Políticos
O caso Master na campanha presidencial de 2026
A menos de um mês do primeiro turno, os dois candidatos passaram a usar o caso um contra o outro. Flávio Bolsonaro cobra o silêncio de Lula sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes e associa o presidente ao STF. Lula atribui a autorização do banco ao governo Bolsonaro e liga o adversário ao financiamento do filme Dark Horse. No primeiro turno, Flávio passou à frente por 47,27% a 44,88%, e o segundo turno ficou para 25 de outubro, com o julgamento no STF suspenso até depois da eleição. Este caso registra o que cada um disse, com data e fonte, e não arbitra quem tem razão — os fatos que sustentam ou contradizem cada fala estão nos outros casos do site.
- Período
- 02/09/2026 a 04/10/2026
- Tipos
- Fato 4
- Fontes distintas
- 6
- Registros com aviso de qualidade
- 2 de 4
- Quem mais aparece
- Flávio Bolsonaro 3 · Luiz Inácio Lula da Silva 3 · Daniel Vorcaro 2 · Jair Bolsonaro 2 · Alexandre de Moraes 1
Contagens tiradas dos próprios registros desta página. O site não gera síntese em texto: o que cada fonte diz está no registro.
Ninguém citado neste site foi condenado criminalmente até agora.
Flávio usa o caso contra Lula: “não sei se quem governa é o Lula ou o Alexandre de Moraes”
Em comício em Porto Alegre, em 2 de setembro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, cobrou o silêncio do presidente sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes: "eu não sei se quem governa o Brasil hoje é o Lula ou o Alexandre de Moraes. Vocês sabem quem é o único candidato à Presidência que ainda não se pronunciou sobre esse escândalo de Alexandre de Moraes? Esse aí, esse tal de Lula". Atribuiu o silêncio a uma dívida: "porque ele tem o rabo preso. O Lula deve ao STF sair da cadeia; o Lula deve ao STF ser colocado no jogo político", em referência à anulação das condenações da Lava Jato em 2021. Segundo a CNN Brasil, a campanha do PL planejava associar Lula a Moraes na reta final, lembrando o contrato do escritório da mulher do ministro com o Master, e explorar investigações que envolvem pessoas próximas ao presidente.
Flávio Bolsonaro Luiz Inácio Lula da Silva Alexandre de Moraes Daniel Vorcaro Supremo Tribunal Federal Barci de Moraes Advogados
2 fontes
- Poder360 — Flávio critica Lula por silêncio sobre caso Moraes e Vorcaro (nível 2, 02/09/2026)
- CNN Brasil — Sob ofensiva do PT, Flávio prepara contra-ataque a Lula antes do 1º turno (nível 2, 26/09/2026)
Distribuidora tira o filme do calendário e não marca nova data
Em 11 de setembro de 2026, um dia depois da Operação Make Up, o diretor-geral da Europa Filmes, Wilson Feitosa, disse que o filme Dark Horse não teria data de estreia enquanto não houvesse clareza sobre as investigações do financiamento: "o lançamento do filme terá que estar livre de possíveis impedimentos" e "não seria responsável fazer o lançamento deste filme com todos estes acontecimentos". Sobre a operação da PF, afirmou: "não sabia da operação, mas, se tem coisa errada, tem mais é que esclarecer".
Europa Filmes Go Up Entertainment Jair Bolsonaro Polícia Federal Mário Frias Karina Gama
1 fonte
- Poder360 — Lançamento de “Dark Horse” é adiado por distribuidora (nível 2, 11/09/2026)
Lula usa o caso contra os Bolsonaro: “quem legalizou o Master foi o Bolsonaro”
Em ato de campanha em Guarulhos, em 18 de setembro de 2026, o presidente Lula disse: "quem legalizou o Banco Master foi o Bolsonaro. Quem fechou o Banco Master foi o Lula e o Haddad", afirmando que o governo anterior "criou um banqueiro ladrão que deu um golpe de R$ 60 bilhões" e que "esse banqueiro deles, no meu governo, virou prisioneiro". Em 25 de setembro, em comício no Recife, voltou ao tema ligando o adversário ao financiamento do filme Dark Horse: "a gente não pode permitir voltar, votar na família Bolsonaro é votar no Vorcaro".
Luiz Inácio Lula da Silva Flávio Bolsonaro Jair Bolsonaro Daniel Vorcaro Banco Master
2 fontes
- Metrópoles — “Quem legalizou o Master foi o Bolsonaro”, diz Lula em ato de campanha (nível 3, 18/09/2026)
- Poder360 — “Votar na família Bolsonaro é votar no Vorcaro”, afirma Lula (nível 2, 25/09/2026)
O caso chega às urnas, e o efeito é desigual
No primeiro turno, em 4 de outubro de 2026, Flávio Bolsonaro passou à frente de Lula, com 47,27% dos votos válidos contra 44,88%; o segundo turno ficou marcado para 25 de outubro. Em reportagem de 5 de outubro, a Agência Pública observou que o efeito eleitoral do caso foi desigual. Em março, 38% dos eleitores haviam dito à Genial/Quaest que evitariam votar em candidatos envolvidos no escândalo, mas o resultado concentrou esse sentimento em alguns nomes e não em outros: Ciro Nogueira ficou em terceiro na disputa ao Senado pelo Piauí, enquanto Jaques Wagner, Hugo Motta, Nikolas Ferreira e Antonio Rueda foram eleitos ou reeleitos; Ibaneis Rocha e Cláudio Castro desistiram antes da votação. A própria reportagem ressalva que não há garantia de que essas decisões decorreram do envolvimento direto ou indireto dos candidatos no escândalo, e que nenhum dos citados foi condenado, todos negando irregularidades.
Flávio Bolsonaro Luiz Inácio Lula da Silva Ciro Nogueira Jaques Wagner Hugo Motta Nikolas Ferreira Antonio Rueda Ibaneis Rocha Cláudio Castro
1 fonte
- Agência Pública — Escândalo Master pesa na urna para uns e passa batido para outros (nível 2, 05/10/2026)
Registrado em 28/09/2026 · atualizado em 08/10/2026