e revisão periódica vencida em 14 de setembro; o cunhado Fabiano Zettel, com pedidos pendentes de substituição por prisão domiciliar; e o advogado Daniel Lopes Monteiro, cujo recurso contra a prisão aguardava análise havia quatro meses.

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Pai e filho depõem; Henrique nega ter comandado “A Turma”

Em 30 de setembro de 2026, Daniel Vorcaro e o pai, Henrique Moura Vorcaro, prestaram depoimento à Polícia Federal — último ato para encerrar a sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em maio para apurar o grupo de intimidação. Henrique negou ter comandado ou transmitido ordens à chamada "A Turma". Em carta datada de 21 de setembro e apresentada ao STF no dia seguinte, já havia escrito: "se pagavam alguém ou se usavam esse recebimento para qualquer turma ou pessoa, eu não tenho simplesmente nada a ver com isso, não conheço nem sei de turma nenhuma", sustentando que os pagamentos investigados eram de negócios imobiliários. A defesa dele classificou de desproporcional a prisão preventiva de mais de 110 dias, reclamou da demora de Mendonça na análise dos pedidos e afirmou que o depoimento ocorreu sem a presença de advogado. Daniel depôs por vídeo; a defesa dele afirmou que o ex-banqueiro "jamais praticou, determinou ou se envolveu em qualquer ato de violência, intimidação, perseguição ou ameaça".

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Casos: Vorcaro é preso de novo; PF aponta grupo de intimidação

Fato Investigado do grupo digital pede soltura e sinaliza disposição de falar

Em 2 de outubro de 2026, a defesa de Victor Lima Sedlmaier, apontado pela PF como integrante de "Os Meninos" — o braço de ataques digitais, invasão de aparelhos, derrubada de perfis e monitoramento ilegal —, pediu a Mendonça a revogação da prisão preventiva. É o segundo pedido; o primeiro é de 22 de maio. Alega que o prazo de 90 dias para reavaliação da custódia venceu, que o celular, o SSD e os documentos já foram apreendidos, e que ele não é acusado de violência nem de ameaçar testemunhas. Se não for solto, aceita tornozeleira, entrega de passaporte, proibição de viajar e comparecimento periódico. A petição diz que ele quer esclarecer os fatos à PF e, se for o caso, ao MPF, e pede que a PGR seja informada da disposição de colaborar — ressalvando que não se trata de proposta formal de delação nem de confissão. Sedlmaier foi preso em 16 de maio de 2026, na sexta fase, depois de deportado de Dubai.

Victor Lima Sedlmaier Daniel Vorcaro Polícia Federal André Mendonça Procuradoria-Geral da República Supremo Tribunal Federal Ministério Público Federal

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Casos: Vorcaro é preso de novo; PF aponta grupo de intimidação

Decisão Fachin pede à PF a lista de todos os ministros citados por Vorcaro

Em 2 de outubro de 2026, Fachin marcou para 13 de outubro uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre as investigações do Banco Master. Segundo a Agência Brasil, a PF deve apresentar uma lista com os nomes de todos os ministros do STF citados em conversas com Vorcaro. A movimentação veio depois de integrantes da própria Corte cobrarem que as menções a todos os ministros fossem avaliadas, e não apenas as que envolvem Moraes. Em ofício, Fachin escreveu que os fatos devem ser esclarecidos "sem qualquer exceção de fato ou de pessoa", que "deve ser observado o devido processo legal, em observância às normas constitucionais", e disse confiar que a PF e o Ministério Público atuarão "com independência e responsabilidade".

Edson Fachin Andrei Rodrigues Polícia Federal Supremo Tribunal Federal Daniel Vorcaro Alexandre de Moraes

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro

Fato Moraes recebe o diretor-geral da PF no Supremo, sem pauta divulgada

Em 6 de outubro de 2026, Alexandre de Moraes, vice-presidente do STF, recebeu na sede do tribunal o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o diretor de Inteligência Leandro Almada da Costa e o delegado Dennis Cali, da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção. Segundo o Poder360, a pauta do encontro não foi divulgada e ele não foi registrado na agenda oficial do ministro. Moraes é o magistrado apontado no relatório da PF como destinatário de 52 mensagens de Vorcaro, e Andrei e Almada chegaram a ser afastados por um dia em setembro, sob suspeita de investigar ministros sem autorização, antes de serem reintegrados.

Alexandre de Moraes Andrei Rodrigues Leandro Almada da Costa Polícia Federal Supremo Tribunal Federal Daniel Vorcaro

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Casos: A crise no STF: o afastamento do diretor da PF e a sessão de 15 de setembro