Políticos
Congresso: CPI do Crime rejeita indiciar ministros e a CPMI do Master não sai
O caso chega ao Congresso por várias portas: a CPI do Crime Organizado ouve Galípolo e termina rejeitando relatório que pedia o indiciamento de três ministros do STF e do procurador-geral; o pedido de CPMI do Master, com 280 assinaturas, fica meses sem instalação; Mendonça dispensa Vorcaro de depor; e senadores da CAE propõem novas regras para o FGC e para a fiscalização de títulos bancários.
- Período
- 26/11/2025 a 28/07/2026
- Tipos
- Fato 4 Decisão 3 Alegação 1
- Alegações com resposta do citado
- 1 de 1
- Fontes distintas
- 17, sendo 10 de nível 1
- Registros com aviso de qualidade
- 6 de 8
- Quem mais aparece
- Senado Federal 6 · Supremo Tribunal Federal 4 · CPI do Crime Organizado 4 · Banco Master 3 · Daniel Vorcaro 3
Contagens tiradas dos próprios registros desta página. O site não gera síntese em texto: o que cada fonte diz está no registro.
Ninguém citado neste site foi condenado criminalmente até agora.
Pedido de CPI com 53 senadores segue sem leitura
O requerimento de CPI do Banco Master foi protocolado no Senado em 26 de novembro de 2025 e reuniu 53 senadores, mais de 65% da Casa, número acima do mínimo constitucional. Depois de quase quatro meses e de várias sessões deliberativas, o texto seguia sem ser lido em plenário pela Mesa do Congresso, passo necessário para instalar a comissão. Um grupo de senadores recorreu ao STF com mandado de segurança para obrigar a leitura.
Davi Alcolumbre Senado Federal Supremo Tribunal Federal Banco Master
Resposta do citado Alcolumbre afirmou que "o momento da leitura é ato discricionário da Presidência da Mesa do Congresso Nacional" e que aquela sessão tinha outra prioridade, a de socorrer municípios inadimplentes. Em 2 de junho de 2026 declarou que passou "quatro horas sendo ofendido por todos os congressistas que queriam a CPMI" e que o objetivo dos autores seria "fazer campanha eleitoral". Metrópoles — Davi Alcolumbre descarta leitura de pedidos para criar CPMI do Master (nível 3, 21/05/2026)
3 fontes
Mendonça dispensa Vorcaro de depor no Congresso
Em fevereiro de 2026, Mendonça dispensou Vorcaro de comparecer a comissões do Congresso e garantiu o direito ao silêncio caso comparecesse, citando a garantia contra a autoincriminação; a CPI do Crime Organizado recorreu ao STF em 10 de março.
André Mendonça Daniel Vorcaro CPI do Crime Organizado Supremo Tribunal Federal
Pedido de CPMI reúne 280 assinaturas e não é instalado
Em 3 de fevereiro de 2026, o deputado Carlos Jordy protocolou pedido de CPMI do Banco Master com 280 assinaturas, 239 de deputados e 41 de senadores; até maio a comissão não havia sido instalada, e um mandado de segurança do deputado Rodrigo Rollemberg, relatado no STF por Cristiano Zanin, cobrou a instalação.
Senado Federal Supremo Tribunal Federal
3 fontes
- Rádio Senado — Parlamentares cobram CPMI do Banco Master durante sessão do Congresso (nível 1, 21/05/2026)
- Câmara dos Deputados — Repasse de recursos de Vorcaro a Flávio Bolsonaro reforça pressão por CPI do Banco Master (nível 1, 13/05/2026)
- Agência Brasil — Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master (nível 1)
Mendonça manda o Congresso devolver os sigilos à PF
Em 20 de fevereiro de 2026, o ministro André Mendonça determinou à Presidência do Congresso Nacional a "imediata entrega às autoridades da Polícia Federal" de todos os elementos obtidos com as quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático de Daniel Vorcaro, sem retenção de cópias. O material estava sob custódia da presidência do Senado desde 15 de dezembro, quando o então relator Dias Toffoli o retirou da CPMI do INSS.
André Mendonça Davi Alcolumbre Senado Federal Polícia Federal Daniel Vorcaro Dias Toffoli Supremo Tribunal Federal
1 fonte
- Metrópoles — Mendonça manda Alcolumbre enviar sigilos de Vorcaro à CPMI do INSS (nível 3, 20/02/2026)
CPI quer identificar os beneficiários finais dos fundos
Em 18 de março de 2026, a CPI do Crime Organizado aprovou requerimentos para identificar, junto a CVM, Banco Central, Receita e Anbima, os beneficiários finais dos fundos ligados ao Master e à Reag; a convocação e a quebra de sigilos da Prime Aviation, empresa de jatos ligada a Vorcaro; e a convocação de Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro, e do ex-governador Pedro Taques. Rejeitou a quebra de sigilo de Paulo Guedes e a convocação de Valdemar Costa Neto.
CPI do Crime Organizado Senado Federal Banco Master Reag Investimentos Martha Graeff
2 fontes
- Agência Brasil — CPI do Crime aprova pedido para investigar beneficiários do Banco Master (nível 1, 18/03/2026)
- CNN Brasil — CPI do Crime aprova convocação de ex-noiva de Vorcaro, Martha Graeff (nível 2, 18/03/2026)
PF aponta plano de transferir mansão à ex-noiva
Mensagens interceptadas pela PF indicariam que Vorcaro planejava transferir uma mansão de R$ 450 milhões e outros bens para o nome da ex-noiva, Martha Graeff, como blindagem patrimonial; a CPI do Crime e a CPMI do INSS aprovaram sua convocação e não conseguiram localizá-la.
Martha Graeff Daniel Vorcaro Polícia Federal CPI do Crime Organizado
Resposta do citado Defesa de Graeff, pelo advogado Lucio de Constantino: "A Sra. Martha não possui imóveis, automóveis ou depósitos de valores decorrentes do relacionamento com o Sr. Daniel Vorcaro. Também não tem conhecimento sobre a existência de algum Trust que lhe envolva"; ela mora de aluguel em Miami e seu patrimônio "é igual antes, durante e depois do relacionamento". Poder360 — Defesa de ex-namorada de Vorcaro desconhece bens citados pela PF (nível 2, 19/03/2026)
2 fontes
- CNN Brasil — CPI do Crime aprova convocação de ex-noiva de Vorcaro, Martha Graeff (nível 2, 18/03/2026)
- Poder360 — Defesa de ex-namorada de Vorcaro desconhece bens citados pela PF (nível 2, 19/03/2026)
CPI do Crime rejeita relatório que pedia indiciar ministros
Em 14 de abril de 2026, a CPI do Crime Organizado do Senado rejeitou, por 6 votos a 4, o relatório final do senador Alessandro Vieira, que pedia o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral Paulo Gonet por crimes de responsabilidade, com base no caso Master; a CPI terminou sem relatório aprovado.
CPI do Crime Organizado Senado Federal Dias Toffoli Alexandre de Moraes Procuradoria-Geral da República
4 fontes
- Senado Notícias — CPI do Crime Organizado termina sem relatório final aprovado (nível 1, 14/04/2026)
- Agência Brasil — Relatório final da CPI do Crime Organizado é rejeitado (nível 1)
- CNN Brasil — CPI do Crime rejeita relatório que propõe indiciar Moraes, Toffoli e Gilmar (nível 2)
- Agência Brasil — Relatório da CPI do Crime conecta facções com sistema financeiro (nível 1, 14/04/2026)
Senadores propõem novas regras para o FGC
Em 28 de julho de 2026, o grupo da Comissão de Assuntos Econômicos que acompanha o caso, presidido por Renan Calheiros, apresentou três projetos: mudar regras do FGC, ampliar a fiscalização de títulos bancários vendidos em plataformas e elevar penas de fraude financeira para até 12 anos; a CVM informou ter detectado operações atípicas do Master desde 2022 sem equipe para concluir apurações, e o BRB estimou perdas de cerca de R$ 3 bilhões.
Senado Federal Fundo Garantidor de Créditos Banco Master Banco de Brasília (BRB)
1 fonte
Registrado em 08/09/2026 · atualizado em 09/09/2026